Documentário será lançado na próxima sexta-feira (26), no Centro de Cultura Adonias Filho || Reprodução
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Os 63 anos da principal e mais longeva banda de baile do país ganharam documentário. Com roteiro e direção de Karine Fênix, Dance que o Lordão garante será lançado na próxima sexta-feira (26), no Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, a partir das 18h. Quem for ao evento, também poderá conferir essa história em fotos.

A produção recupera memórias, registros históricos e depoimentos de quem passou pela banda. Também traz testemunhas oculares que conviveram com o Lordão ao longo de sua trajetória, iniciada ainda nos anos 1960 quando ainda era chamada de Ritmos Lord.

Karine Fênix, diretora do documentário que celebra a história do Lordão

Reconhecida como referência da música popular baiana, a banda marcou gerações e construiu um legado que agora ganha registro audiovisual.

A diretora diz que o documentário promete emocionar o público ao revisitar momentos inesquecíveis da carreira, celebrando não apenas o impacto cultural da banda na música regional, mas também sua relevância na identidade cultural do sul da Bahia.

Sônia Leite, executiva da banda e esposa do bandleader Kocó, falecido em 2024

Fã da Banda Lordão, Karine Fênix vê uma relação de amor da banda com Itabuna, sobretudo com o povo grapiúna. “Lordão é a trilha sonora da região, de uma maneira muito autêntica, orgânica, com uma qualidade ímpar. Isso é muito evidenciado nos depoimentos. É uma sinergia difícil de descrever”.

Ritmos Lord em apresentação na churrascaria do Lord Hotel, em 1967

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA

A exposição fotográfica será recheada de registros históricos da banda, com de rostos que fizeram e fazem parte da construção da banda. O público poderá acompanhar ainda a história por meio de depoimentos de figuras relevantes que emprestaram seu talento e se profissionalizaram através do Lordão. A exposição ficará no foyer do Centro de Cultura Adonias Filho até o dia 6 de outubro.

Mestre Sabará, um dos fundadores da banda, é presença no documentário e na exposição

O evento é gratuito e aberto ao público. Para assistir ao documentário é só resgatar o ingresso por meio da plataforma Sympla, no link https://www.sympla.com.br/evento/dance-que-o-lordao-garante-lancamento-documentario-e-exposicao/3112815.

O documentário Dance que o Lordão Garante, da Lua Nova Estúdio Criativo, foi contemplado no edital da Lei Paulo Gustavo Itabuna, tem o apoio financeiro da Prefeitura de Itabuna, por meio da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), via Lei Paulo Gustavo, direcionado pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Também conta com o apoio do Centro de Cultura Adonias Filho (Governo da Bahia).

SERVIÇO
Documentário e Exposição Dance que o Lordão garante
Quando – 26 de setembro, às 18h
Onde – Centro de Cultura Adonias Filho – Itabuna
Ingresso – Acesso gratuito via Sympla

Kocó foi vítima de complicações de transplante, aos 72 anos
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O prefeito Augusto Castro (PSD) decretou luto oficial por três dias em Itabuna pela morte do músico Clóvis de Figueiredo Leite, Kocó, da Banda Lordão, ocorrida nesta segunda-feira (19), em Salvador. Ele foi vítima de complicações de um transplante de fígado.

“Com profundo pesar, tomei conhecimento do falecimento na tarde desta segunda-feira, dia 19, em um hospital de Salvador, do músico Clóvis de Figueiredo Leite, o querido “Kocó do Lordão”, que em 1972 adotou Itabuna como seu segundo lar, atuou profissionalmente e constituiu família e uma legião de amigos e admiradores”, escreveu o mandatário, em nota.

Augusto também prestou solidariedade aos familiares, colegas de trabalho e fãs de Kocó. “Peço a Deus, o Misericordioso, que encaminha sua bondosa alma para a Glória Eterna e a todos conforte e dê paz e sabedoria”, completou.

Kocó fez história à frente da Banda Lordão
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O músico Clóvis Figueiredo Leite, Kocó, faleceu na tarde desta segunda-feira (19), em um hospital de Salvador, aos 72 anos. Fundador da Banda Lordão, ele fez história à frente do grupo por mais de 50 anos.

Nascido no Rio de Janeiro e radicado na Bahia desde a década de 1960, Kocó chegou em Itabuna em 1972. Ele deixa a esposa, Sônia Leite, e o filho Marcus Vinícius. O casal também teve o filho Clóvis Leite Júnior, que faleceu em 2009.

Já homenageado com o título de cidadão itabunense e com a Comenda Firmino Alves, Kocó recebeu, em setembro de 2023, a Comenda 2 de Julho, maior honraria concedida pela Assembleia Legislativa da Bahia. Na época, ele disse que a homenagem havia aumentado sua vontade de viver.

Ainda não há informações sobre o velório e o sepultamento.