Corpo de Monsenhor é velado na Paróquia do Conceição || Foto Miguel Gustavo e Itabuna Oficial
Tempo de leitura: < 1 minuto

Monsenhor Moisés de Souza, da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, confirmou há pouco, ao PIMENTA, que o sepultamento do corpo do Monsenhor Auxêncio Costa Alves Nascimento, de 97 anos, será nesta terça-feira (4), a partir das 13h30min, no cemitério Campo Santo, em Itabuna. O velório ocorre neste momento na paróquia, no bairro Conceição. A missa de corpo presente será às 10h desta terça.  

O Monsenhor Auxêncio faleceu em casa em decorrência de causas naturais. Ele foi padre e também prefeito de Camacã, eleito e empossado em 1º de fevereiro de 1973. O Monsenhor destacou-se por unir sua atuação religiosa com a liderança administrativa. Até hoje é lembrado como uma figura importante na consolidação do município sul-baiano.

Monsenhor Auxêncio Costa Alves Nascimento nasceu em 16 de fevereiro de 1929, em Camacã, e foi ordenado padre em 1963. Durante as décadas de 1960 e 1970, atuou como pároco na Paróquia Nossa Senhora da Conceição. Ainda na década de 70 foi professor do Colégio Estadual de Itabuna, onde lecionou Educação Moral e Cívica e Português.

Participou ativamente de ações sociais em Camacã e Itabuna. Há anos que ele estava afastado da atividade eclesial e morando com uma sobrinha no bairro da Conceição. Portador de Alzheimer, o religioso estava bastante debilitado.

O pároco Monsenhor Moisés de Souza divulgou nota lamentando o falecimento. “A Paróquia de Nossa Senhora da Conceição se enluta pelo falecimento do nosso amado irmão, que dedicou sua vida ao sacerdócio, onde parte dele foi à frente da nossa paróquia. Que Deus o receba em seus braços e conforte toda à família”.

Antônio Garrido e Eugênio Abreu, autor da homenagem ao educador de origem espanhola || Foto Arquivo
Tempo de leitura: 4 minutos

 

A história de Antônio Pazos Garrido e de sua família representa um capítulo significativo da imigração espanhola no sul da Bahia. Por meio do trabalho, da educação e da dedicação à vida comunitária, os Pazos Garrido contribuíram para a construção da história social, cultural e educacional de Itabuna.

 

Eugênio Abreu

A trajetória de Antônio Pazos Garrido confunde-se com a história de muitas famílias espanholas que atravessaram o Oceano Atlântico em busca de novas oportunidades e encontraram no sul da Bahia uma terra de acolhimento, trabalho e prosperidade.

Filho de Moisés Pazos González e de Caridad Garrido Vidal, Antônio nasceu em 30 de janeiro de 1946, na cidade de O Grove, Província de Pontevedra, na região da Galícia, Espanha.

Sua história familiar está profundamente vinculada aos movimentos migratórios do pós-guerra europeu. Seu pai, Moisés Pazos González, ex-combatente da Guerra Civil Espanhola, participou durante três anos dos conflitos que marcaram aquele período turbulento da história da Espanha.

Como tantos compatriotas, decidiu reconstruir a vida longe da Europa devastada pela guerra.

Em 1950, Moisés chegou sozinho ao Brasil, estabelecendo-se em Itabuna, cidade que vivia o esplendor econômico da lavoura cacaueira. A primeira residência da família localizou-se na Avenida Inácio Tosta Filho, nº 579.

Após firmar-se economicamente, providenciou a vinda da esposa, Caridad Garrido Vidal, e dos filhos, reunindo novamente a família em terras brasileiras.

Posteriormente, adquiriu um terreno na então Avenida dos Trovadores, nº 42 — atual Avenida Itajuípe — onde construiu o conhecido Prédio da Família Garrido, referência urbana que simbolizou a consolidação da família na sociedade itabunense.

O LEGADO DE MOISÉS E A FORMAÇÃO FAMILIAR

Homem trabalhador e respeitado, Moisés exerceu inicialmente a profissão de mecânico de fogões a querosene, atividade de grande relevância para a época.

Mais tarde, assumiu a gerência do Posto Texaco pertencente ao empresário José Oduque Teixeira, ampliando sua participação na vida econômica da cidade.

Faleceu aos 95 anos de idade, deixando um legado de dignidade, perseverança e dedicação à família. Sua esposa, Caridad Garrido Vidal, também já falecida, foi presença fundamental na formação moral e cultural dos filhos.

Ao lado dos irmãos Francisco Pazos Garrido, conhecido como Paco, e Manuel Pazos Garrido, Antônio cresceu em um ambiente familiar que preservava as tradições espanholas sem perder a integração à cultura brasileira.

Paco manteve fortes vínculos com a Espanha, onde veio a falecer.

