Tempo de leitura: 2minutosParque industrial da Cargill em Ilhéus: fumaça prejudicando moradores.
Um atentado à saúde está sendo cometido, diariamente, por duas unidades moageiras de cacau no Distrito Industrial de Ilhéus, no Iguape. Cargill e Barry Callebaut passaram a queimar ainda mais resíduos de cacau em suas caldeiras instaladas no município sul-baiano. Antes, parte desse material era comercializada.
O aumento da poluição incomoda moradores vizinhos aos parques industriais. Com a mudança de tempo, eles sofrem ainda mais com a fumaça densa gerada pelas caldeiras das indústrias. Unidade de saúde da região atende adultos e crianças com queixas frequentes de problemas respiratórios.
Nuvens de fumaça em unidade da Barry Callebaut em Ilhéus.
De acordo com fontes internas, as indústrias não utilizam energia renovável para a queima dos resíduos. A região já deveria ser atendida pelo gasoduto da Bahiagás. A queima de descarte de cacau aumentou ainda mais nos últimos meses.
Moradores de áreas vizinhas temem falar do assunto, pois parte trabalha ou tem familiares empregados numa das unidades. A depender das condições do tempo, a fumaça vira uma espécie de “neblina”, dificultando a visibilidade de quem circula pela BA-262, seja de carro ou mesmo a pé. O site não conseguiu falar com as empresas.
Tempo de leitura: 2minutosClaudiana, Alexandre Simões, Marão, Bebeto e Vivaldo participam de debate.
No mês em que o Teatro Popular de Ilhéus (TPI) comemora quatro anos de atividades na Tenda, localizada na Avenida Soares Lopes, a economia criativa é o foco das discussões no projeto Improviso, Oxente!, no próximo sábado (8), às 19h. O TPI apresentará em seu palco um diálogo sobre o tema: “A economia criativa como propulsora do desenvolvimento social e econômico”.
O Improviso, Oxente! é gratuito e aberto ao público. Especialmente nesse sábado, durante o evento, atores do Teatro Popular de Ilhéus realizarão intervenções com músicas que integram a trilha sonora de seus espetáculos teatrais.
Para participar do bate-papo, foram convidados Claudiana Figueiredo, coordenadora regional do Sebrae; Mário Alexandre, prefeito de Ilhéus; José Vivaldo Mendonça, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia); Bebeto Galvão, deputado federal; e Alexandre Simões, superintendente de Promoção Cultural da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.
Durante esta edição do Improviso, Oxente! também serão apresentados números dos quatro anos de funcionamento da Tenda e detalhes do projeto Parque Cultural Aldeia das Artes, espaço multilinguagem com foco no desenvolvimento das novas tecnologias e economia criativa, idealizado pelo Teatro Popular de Ilhéus, com auxílio do arquiteto e urbanista alemão, Carl Van Hauenschild.Leia Mais
Tempo de leitura: 3minutosMário Alexandre, de Ilhéus, fala de operação e reflexos no governo (Foto Pimenta).
Após decretar situação de emergência na Secretaria de Desenvolvimento Social na última semana, o prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), disse que a ordem é não parar os serviços da Pasta. O gestor avaliou como “triste, negativo” para a cidade o impacto da Operação Citrus.
A investigação do Ministério Público Estadual (MP-BA) resultou em seis prisões temporárias, dentre as quais a de dois ex-secretários, um deles reeleito vereador mais votado de Ilhéus, Jamil Ocké (PP), que permanece no Presídio Ariston Cardoso. Marão disse ter ficado surpreendido com os nomes envolvidos, embora – e sem emitir juízo de valor – ressalte que todos estão tendo direito a defesa.
Ontem à tarde, Marão participou de evento da Caravana Pacto pela Vida, na Rodovia Ilhéus-Itabuna, onde foram entregues viaturas para as polícias civil e militar e para grupamentos do Corpo de Bombeiros em Ilhéus e Itabuna. Afirmou que a luta tem sido em elevar a autoestima do ilheense. Abaixo, numa entrevista ao site, o prefeito fala de providências do governo no âmbito da Operação Citrus.
BLOG PIMENTA – A Operação Citrus abrange período de oito anos, a partir de 2009. Quais os efeitos da operação no seu governo?
