Com 28 anos de trajetória, a banda ilheense Quizila sobe ao palco do Pub Delicious, no Pontal, neste sábado (15), às 20h, para uma noite dedicada à própria obra. O show Quizila toca Quizila marca o lançamento do EP Guias e reúne músicas de diferentes fases do grupo, além de composições inéditas. Os ingressos custam R$ 40. A produção é da Aquilomba, e o DJ Seu Múcio abre a programação.
A ideia do espetáculo nasceu da cobrança do público. Nos últimos anos, a Quizila circulou por bares de Ilhéus com apresentações extensas e um repertório mais aberto, formado também por músicas que seus integrantes gostam de ouvir e tocar. Mesmo assim, uma pergunta se repetia entre quem acompanhava os shows. “A galera sempre pedia: ‘Cadê as músicas de vocês?’. A gente não vinha tocando todas as canções que tem no repertório”, conta o vocalista e compositor Fabrício Vasconcelos.
O pedido deu origem a um show com destaque para produção autoral da banda. O repertório atravessa o primeiro EP da Quizila, o álbum Orgânico Vivo, lançado em 2017, e o novo Guias. Algumas releituras incorporadas à discografia também estarão presentes. A noite ainda reserva músicas nunca gravadas e canções que chegarão ao palco pela primeira vez.
“Por que não fazer um show nosso? Por isso é ‘Quizila toca Quizila’. Não é a Quizila tocando Bob Marley ou Jacob Miller. É a banda apresentando a própria obra”, reforça o baterista Lula Soares Lopes.
TRAJETÓRIA
A história da Quizila começou a tomar forma na metade dos anos 1990, quando o guitarrista Binho Ribeiro e o baterista Rogério Alves, Secão, ainda estudantes, decidiram montar uma banda. O grupo adota 1998, ano em que iniciou as apresentações públicas, como marco de sua trajetória. A formação atual reúne Fabrício nos vocais, Binho na guitarra, Danilo Ornelas no baixo e Lula na bateria.
O nome da banda surgiu por sugestão do amigo Vitor Santana, baterista d’OQuadro e DJ por trás da persona Orixáfricano. A sonoridade da palavra Quizila chamou a atenção dos músicos, que encontraram no dicionário sentidos associados a aversão, rixa e confronto. “Como a gente estava formando uma banda de reggae, adorou o nome. Era a Quizila do sistema, uma aversão ao sistema”, recorda Fabrício.
Mais tarde, os integrantes conheceram a dimensão da palavra nas religiões de matriz africana e perceberam como esse significado ampliava a identidade escolhida pelo grupo. A amizade sustenta boa parte dessa caminhada. Lula acompanhou a banda desde o começo e chegou a substituir Secão em algumas apresentações antes de entrar, oficialmente, em 2017.
















