Elisa Oliveira organizou coletânea com textos de 21 autores negros || Foto Divulgação
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Nesta quarta-feira (12), às 19h, o Colégio Estadual de Tempo Integral Professor Carlos Roberto Arléo Barbosa, na Barra do Itaípe, zona norte de Ilhéus, recebe o lançamento do livro Muximba, Amor Preto, coletânea de textos de 21 autores negros da Bahia.

“O ineditismo da obra está em reunirmos 21 autores negros, de diferentes áreas do conhecimento, para pensar o amor enquanto afeto, mas também como ato político”, explica a escritora ilheense Elisa Oliveira, organizadora da coletânea e autora de um dos textos do livro.

Os escritores que participam da coletânea são Caio Pinheiro, Cariza Dias, Carlos Alábojí, Elisa Oliveira, Fabiana Moura, Fernanda Moraes, Flávia Alessandra, Franklin Costa, Gabriel Xavier, Geomara Moreno, Jef Rodriguez, Jotave, Kali Oliveira, Kalypsa Brito, Márcia Mendes, Marcos Cajé, Maria Luíza Benevides, Maria Rita Prudente, Mr Lagos, Renata Lima e Tallýz Mann.

Já no próximo dia 18, às 9h, o diálogo sobre o livro será retomado em uma roda de conversa no Colégio de Tempo Integral do Iguape. Nos dois encontros, as bibliotecas das duas escolas ganharão 30 exemplares da coletânea, cada.

O projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Ilhéus e tem apoio financeiro da Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria de Cultura, via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.

A professora e escritora Elisa Oliveira assume cadeira na ALI || Foto Divulgação
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A professora, filósofa e escritora Elisa Oliveira ocupará, a partir de hoje (16), às 19h, a cadeira número quatro da Academia de Letras de Ilhéus, em cerimônia de posse conduzida pela poeta Luh Oliveira.

Graduada em Filosofia pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e mestranda em Ensino e Relações Étnico-Raciais pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Elisa Oliveira é professora da rede estadual de ensino e escritora profícua, com mais de 20 obras publicadas, entre livros didáticos e literários.

É autora das coleções Aprendiz de Filósofo e Cogito, Ergo Sum, que nasceram da experiência em sala de aula. Também escreveu A Menina Feita de Mar; Theo e o Sol na Cabeça; e Perguntas de Cor, tendo como marca de sua literatura o diálogo com a filosofia, ancestralidade, educação antirracista e iniciação das infâncias na leitura.

A futura imortal da Academia de Letras de Ilhéus falou do significado que atribui à chegada numa instituição de reconhecimento e visibilidade da produção literária. “Momento é de honrar as que vieram antes, com todo o respeito que tenho a cada uma delas no meu fazer diário. O movimento de ocupar um espaço historicamente negado a tantas de nós é a oportunidade de trazermos a intelectualidade negra de todos nós para este espaço”, afirmou Elisa Oliveira.

Elisa e Mãe Ilza: obra da escritora homenageia líder religiosa || Foto Divulgação
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A escritora ilheense Elisa Oliveira é uma das indicadas ao Prêmio de Afroliteratura Infantojuvenil Erê Dendê, com o livro Mukalê – A Menina de Matamba, em homenagem a Mãe Ilza Mukalê, do Terreiro Matamba Tombenci Neto, em Ilhéus. A obra é a primeira da Série Trajetórias, que apresenta a minibiografia de personalidades ilheenses.

A escritora, que tem 24 livros infantojuvenis publicados, é professora na Rede Estadual de Educação da Bahia. “Uma minibiografia é um exemplo de singularidade, é a trajetória única, de um ser único e suas experiências. Ao mesmo tempo, a partir da intencionalidade educativa, é um elemento de inspiração, identidade, vínculo, pertencimento e importante fonte historiográfica”, explica Elisa Oliveira.

VOTAÇÃO

Elisa Oliveira e seu novo livro, Mukalê – A Menina de Matamba || Foto Divulgação

O prêmio Erê Dendê valoriza e preserva as tradições dos povos e comunidades de matriz africana e dos terreiros. Com apoio do Ministério da Igualdade Racial e da Universidade Federal do Recôncavo, a premiação vai reconhecer obras infantojuvenis em ficção, poesia, não-ficção e quadrinhos, que promovam a cultura e a sabedoria dos terreiros.

O público é convidado a participar por meio do voto direto. Abaixo, um passo a passo para votar na escritora ilheense.

1 Acesse o perfil @e.l.i.s.a.oliveira no Instagram.
2 Clique no link da Bio (Vote Prêmio Erê Dendê).
3 No site, clique em Vote.
4. Digite na busca o título do livro: Mukalê
5 Vote clicando no coraçãozinho.
6 Preencha os dados com nome, e-mail e CPF.
7 E salve seu voto.

