No sul da Bahia, as fazendas de cacau são um verdadeiro “paraíso” para os assaltantes. Os furtos e roubos nas roças são praticados à calada da noite por todos os tipos de ladrões. Vemos na periferia das cidades amêndoas de cacau secando nos passeios e até mesmo no meio das ruas.
Cada vez mais a sociedade tem medo de tudo e de todos. O que antes víamos apenas na televisão já faz parte do nosso dia a dia e algumas pessoas nem se importam mais com as mortes. Elas (as mortes) fazem parte do nosso cotidiano, queiramos ou não, e a insegurança impera em Canavieiras e outras cidades como em qualquer morro do Rio de Janeiro ou o Haiti, após seus governos perderem os parâmetros de dignidade.
A Bahia, considerada em todo o país como a “boa terra” já é vista com restrições. E em Canavieiras, por exemplo, o bate-papo noturno nas calçadas, para aproveitar a brisa noturna e colocar os assuntos em dia, é visto com restrições. Volta e meia, na avenida mais movimentada, a Octávio Mangabeira, ou rua 13, como chamamos, os assaltos a aparelhos celulares e outros pertences são praticados a torto e a direito.
A sociedade organiza movimentos, mobiliza parte da população atingida, para a felicidade de alguns políticos que sabem muito bem utilizar esses eventos como palanques gratuitos de promoção. As autoridades policiais, o Ministério Público e o Poder Judiciário apenas olham e dizem que nunca se combateu a violência como agora. Mostram dados que só eles têm conhecimento. E fica tudo como dantes.
Por fora, circulam com desfaçatez as organizações não-governamentais e pastorais travestidas de defensores dos direitos humanos. Mas agem numa só via, a “defesa dos coitadinhos” dos bandidos, sem se incomodar com os cidadãos que trabalham e custeiam a máquina estatal. Essas organizações recebem dinheiro de instituições internacionais para fomentar a chegada dos partidos antes de esquerda ao poder, criando um clima de instabilidade política e social. É o Brasil dos expertos contra o Brasil que trabalha.
E a violência não tem dado trégua à sociedade. Se na zona urbana a insegurança recrudesce a cada dia, na zona rural não tem sido diferente. Morar longe da movimentada cidade, especialmente num sítio com paisagem bucólica, já não é a opção para milhares de pessoas residentes nas grandes capitais, a exemplo do Rio de Janeiro e São Paulo. Nem mesmo aqui.
O que antes parecia uma excentricidade tornou-se uma temeridade, haja vista a falta de segurança dos arredores da cidade, onde o Estado não dispõe de qualquer representante. Hoje, os sítios e grandes fazendas, principalmente as que os proprietários ali residem, são o alvo preferido pelos ladrões. Além dos prejuízos materiais, ainda há o risco moral, pois todas as atrocidades são praticadas contra as famílias.
Longe de mim ser um arauto do medo e do terror, mas estou falando com a triste experiência que tive a 20 metros de casa, quando fui abordado por dois indivíduos que queriam o aparelho celular. De armas na cintura, como toda a pressa pedem o aparelho, antes que se enervem e resolva tirar nossa vida. Assim, de forma tão barata, passam o produto do roubo adiante, trocado por algumas pedras de crack ou gramas de cocaína.Leia Mais


































