Tempo de leitura: < 1minutoIsaquias desfilará em carro do Corpo de Bombeiros, em Ubaitaba, nesta sexta (Foto A. Brasil).
Isaquias Queiroz, o maior medalhista brasileiro numa única Olimpíada, será homenageado nesta sexta-feira (26), às 17 horas, em Ubaitaba, no Sul da Bahia. O canoísta deverá desembarcar no Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, às 15h40min, quando deverá ser recebido por milhares de pessoas, dentre elas, o governador Rui Costa, que anunciou, na terça (23), um centro de treinamento para a canoagem em Ubaitaba.
Ele chega à sua cidade natal uma semana após se consagrar nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, conquistando uma medalha de bronze na canoagem 200 metros e duas medalhas de prata nas categorias 1.000m da canoagem velocidade individual e canoa dupla 1.000m, esta ao lado do também baiano Erlon Silva, de Ubatã.
Isaquias Queiroz deverá desfilar pelas ruas da cidade num carro do Corpo de Bombeiros, exibindo as três medalhas olímpicas, informa o Blog do Thame. O atleta seguirá até as margens do Rio de Contas, onde iniciou sua trajetória esportiva, até se consagrar como um dos grandes nomes do esporte brasileiro.
A homenagem está sendo organizada pela Associação Cacaueira de Canoagem.
Tempo de leitura: < 1minutoErlon de Souza e Isaquias Queiroz conquistam a prata na Rio 2016.
A dupla brasileira Isaquias Queiroz e Erlon Souza conquistou a medalha de prata, há pouco, na canoagem de velocidade, categoria C2 1.000 metros. Os atletas sul-baianos de Ubaitaba e Ubatã concluíram os mil metros com o tempo de 3min44s81.
Isaquias e Erlon lideraram a prova até os 750 primeiros metros, quando a dupla alemã Sebastian Brendel e Jan Vandrey passaram à ponta e fecharam com 3min43s91.
Os terceiros colocados foram os ucranianos D. Ianchuk e T. Mishchuk, com 3min45s94.
Ao encerrar as competições da canoagem com duas medalhas de prata e uma de bronze, Isaquias Queiroz, de Ubaitaba, tornou-se o brasileiro com maior número de medalhas em uma só edição de olimpíadas.
Na sua segunda participação em olimpíadas, Erlon, de Ubatã, conquistou medalha pela primeira vez.
Tempo de leitura: < 1minutoIsaquias Queiroz é das maiores esperanças de ouro para o Brasil.
Os torcedores do sul da Bahia vivem uma grande expectativa para o início das provas de canoagem de velocidade nas Olimpíadas. As eliminatórias começam às 9 horas da segunda-feira, na Lagoa Rodrigo de Freitas.
A Bahia têm dois atletas com chance de medalhas nos Jogos Olímpicos. Eles são os canoístas Isaquias Queiroz, de Ubaitaba, e Erlon Souza, de Ubatã. Isaquias vai disputar uma vaga na semifinal na modalidade C mil metros.
Se passar, volta a remar a partir das 10h30 para disputar uma vaga na final. A final na modalidade C mil metros está marcada para terça-feira, às 9 horas. Isaquias Queiroz é um dos favoritos à medalha de ouro.
Já o canoísta Erlon de Souza, de 24 anos, está nos Jogos Olímpicos pela segunda vez seguida. Ele competiu em Londres, em 2012, em dupla com Ronilson de Oliveira. A dupla terminou a categoria C2 1000 na 10ª colocação. Informações d´A Região.
O canoísta Isaquias Queiroz, bicampeão mundial e campeão pan-americano, aproveitou a folga no feriado de Corpus Christi, para rever familiares e amigos em Ubaitaba, no Sul da Bahia.
Isaquias, que está realizando a preparação para as Olímpiadas Rio 2016 em Minas Gerais, é forte candidato a obter medalhas para o Brasil nas modalidades C1 200 metros, C1 1000 metros e C2 1000 metros, está ao lado do também sul-baiano de Ubatã Erlon de Souza, com que já dividiu o ouro no Mundial de Canoagem, em Milão, Itália.
Em conversa com o Blog do Thame, às margens do Rio de Contas, onde iniciou a carreira na Associação Cacaueira de Canoagem, Isaquias Queiroz afirmou que “estou treinando firme, porque é a reta final pra competição mais importante da minha vida, disputar os Jogos Olímpicos em casa é uma coisa única, especial”.
“A expectativa é conquistar três medalhas e fazer história para o Brasil na canoagem. Os nossos resultados em mundiais mostram que essas medalhas são possíveis, mesmo enfrentando grandes atletas”, destacou o canoísta.
As provas de canoagem serão realizadas de 16 a 20 de agosto, no Rio de Janeiro. “A ansiedade é grande, o foco total nas Olímpiadas, para dar essa alegria aos sulbaianos e aos brasileiros”, disse.