MÁRIO ALEXANDRE (MARÃO) – Para a cidade, foi triste, negativo. Colocamos o governo às ordens da promotoria e do judiciário para auxiliar nas investigações. Por recomendação do Ministério Público Estadual, tivemos que cancelar os contratos com as empresas envolvidas na Operação Citrus. Estamos fazendo contratação emergencial para a secretaria (de Desenvolvimento Social) não parar.
PIMENTA – Essa contratação emergencial já foi feita?
MARÃO – As contrações estão sendo feitas. Passamos à Procuradoria-Geral do Município para seguirmos os trâmites e fazermos as novas contratações.
PIMENTA – A secretaria continuará fechada ao público?
MARÃO – A nossa orientação é para que funcione normalmente.
PIMENTA – Os contratos suspeitos com a deflagração da Citrus foram firmados neste governo?
MARÃO – Esses contratos foram prorrogados, por 90 dias [no início da gestão], enquanto fazíamos nova licitação. Em Ilhéus, não decretamos situação de emergência, aliás um dos poucos [municípios] na Bahia.
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OPERAÇÃO CITRUS – Qualquer fato negativo desses é ruim para quem faz política, para quem está no meio político, mas a gente leva a questão positiva da cidade, levantando a autoestima do nosso povo, de ver uma cidade melhor, de vermos uma cidade com infraestrutura melhor, turismo.
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PIMENTA – Fez na saúde.
MARÃO – Na Saúde, porque os contratos já tinham sido vencidos. Mas fomos um dos poucos na Bahia que decretamos situação emergencial em nenhum setor, inclusive parabenizado pela associação dos municípios da Bahia.
PIMENTA – O ambiente político na cidade ico tenso. E o governo, está tranquilo quanto à operação?
MARÃO – Sim. Qualquer fato negativo desses é ruim para quem faz política, para quem está no meio político, mas a gente leva a questão positiva da cidade, levantando a autoestima do nosso povo, de ver uma cidade melhor, de vermos uma cidade com infraestrutura melhor, turismo. Tenho orientado a nossa equipe a passar esse pensamento positivo, não só da nossa cidade, mas da região.
PIMENTA – Para o senhor, foi uma surpresa os nomes dos personagens envolvidos na operação?
MARÃO – É sempre surpreendente. A gente que não conhecia esse tipo de trabalho… A gente se surpreende, a prisão… Eles também têm como se defender. A prisão é temporária. E aí, a partir da acusação e da defesa, é que vai se chegar a um veredito final…
Tempo de leitura: < 1minutoPrefeitura ilheense deve R$ 118 milhões em precatórios (Foto Alfredo Filho).
Quase mil servidores da Prefeitura de Ilhéus participam de audiência para buscar acordo de pagamento de precatórios trabalhistas, a partir das 10h desta segunda (27), no Centro de Convenções de Ilhéus. De acordo com o município, a dívida reconhecida supera os R$ 131 milhões.
São 998 processos à espera de negociação.
Do lado do município, a expectativa de, pelo menos, derrubar a dívida em até 40%. Para quem tem precatórios a receber, o temor é de que o Poder Público utilize a negociação para reduzir a dívida sem, efetivamente, quitá-la segundo o acordado hoje.
Tempo de leitura: < 1minutoIncêndio atingiu apartamentos superiores do hotel em Ilhéus.
Um incêndio foi registrado, há pouco, em dois blocos de apartamentos do Village Back Door Hotel, no quilômetro 13 da Rodovia Ilhéus-Olivença (BA-001), em Ilhéus. O incêndio atingiu pelo menos dois dos apartamentos superiores.
A propagação das chamas foi rápida, pois a cobertura dos apartamentos superiores é de piaçava. A princípio, um fogo na vegetação à margem da rodovia teria se propagado e atingido parte do hotel.
Ao PIMENTA, o Corpo de Bombeiros informou que o incêndio está sendo controlado. Não há registro de feridos. O site não conseguiu contato com a gerência do village. Atualizado às 15h35min.
Chamas se propagaram rapidamente.
Tempo de leitura: 2minutosNazal recomenda deixar vaidade de lado pelo desenvolvimento sul-baiano (Foto Maurício Maron).