Professor Garrido com a esposa, Ana Cristina, e o filho Felipe || Arquivo familiar

VOCAÇÃO PARA AS LETRAS E A EDUCAÇÃO

Desde cedo, Antônio revelou especial inclinação para as letras, a linguagem e as humanidades. Ingressou na antiga Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna (Fespi), instituição pioneira do ensino superior regional, onde graduou-se em Letras, consolidando uma vocação que o acompanharia por toda a vida.

Professor de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira, Língua Espanhola e Redação, dedicou mais de três décadas ao magistério.

Atuou nas redes municipal, estadual e particular de ensino, destacando-se pela sólida formação humanística, competência pedagógica e compromisso com a formação intelectual e cidadã de seus alunos.

Lecionou em importantes instituições educacionais de Itabuna, entre elas o Imeam e o Colégio Estadual de Itabuna. Nesta última instituição, exerceu, além da docência, as funções de Coordenador de Estágio Supervisionado e Vice-Diretor, contribuindo significativamente para a formação de professores e para o fortalecimento da gestão escolar.

Reconhecido pelo domínio da língua portuguesa e pelo profundo conhecimento da cultura espanhola, participou de trabalhos de revisão textual, tradução e iniciativas culturais voltadas à valorização das letras e do intercâmbio cultural entre Brasil e Espanha.

Sua atuação ajudou a preservar as raízes culturais da família e a enriquecer o ambiente intelectual da região.

ÚLTIMOS ANOS E LEGADO PESSOAL

Em 25 de maio de 2006, casou-se, na Espanha, com Romilda Sousa Gomes. A união fortaleceu seus laços com a terra natal e marcou uma nova etapa de sua vida.

Antônio Pazos Garrido faleceu em 18 de outubro de 2012, na Espanha, encerrando uma trajetória pautada pela educação, pela cultura e pelos valores familiares.

A TRAJETÓRIA DE MANUEL PAZOS GARRIDO

Seu irmão, Manuel Pazos Garrido, nascido em O Grove, em 10 de dezembro de 1949, chegou a Itabuna em 1958. Formou-se em Filosofia pela antiga Fespi, com habilitação em Psicologia, Sociologia e Ciências Físicas, Biológicas e Matemáticas.

Durante mais de três décadas destacou-se como professor de Física em tradicionais instituições de ensino da região, dentre elas Colégio Estadual de Itabuna, Imeam, Colégio Sementeira, Colégio Ação Fraternal de Itabuna, Colégio Divina Providência, em Itabuna, e Instituto Nossa Senhora da Piedade, em Ilhéus.

Em 29 de novembro de 1986, Manuel casou-se com a professora Ana Cristina Reis Carvalhais Garrido, itabunense, graduada em Administração com habilitação em Recursos Humanos pela FTC e pós-graduada em Especialização para o Ensino Superior pela Facsul.

Também dedicada à educação, Ana Cristina construiu uma respeitada trajetória profissional, contribuindo para a formação de inúmeras gerações de estudantes.

O casal tem um filho, Filipe José Carvalhais Garrido, engenheiro civil e estudante de Medicina, representante da continuidade de uma tradição familiar construída sobre os pilares do conhecimento, da educação e da busca permanente pelo aperfeiçoamento humano.

UMA FAMÍLIA QUE AJUDOU A CONSTRUIR A HISTÓRIA DE ITABUNA

A história de Antônio Pazos Garrido e de sua família representa um capítulo significativo da imigração espanhola no sul da Bahia. Por meio do trabalho, da educação e da dedicação à vida comunitária, os Pazos Garrido contribuíram para a construção da história social, cultural e educacional de Itabuna.

Seu legado permanece vivo na memória de familiares, amigos, colegas e ex-alunos, testemunhando a força transformadora do conhecimento e da educação.

Professor por vocação, humanista por essência e espanhol de raízes profundas, Antônio pertenceu à geração de educadores que compreendia o ensino como um compromisso com o futuro e a cultura como um patrimônio a ser compartilhado.

A LEMBRANÇA DE UM MESTRE DAS PALAVRAS

Para aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo, permanece uma imagem inesquecível: onde estivessem os letristas, os catedráticos, os escritores e os pensadores, certamente ali estaria Antônio Garrido.

Em meio às conversas sobre literatura, gramática, filosofia e cultura, muitas vezes animadas por uma boa massa, uma pizza compartilhada e a alegria da convivência, encontrava-se o professor apaixonado pelas palavras.

Com entusiasmo e erudição, enaltecia as letras e os vocábulos, revelando que via na linguagem não apenas um instrumento de comunicação, mas uma das mais elevadas expressões da inteligência humana.

Assim permanece sua lembrança: a de um educador culto e generoso, um mestre das letras, um defensor do conhecimento e um homem que fez da educação sua missão. Enquanto houver ex-alunos que recordem seus ensinamentos, amigos que rememorem suas conversas e familiares que preservem sua história, Antônio Pazos Garrido continuará vivo, habitando para sempre o universo das palavras que tanto amou.