Ailton Krenak: saída para roubada climática não virá de conferências || Foto Daniel Ribeiro/PIMENTA
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Do PIMENTA

Na roda de conversa A Natureza do Tempo Presente, durante a 7ª Festa Literária de Ilhéus, o filósofo e ativista Ailton Krenak ironizou a escolha da Amazônia para sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP30), marcada para novembro de 2025, em Belém (PA).

Segundo o primeiro indígena eleito para a Academia Brasileira de Letras, há muita discussão e enganação a respeito das mudanças climáticas, mas faltam ações efetivas, orientadas por uma virada de perspectiva sobre a natureza. “Não parece que o caminho para sair dessa roubada virá de conferências”, disse.

“Legal. Eles podem fazer muitas conferências. Vão fazer uma chamada COP30 na Amazônia. Me pergunto: por que na Amazônia? A Amazônia que é um lugar tão predado, tão abusado, pela economia global, pela extração de tudo. Extrai floresta, extrai água, extrai minério. Desorganizam a vida das comunidades humanas que vivem ali”, acrescentou.

Ailton Krenak fala ao público da 7ª FLI || Foto Daniel Ribeiro/PIMENTA

Para Ailton Krenak, não faz sentido debater mudança climática com lideranças que patrocinam massacres como o perpetrado por Israel contra o povo palestino. “O Brasil vai receber a conferência do clima naquele paraíso tropical, com um bando de malucos que estão fazendo guerra, destruindo a Palestina, arrasando com o Líbano, predando o planeta. E a gente vai fazer conferência do clima com essa gente? Quer dizer, como é mesmo? Gentalha!”.

Abaixo, assista ao trecho mencionado da roda de conversa.

DEMARCAÇÃO 

Um dos pontos altos da 7ª FLI, que ocorreu de 13 a 15 de novembro, a roda de conversa também contou com a participação do professor de História Casé Angatu (Alma Boa), da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), e da filósofa e escritora Elisa Oliveira.

Casé aproveitou a presença do grande público e convocou a população do sul da Bahia a apoiar a luta pela demarcação do Território Indígena do Povo Tupinambá de Olivença, que se estende pelos limites dos municípios de Ilhéus, Buerarema e Una. Ailton Krenak endossou a convocatória e pediu engajamento em defesa da demarcação.

Confira a reprodução completa do encontro do último dia 14, no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães, iniciado com uma cantoria de Casé Angatu e do também professor Katu Tupinambá.

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A escritora ilheense Elisa Oliveira lançou a coleção infantojuvenil Convenção das Corujas na Bienal Internacional do Livro de São Paulo. A educadora fez o lançamento no domingo (3), no estande da Associação Brasileira das Editoras Universitárias (Abeu), já que a coleção foi produzida pela Editus, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

A Convenção das Corujas traz textos reflexivos e sensíveis sobre filosofia e contemporaneidade. “Os temas são uma provocação para sair do pensamento do senso comum para o pensamento filosófico. Nossa proposta é a formação de leitores críticos”, explica Elisa.

A estudante de pediatria Larissa Brandão aprovou o propósito das obras. “Gostei muito dos temas e da proposta do trabalho, porque tenho interesse no desenvolvimento do pensamento infantil”, comentou.

Já Anna Lívia Ribeiro, da agência de turismo Via Destino, disse que o trabalho de Elisa desvela a importância da filosofia para as crianças.

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A educadora ilheense Elisa Oliveira lança coleção de livros infantojuvenil de Filosofia, na próxima terça-feira (26), às 15h, no auditório da Torre Administrativa da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). A coleção é uma publicação da Editus e é composta por oito livros com textos leves, simples e, ao mesmo tempo, profundos.

Os livros são um convite à reflexão de temas como amizade, liberdade, respeito à diversidade, antirracismo, adoção, silêncio, afetos, autoconhecimento e ponto de vista. “São livros para todas as infâncias. A experiência do leitor, o interesse pela temática, a forma como a leitura pode ser mediada, independente de idade, nos permite acessar diferentes níveis de reflexão e profundidade nas discussões”, explica Elisa.

A educadora também é a autora das coleções Aprendiz de Filósofo e Cogito Ergo Sum, ambas livros didáticos para o ensino da Filosofia no ensino Fundamental, área do conhecimento em que a autora se dedica há mais de 20 anos. Suas coleções são adotadas por escolas em Ilhéus, Itabuna, Arraial D’Ajuda (Porto Seguro) e Rio de Janeiro.