Binho Galinha está preso desde o último dia 3 || Foto Agência Alba
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Por 34 votos a 18, a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) decidiu manter a prisão preventiva do deputado estadual Kleber Cristian Escolano de Almeida, mais conhecido como Binho Galinha (PRD). Dez parlamentares faltaram à votação secreta desta sexta-feira (10) e um se absteve. Suspeito de comandar organização criminosa, Binho está preso desde a sexta-feira da semana passada (3).

De acordo com a Alba, a votação não analisou o mérito das denúncias contra o deputado e se restringiu à análise da constitucionalidade da prisão.

Binho Galinha é apontado como líder de organização criminosa com atuação principalmente na região de Feira de Santana. Segundo investigações das operações “El Patrón” e “Estado Anômico”, o grupo é responsável por delitos como lavagem de dinheiro, obstrução da justiça, jogo do bicho, agiotagem, receptação qualificada, comércio ilegal de armas, usurpação de função pública, embaraço a investigações e tráfico de drogas.

A esposa de Binho, Mayana Cerqueira da Silva, e o filho, João Guilherme Escolano, também estão presos, além de outras sete pessoas.

Deputado Binho Galinha está preso desde sexta-feira (3) || Foto Agência Alba
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A Assembleia Legislativa da Bahia afirmou que precisa ter acesso à íntegra da decisão judicial e aos autos do processo que determinaram a prisão do deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida (PRD), Binho Galinha, para que possa adotar providências em relação ao destino do parlamentar na Casa.

“A Alba informa que recebeu a notificação judicial, mas sem ter acesso à decisão e aos autos do processo, o que levou a Casa Legislativa a solicitar oficialmente a documentação ao Poder Judiciário, e ainda aguarda resposta”, anunciou o Legislativo baiano, nesta segunda-feira (6), em nota.

Ainda conforme a Assembleia, nenhum órgão da Casa, seja o Conselho de Ética ou o Plenário, pode deliberar sem o exame prévio desses documentos. “Assim que os documentos estiverem acessíveis à Alba, a tramitação interna poderá ter seguimento”, acrescentou.

ACUSAÇÕES

O deputado é suspeito de comandar milícia com atuação em Feira de Santana e cidades vizinhas. Acusado em duas ações penais decorrentes da Operação El Patrón, ele voltou a ser alvo de investida da Polícia Federal e do Ministério Público da Bahia, na semana passada, no âmbito da Operação Estado Anômico, que também prendeu a esposa de Binho, Mayana Cerqueira da Silva, e o filho dele, João Guilherme Escolano.

Segundo o Ministério Público da Bahia, a operação investiga a atuação de uma organização criminosa com estrutura complexa, envolvida em crimes como lavagem de dinheiro, jogo do bicho, agiotagem, receptação qualificada, comércio ilegal de armas e associação para o tráfico.

Mesmo sob medidas cautelares, conforme as investigações, o parlamentar manteve a liderança do grupo, utilizando empresas de fachada e laranjas para movimentar recursos. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 9 milhões em bens dos investigados e a suspensão das atividades de uma empresa usada para lavagem de dinheiro

Denúncias são desdobramentos de operações contra o crime organizado || Foto PF
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A Justiça aceitou, nesta terça-feira (4), denúncias do Ministério Público do Estado da Bahia contra quatro pessoas acusadas de atrapalhar investigações relacionadas a um grupo miliciano com atuação na região de Feira de Santana. As decisões tornaram réus Filipe dos Anjos Santana, Iggo César Barbosa, Ioná Santos Silva e Jackson Macedo Araújo Júnior, que foram alvos da Operação Patrocínio Indigno, deflagrada em novembro passado.

A Patrocínio Indigno é desdobramento da Operação El Patrón, que, em dezembro de 2023, desarticulou o grupo criminoso acusado por crimes de lavagem de dinheiro do jogo do bicho, agiotagem e receptação qualificada. Segundo as investigações que se sucederam após a deflagração da ‘El Patrón’, foram colhidas provas de que um preso, seu advogado e sua esposa teriam destruído provas digitais de crimes cometidos pela organização criminosa.

A El Patrón é uma operação integrada pelo MP-BA, Polícia Federal, Receita Federal e Secretaria de Segurança Pública. A operação teve como um dos alvos o deputado estadual Kleber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha, do Patriota (relembre).

Deputado Binho Galinha é alvo de mandado de busca e apreensão || Foto Alba
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O deputado estadual Kleber Cristian Escolano de Almeida (Patriota), mais conhecido como Binho Galinha, é apontado como principal alvo da Operação El Patron, deflagrada hoje (7) pela Polícia Federal. Ele seria o líder de organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro do jogo do bicho, agiotagem, extorsão, receptação qualificada e outros crimes. O grupo atua em Feira de Santana e cidades vizinhas. Contra o parlamentar, foi cumprido mandado de busca e apreensão.

A força-tarefa também cumpre dez mandados de prisão preventiva e mais 32 de busca e apreensão. Os investigados tiveram R$ 700 milhões bloqueados de contas bancárias e 26 propriedades urbanas e rurais sequestradas. Expedidas pela 1ª Vara Criminal de Feira de Santana, as ordens incluem suspensão das atividades econômicas de seis empresas.

As investigações apontam que três policiais militares integrariam o braço armado do grupo miliciano. Eles seriam responsáveis por fazer cobranças, mediante violência e grave ameaça, de valores indevidos oriundos de jogos ilícitos e empréstimos a juros excessivos (agiotagem).

MILÍCIA

A investigação teve início após denúncia encaminhada à Polícia Federal, pelo Ministério Público do estado da Bahia, relatando os crimes. “Com o aprofundamento das diligências, colheram-se elementos probatórios que revelaram a participação dos indiciados num grupo miliciano e evidenciaram parte de sua estrutura, inclusive o seu poderio econômico”, diz a PF, em nota.

Apesar de ter prerrogativa de foro por ser deputado estadual, os crimes atribuídos a Binho Galinha antecedem sua diplomação no cargo e não têm relação direta com o exercício do mandato. Isto permitiu que as investigações seguissem na primeira instância da Justiça.

RELATÓRIOS

A Receita Federal, em cumprimento à ordem judicial, produziu relatórios apontando inconsistências fiscais dos investigados, movimentação financeira incompatível, bem como propriedade de bens móveis e imóveis não declarados e indícios de lavagem de dinheiro.

A Operação El Patron contou com o apoio do Comando de Operações Táticas da Polícia Federal (COT), Grupo de Pronta Intervenção da Polícia Federal (GPI), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual (GAECO) e da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil da Bahia (CORE).

A investigação continuará para apuração de eventuais outros envolvidos. Se condenados pelos crimes cometidos, os investigados se sujeitarão a penas máximas que, somadas, podem ultrapassar 50 anos de reclusão.