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Zezéu Ribeiro era bom nome, mas foi aprovado no "aperto".
Zezéu Ribeiro era bom nome, mas foi aprovado no “aperto”.

Do Ba24horas
O governador Jaques Wagner quase leva uma bola nas costas na noite desta quarta-feira (28), na Assembleia Legislativa. Em clima de traição, deputados da base deixaram de votar no deputado federal Zezéu Ribeiro (PT), indicado por Wagner para uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Em uma primeira votação, Zezéu teve apenas 27 votos, enquanto o deputado estadual Carlos Gaban (DEM) somou 28. Apesar da pequena vantagem, o número não é suficiente para fazer um conselheiro, cuja escolha exige maioria absoluta. Ainda assim, o susto para o governo foi grande.
Deputados da base, a exemplo da ilheense Ângela Sousa (PSD), ausentaram-se do plenário na hora da votação, dificultando a vida do governo. Ainda assim, na segunda tentativa Wagner conseguiu eleger Zezéu, pelo placar de 35 a 28. Na segunda-feira (26), o governador esteve na AL para conversar com os deputados sobre a escolha dos conselheiros do TCE  e do TCM.
A quase derrota acende luz amarela na articulação política do governo. Ao que tudo indica, alguma coisa está fora da ordem.
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O deputado estadual Carlos Gaban (DEM) foi acusado de agressão a funcionários de uma companhia aérea, por conta de divergências com relação ao despachamento de sua bagagem. O fato ocorreu na tarde de sexta-feira, 13, no Aeroporto de Vitória da Conquista.
Segundo informações do Blog do Anderson, uma das vítimas disse ter sido xingada e agredida com socos no peito e no queixo. Houve registro da ocorrência na polícia e os agredidos foram submetidas a exame.
Ao chegar a Salvador, Gaban foi retirado da aeronave e levado para a Superintendência Regional da Polícia Federal, onde foi ouvido e em seguida liberado.

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Em telefonema ao Pimenta, o deputado estadual Carlos Gaban (DEM) falou sobre a discussão que teve ontem (14) com a colega de Assembleia, Fátima Nunes (PT). No calor do debate, o democrata chamou a petista de mal-educada e disse que ela, diferentemente dele, não tem “berço”. A seguir, um resumo de nossa conversa com Gaban:
Pimenta – Como vai, deputado?
Gaban –
Não muito bem. Estou com uma virose e bastante febril, 39 graus…
Pimenta – Essa temperatura alta é resultado da discussão de ontem?
Gaban –
Não, não… Começou antes. É realmente uma virose.
Pimenta – Deputado, por que o senhor disse que a petista Fátima Nunes não tem berço?
Gaban –
Olha, quando eu disse isso eu não estava me referindo à origem social da deputada. Não sei qual é a origem dela, mas imagino que seja tão humilde quanto a minha. Meu pai era tintureiro e quando morreu há dois anos, aos 83 de idade, ainda passava roupas.
Pimenta – Então em que sentido foi?
Gaban –
Quando eu disse que ela não tinha berço, referia-me à falta de educação da deputada. Eu estava discursando e ela gritava fora do microfone, tentando impedir minha fala. Nesse momento, sugeri que ela pedisse um aparte, mas a deputada continuou gritando.
Pimenta – A deputada acusou uma manobra regimental para impedir a votação de projetos, quando havia um acordo com o governo…
Gaban –
Eu pedi que ela fosse educada, porque ela estava tentando interromper o meu discurso enquanto eu explicava ao deputado Álvaro Gomes (do PCdoB, autor de um dos projetos que seriam votados ontem, o que põe fim à assinatura nas contas de telefone) que não sou contra a proposta dele. Ocorre que não pode haver acordo com o governo, quando este mesmo governo vem descumprindo tudo o que acerta com a Casa.

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Há certos níveis de discussão que muita gente não imagina ser possível ocorrer em ambientes como uma Assembleia Legislativa. Ledo engano!
Na tarde desta quarta-feira, 14, o democrata Carlos Gaban discutiu com a petista Fátima Nunes e usou um argumento estúpido para destratar a colega.
A certa altura da discussão, Gaban quis usar sua suposta origem na “casa grande” para ofender a deputada do PT. Palavras dele: “Você é mal-educada. Não discuto com você porque tenho berço. Você não”.
Em tempo, o bate-boca na Câmara começou porque havia um acordo entre as bancadas para votar a LDO e o fim da cobrança da assinatura telefônica, mas Gaban pediu verificação de quorum para derrubar os trabalhos. A deputada cobrou postura e ouviu o argumento do senhor de engenho.
Lamentável!

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Gaban declara guerra à tucanada (Foto Evilásio Jr/BN).

O DEM baiano faz a maior pressão para que o PSDB volte atrás e aceite uma “chapinha” DEM-PSDB-PTN. Quem fala pelos democratas é o deputado estadual Carlos Gaban, El Louco. “Não queremos uma aliança pela metade”, disse o parlamentar.

O deputado democrata tá da vida com os tucanos que, espertamente, estão evitando coligação com o DEM e o PTN nas proporcionais (estadual e federal). Os meninos de bico longo avaliam que uma ‘chapinha’ com os outros dois partidos diminuiria – e muito – as chances de fazer uma bancada tucana com 5 a 6 deputados.

Carlos Gaban colocou a faca na garganta tucana. “Queremos que esse assunto seja resolvido o mais rápido possível, já que a nossa convenção é no sábado”. E como o próximo sábado é 12, Dia dos Namorados, não fica bem chegar ao “altar” trocando chutes por debaixo da mesa, né?

Gaban, o “revolucionário”, colocou as armas na mesa. Diz que o DEM tem 12 deputados, o PTN, um, e o PSDB, um. “Ora, 13 deputados querem ampla aliança proporcional com um aliado nosso. Será que a posição de apenas um vai colocar por terra essa aliança?”, diz.

Nas contas de El Louco, os três partidos têm chance de reeleger os 14 deputados caso seja fechada a “ampla aliança”. O deputado ameaça fazer barraco na convenção. E aí, Jutahy? Por enquanto, o presidente do DEM estadual, Paulo Souto, está em silêncio, deixando Gaban soltar o verbo. É a sobrevivência demo baiana, meu rei!