Material será comparado com perfis de pessoas encontradas vivas ou mortas sem identificação || Ilustração PIMENTA
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Familiares de pessoas desaparecidas podem fornecer gratuitamente material genético em Ilhéus e Itabuna até sexta-feira (28). A coleta começou nesta segunda-feira (24) e integra uma mobilização nacional destinada a ampliar as chances de identificação e localização de desaparecidos.

Em Ilhéus, o atendimento ocorre na Coordenação Regional de Polícia Técnica, na Rua Ministro José Cândido, no Centro. Os telefones para contato são (73) 3633-7031 e (73) 3234-8137. Em Itabuna, a coleta é feita na unidade da Polícia Técnica localizada na Rua Um, no Jardim Primavera. O telefone é (73) 3617-1700.

O procedimento é gratuito, rápido e indolor. Um perito utiliza uma espécie de cotonete na parte interna da bochecha para retirar a amostra, sem necessidade de coleta de sangue. O perfil genético será incluído nos bancos oficiais e comparado com amostras de corpos e ossadas não identificados, além de pessoas encontradas vivas ou internadas sem condições de informar a própria identidade.

RECOMENDAÇÃO

O Ministério da Justiça e Segurança Pública recomenda que a doação seja feita, preferencialmente, por familiares de primeiro grau. A prioridade é para pais ou mães biológicos, filhos acompanhados do outro genitor e irmãos biológicos. Crianças também podem fornecer material, desde que estejam acompanhadas por um responsável legal. Quem já participou de mobilizações anteriores não precisa repetir a coleta.

O familiar deve apresentar um documento de identificação e os dados do boletim de ocorrência sobre o desaparecimento, como número, estado e delegacia onde o registro foi feito. A recomendação é levar uma cópia do documento, caso esteja disponível. Quem ainda não registrou o desaparecimento deve procurar uma delegacia.

Como os bancos estaduais estão integrados nacionalmente, o material fornecido na Bahia poderá ser comparado com amostras existentes em qualquer outra unidade da Federação. Assim, uma família que mora em Ilhéus ou Itabuna pode fornecer o DNA mesmo que o desaparecimento ou a localização da pessoa tenham ocorrido em outro estado.

OUTROS MUNICÍPIOS

O Banco de Perfis Genéticos da Bahia reúne 1.131 amostras relacionadas a pessoas desaparecidas e seus familiares. Segundo a Polícia Científica, os cruzamentos já permitiram 16 identificações. Além de Ilhéus e Itabuna, a mobilização tem pontos regionais em Jequié, Itapetinga, Eunápolis, Porto Seguro, Itamaraju, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista.

Esta é a quarta mobilização nacional do tipo. As anteriores ocorreram em 2021, 2024 e 2025. A ação é coordenada pela Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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A Prefeitura Municipal de Itacaré e o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), por meio do Centro Judiciário de Solução Consensual de Conflitos (Cejusc), promovem, dia 25 de julho, mais uma edição do Projeto Pai Presente, com a coleta de dados para o reconhecimento de paternidade. Os interessados em utilizar esses serviços precisam estar atentos, porque o agendamento e a entrega dos documentos devem ser feitos até o dia 24, no Cejusc, localizado na Praça Santos Dumont (Praça dos Cachorros).

Nessa edição serão prestados 30 atendimentos. A ação tem como principal objetivo realizar testes de DNA gratuitos para as pessoas que não possuem nome do pai em seu registro de nascimento. Para saber mais informações sobre quais os documentos necessários, como acontecerá o atendimento e como será feito os exames, basta entrar em contato através do email cejuscitacare@gmail.com, pelo telefone (73) 98865-6668 ou diretamente no Cejusc, na Praça Santos Dumont (Praça dos Cachorros), 60, centro de Itacaré.

O Projeto Pai Presente Estimula o reconhecimento de paternidade de forma gratuita e sem precisar ingressar com processo judicial. Destina-se aos pais que desejam realizar o reconhecimento espontâneo tardio, após o registro da criança apenas pela mãe, ou aos casos em que há dúvida quanto à paternidade, com a realização de exame de DNA, quando necessário.

Criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e acolhido inicialmente pela Corregedoria de Justiça do TJ-BA em 2010, o projeto foi implementado pela Presidência do Tribunal e Justiça baiano em 2013, por meio da Resolução nº 8, de 17 de abril de 2013, período em que a Assessoria Especial da Presidência para Assuntos Institucionais (AEPII) passou a coordenar a ação.