Eugênio Abreu é geógrafo.

Cetep Litoral Sul e Estadual suspendem aulas presenciais após diagnóstico de covid-19
Tempo de leitura: < 1 minuto

As aulas presenciais foram suspensas em duas escolas em Itabuna, no sul da Bahia, depois que uma aluna e membros da família da garota testaram positivo para a Covid-19, na quinta-feira (9).

A aluna estuda no Colégio Estadual de Itabuna, mas as aulas estão ocorrendo no Centro Territorial de Educação Profissional Litoral Sul II (CETEP). Com isso, os estudantes das duas unidades terão aulas presenciais suspensas.

Segundo a direção do Núcleo Territorial de Educação Litoral Sul, a suspensão irá ocorrer por 14 dias. O Colégio Estadual enfrenta reforma física há cerca de três anos, com sucessivas trocas de empreiteiras e obras inconclusas. Com informações da TV Santa Cruz.

Tempo de leitura: 2 minutos
Professores e alunos protestaram hoje (Foto Pimenta).
Professores e alunos protestaram hoje (Foto Pimenta).

A Secretaria Estadual de Educação emitiu nota de esclarecimento em que nega o fechamento do Colégio Estadual de Itabuna no período noturno (reveja aqui).

“A unidade escolar ampliará o atendimento dos estudantes com a implantação do Centro Noturno de Educação na Bahia (Ceneb)”, informa.

Ainda de acordo com a nota, o centro terá proposta pedagógica para estudantes do noturno, focada no “mundo do trabalho, ciência e tecnologia, e arte e cultura”.

AMÉLIA AMADO

A Secretaria Estadual de Educação confirmou o fechamento do Colégio Estadual Dona Amélia Amado, transformando-o em Centro de Educação Integral.

O espaço oferecerá educação em mais um turno para crianças, jovens e adolescentes, numa ação que também envolverá a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Confira a íntegra da nota clicando no “leia mais”, abaixo.

Leia Mais

Tempo de leitura: 2 minutos
Professores e alunos do Estadual protestam em frente ao NRE 5 (Foto Pimenta).
Professores e alunos do Estadual protestam em frente ao NRE 5 (Foto Pimenta).

Atualizada às 11h33min

Alunos e professores do Colégio Estadual de Itabuna (CEI) iniciaram uma ofensiva contra o possível fechamento da unidade de ensino no turno noturno. A decisão do governo baiano atingiria, de acordo com a coordenação, pelo menos 400 alunos. Neste momento, ocorre caminhada até a sede do Núcleo Regional de Educação (NRE), na Beira-Rio.

Um manifesto é divulgado nas redes sociais contra o fechamento da escola à noite. “Devemos observar que o CEI é o colégio com o maior número de alunos matriculados à noite, cerca de 400 alunos, tem o maior número de trabalhadores afetados, cerca de 80, e ainda sem levar em conta que esta é a Escola Estadual mais antiga de Itabuna, com 58 anos de existência.”

Professores temem processo de reorganização da rede estadual (Foto Pimenta - Editada).
Professores temem processo de reorganização da rede estadual (Foto Pimenta – Editada).

O fechamento à noite faria parte de um reordenamento da rede pública estadual, de acordo com o manifesto. Sabe-se que parte do colégio será transformado em centro de atividades de integração para a juventude. A informação do governo, porém é que haverá aulas no turno noturno no Estadual, que receberá estudantes do Colégio Amélia Amado. Este último, sim, seria desativado.

Colégio Estadual pode ser alvo de reorganização de rede de ensino.
Fachada do Colégio Estadual de Itabuna (Foto SEC-BA).
Tempo de leitura: < 1 minuto

Alunos do Estadual fazem protesto e vaiam comitiva em frente à FTC (Foto Pimenta).
Alunos do Estadual fazem protesto e vaiam comitiva em frente à FTC (Foto Pimenta).

Cerca de cinquenta estudantes do Colégio Estadual de Itabuna fizeram protesto na visita do governador Jaques Wagner, hoje, em frente à FTC. O grupo reclamava da infraestrutura da escola e da falta de merenda escolar.
“Temos dois meses de aula e até agora nada de merenda”, disse um dos manifestantes. O governador Jaques Wagner disse ao PIMENTA que faltou merenda na escola por erro da direção do CEI. “O problema já está sendo resolvido”, disse ao deixar a FTC, no final da manhã.
Profissionais da educação confirmaram ao blog que a falta de merenda decorreu de problemas de gestão. Além do Estadual, alunos do Centro Integrado Oscar Marinho Falcão (Ciomf) também ficaram sem merenda escolar neste início de ano letivo.
Estudantes perseguem carros da comitiva e vaiam autoridades (Foto Pimenta).
Estudantes perseguem carros da comitiva e vaiam autoridades (Foto Pimenta).