Isaquias também aproveitou para fazer um alerta para a necessidade de conservação do Rio de Contas, um dos principais polos de canoagem, do Brasil:
-Devo minha carreira ao Rio de Contas e fico triste ao ver o tio afetado pelo desmatamento das margens e pela poluição, que prejudicam não só os atletas mas os moradores da região. Espero que haja uma grande mobilização do governo e da comunidade para evitar a degradação desse rio tão importante para todos nós.
No mapa, o Rio de Contas é uma linha azul fininha que divide as cidades de Ubaitaba e Aurelino Leal, no sul da Bahia, distantes a 379 km de Salvador. De perto, essa linha vira uma avenida fluvial que define a vida na região. Anos atrás, meninos e adolescentes se ofereciam para remar as canoas que faziam a travessia do rio, pois não tinham o dinheiro da passagem – hoje, R$ 2. De canoeiros a canoístas, foi um pulo. Ou um mergulho. Dos cinco atletas que se preparam para os Jogos do Rio, três são da região, um deles é o bicampeão mundial Isaquias Queiroz. Dos últimos dez torneios nacionais por equipes, oito foram vencidos por ubaitabenses. Além disso, Jefferson Lacerda, o pioneiro da canoagem brasileira em Olimpíadas, também é de lá. Isso ainda não existe nos mapas, mas Ubaitaba é a capital brasileira da canoagem.
Hoje, quase 60 alunos participam da escolinha gratuita da Associação Cacaueira de Canoagem. Existem dois pré-requisitos para entrar no curso: saber nadar e ir bem na escola. A cada trimestre, os professores da canoagem visitam a escola e também analisam o boletim de cada aluno. Se o aluno vai mal, é afastado por um período. “Tia, a gente já pode colocar o barco na água?”, pergunta Yuri Silva dos Santos, prata na categoria até 14 anos no Campeonato Brasileiro.
Até chegar à margem, meninos e meninas a partir dos oito anos carregam nos ombros barcos de 10 quilos. Os corpinhos mirrados, rascunhos de atletas, envergam, mas não quebram. O sonho de ser como Isaquias vai no ombro também e ajuda a equilibrar o peso.
Tempo de leitura: 3minutosCanoagem é uma das esperanças de medalha para o Brasil (Foto Fernando Frazão/Agência Brasil).
Quando perdeu a vaga nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, por 13 centésimos de segundo, o atleta brasileiro de canoagem slalom (corredeira) Pedro Gonçalves, o Pepê, ficou traumatizado. “Fiquei muito triste porque foi por muito pouco”, disse. Pedro era um dos favoritos à vaga.
Pepê disse que o sonho de todo atleta é ir para os Jogos Olímpicos e que a realização da competição no Rio de Janeiro, com o calor da torcida brasileira, “caiu como uma luva após os Jogos de Londres”. Após treinamento forte nos últimos três anos, o sonho pode se concretizar agora. “Todo dia, a gente acorda pensando nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Para nós, a chance de participar dos Jogos em casa e brigar por uma medalha olímpica em casa é excepcional”, disse.
A primeira etapa da seletiva nacional para escolha dos atletas que defenderão a canoagem slalom na Olimpíada Rio 2016 será no começo de março. As demais etapas ocorrerão durante a Copa do Mundo da modalidade, em junho e julho, na Itália, Espanha e França.
Os quatro atletas que irão representar o Brasil só serão conhecidos próximo à abertura dos Jogos do Rio, dia 5 de agosto. O país também terá competidores nas provas de canoagem slalom paralímpica e de canoagem velocidade olímpica e paralímpica.
CHANCES DE MEDALHA
Segundo Koslowski, o Brasil ainda não tem ainda grande tradição na canoagem. “É uma modalidade muito nova”, explicou. A primeira Olimpíada da qual atletas de canoagem brasileiros participaram foi em 1992, em Barcelona, Espanha.
O Brasil nunca conquistou uma medalha olímpica na canoagem e na Paralimpíada a primeira participação será agora, nos Jogos do Rio. “Nossa primeira chance de medalhas real vai ser este ano”, avaliou Koslowski, que citou os atletas de canoagem de velocidade Isaquias Queiroz e Erlon de Souza e a campeã pan-americana de canoagem slalom Ana Sátila como potenciais candidatos ao pódio olímpico este ano.
Atualmente, a canoagem de velocidade brasileira tem 42 atletas concentrados de forma permanente, cinco no Centro de Treinamento de Lagoa Santa (MG) e 37 no CT Curitiba.
PATROCÍNIO
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) patrocina a canoagem brasileira desde 2011, quando foi assinado o primeiro contrato com a Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa). O banco também patrocina o hipismo de saltos.