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Sede do Banco do Povo, na Avenida do Cinquentenário, em Itabuna | Foto Divulgação
Banco do Povo, na Avenida do Cinquentenário, em Itabuna | Foto Divulgação

Primeira instituição comunitária de crédito da região cacaueira, o Banco do Povo anunciou expansão de suas atividades. A partir de julho, a instituição sem fins lucrativos também atenderá microempreendedores de Ilhéus. Quase 10% do volume de empréstimos em 2017 deverá ser destinado à clientela ilheense, de acordo com a diretora executiva do Banco do Povo, Ilana Queiroz.

Ilana: meta é conceder R$ 3 milhões em empréstimos.
Ilana: meta é emprestar até R$ 3 milhões no ano.

O Banco já atende, além de Itabuna, microempreendedores de Buerarema, Ibicaraí, Itapé, Floresta Azul, Itajuípe e Coaraci. “Diante da experiência acumulada pelo banco em 15 anos de existência, ampliamos agora o atendimento ao município de Ilhéus”, ressalta Ilana.

JUROS MAIS BAIXOS

Além da oferta de microcrédito, o banco também oferece orientação e, em parceria com o Sebrae, capacitação ao cliente. O empréstimo pode ser concedido a quem tem empresa constituída ou ainda é informal, seja vendedor de caldo de cana ou de pipoca, por exemplo, a baiana de acarajé.

Desde quando foi fundado, em julho de 2001, o Banco do Povo já efetuou mais de 13 mil operações de crédito e concedeu R$ 22 milhões em empréstimo. Segundo Ilana, 4 mil clientes foram atendidos pela instituição com a concessão de crédito e orientação. O crédito é oferecido com taxas de juros mais baixas. A instituição não tem fins lucrativos.

MICROCRÉDITO

O Banco do Povo oferece crédito a empreendedores formais e informais. O empréstimo vai de R$ 200,00 a R$ 10 mil para capital de giro ou fixo. De acordo com Ilana, a documentação necessária para obtenção do empréstimo inclui RG, CPF e comprovante de residência.

O atendimento em Ilhéus será feito por agendamento. A visita pode ser agendada pelo telefone 73-3612.2366 ou pelo WhatsApp (73-99988.6186). A sede do banco fica na Avenida do Cinquentenário, próximo à Praça Camacã, centro de Itabuna.

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Welington Ferraz, Ilana, Lussiede e agente de crédito na entrega de prêmio.
Welington Ferraz, Ilana, Lussiede e a agente de crédito Raquel Cristiane.

Clientes do Banco do Povo de Itabuna, um dos mais relevantes projetos de crédito solidário do país, participaram de uma campanha promocional relacionada à copa do mundo. A microempresária Lussiede Bastos dos Santos Silva foi a ganhadora da Copa Premiada do Banco do Povo, faturando um televisor de 43 polegadas no sorteio.
Segundo Ilana Queiroz, diretora executiva do banco, Lussiede é cliente desde 2013 e atua no setor de cosméticos. O prêmio foi entregue momentos antes da estreia do Brasil no mundial. “Há 12 anos o banco vem premiando seus clientes em campanhas realizadas durante todo o ano”, acrescenta Cíntia Fortaleza, coordenadora operacional da instituição.
O Banco do Povo já emprestou mais de R$ 14 milhões a microempreendedores até o final de 2013. Neste ano, a instituição de crédito solidário pretende atingir a marca de R$ 4 milhões em empréstimo com crédito orientado.

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Fachada do Banco do Povo, na Avenida do Cinquentenário.
Fachada do Banco do Povo, na Avenida do Cinquentenário.

Os dirigentes do Banco do Povo de Itabuna esperam aumentar em 42% o número de contratos firmados em 2013 e fechar o ano com cerca de R$ 3 milhões em empréstimos ante os R$ 2,2 milhões do ano passado. Criada em 2001, a instituição solidária de crédito espera efetuar mais de 1.650 contratos para financiar microempreendedores.
Segundo a diretora do Banco do Povo, Ilana Queiroz, 70% dos contratantes de empréstimos são empresas familiares e 60% têm o negócio como única fonte de renda, a exemplo de Herlon dos Santos.
Herlon possui lanchonete e é cliente do banco há cinco anos, período em que tomou empréstimo para compra de equipamentos e reforma de cozinha e balcão de atendimento. “Essa foi uma boa oportunidade de ampliar meu negócio”, disse.
O banco financia desde negócios de baiana de acarajé a vendedor de caldo de cana, sendo ele formal ou informal. Os empréstimos vão de R$ 150,00 a R$ 8 mil, a depender do negócio, parcelados de seis a 18 meses.
O índice de inadimplência fica em torno de apenas 0,6%, graças, segundo Ilana queizo, “ao contato direto com o cliente, à ação orientada por Agentes Educativos de Crédito, à avaliação criteriosa do Comitê de Crédito e a oferta de cursos de gestão e empreendedorismo”. As ações têm suporte, também, do Sebrae.