Ao participar do lançamento do Programa Líder, iniciativa do Sebrae e da Frente Nacional dos Prefeitos, o vice-prefeito de Ilhéus e secretário de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável, José Nazal, defendeu mais união entre os municípios que integram o Território Litoral Sul.
Nazal destacou que o Território Litoral Sul é composto por 26 municípios, mas metade da população se concentra em Ilhéus e Itabuna, que também detêm “muito mais da metade da receita”. Os dois maiores municípios, observou Nazal, pouco participam dos debates e não integram sequer o consórcio da Amurc (Associação dos Municípios do Sul, Extremo-Sul e Sudoeste da Bahia).
– A região passa pela necessidade de os políticos, governantes e das pessoas em geral se despirem da vaidade pessoal e pensar conjuntamente o processo de desenvolvimento regional focado em iniciativas de desenvolvimento coletivo e de sustentabilidade – afirmou.
PROGRAMA LÍDER
Ilhéus foi a primeira cidade do interior baiano a conhecer o programa e, de acordo com o superintendente do Sebrae Bahia, Adhvan Furtado, essa conquista se dá graças ao potencial, a organização e a importância econômica que a região tem. O programa foi lançado ontem (21), no auditório do Hotel Aldeia da Praia, na zona sul.
Nazal participou do lançamento ao lado de lideranças públicas, privadas e representantes do terceiro setor da região sul da Bahia. Estiveram presentes também os secretários municipais Paulo Sérgio dos Santos (Indústria e Comércio) e Alcides Kruschewsky (Comunicação).
O objetivo do Programa Líder, segundo a gerente regional do Sebrae, Claudiana Figueiredo, é pensar estrategicamente o desenvolvimento sustentável da região, através do estabelecimento de uma aliança que faça convergir interesses de todos nas prioridades identificadas na área em sinergia com as políticas de Estado e do Governo Federal.
Ribeiro falou em defesa de Jamil e de Kácio. Segundo o ex-prefeito, ambos conseguirão provar inocência. Afirmou que conhece Jamil há mais de vinte anos, assim como toda a população de Ilhéus. Questionou se havia mesmo a necessidade da prisão temporária.
Também disse que não poderia se acovardar nesse momento. Revelou que as imagens de Jamil e Kácio algemados o atingiram profundamente. Prestou solidariedade aos dois e considerou o uso das algemas desnecessário. Em pelo menos dois momentos, chamou os ex-secretários de “companheiros”.
Em tom crítico, lembrou de episódios em que o Ministério Público se posicionou contra decisões do seu governo. Citou os casos da terceirização da saúde, quando o MP atuou em defesa do concurso de 2016, e da recomendação do órgão contra a distribuição de peixes.
Ao falar sobre as informações do Ministério Público a respeito da Operação Citrus, o ex-prefeito questionou por que o órgão não alertou a prefeitura sobre os indícios de malfeitos, já que a investigação começou em dezembro de 2015.
Tempo de leitura: 2minutosVereador Jamil Ocké é um dos presos na Operação Citrus (Foto Alfredo Filho).
Ex-secretário de Assistência Social de Ilhéus até o ano passado, o vereador Jamil Ocké está entre os seis presos na Operação Citrus, hoje (21), deflagrada hoje pelo Ministério Público Estadual (MP-BA) com o apoio da Polícia Civil. De acordo com o MP, Jamil participa de um “grupo criminoso que praticava fraudes e superfaturamento” em licitações da Prefeitura de Ilhéus. O prejuízo é estimado em R$ 20 milhões.
A ação começou por volta das 5h da manhã desta terça, deflagrada pela 8ª Promotoria de Justiça de Ilhéus, apoiada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) e suporte operacional da Polícia Civil, por meio do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) e do Departamento de Polícia do Interior (Depin).
Além do vereador Jamil Ocké, foram presos Enoch Andrade Silva, Thayane Santos Lopes, Wellington Andrade Novais, Lucival Bomfim Roque e Kácio Clay Silva Brandão, que ocupou o cargo de secretário de Assistência Social também na gestão passada. Também foram cumpridos seis mandados de condução coercitiva e 27 mandados de busca e apreensão.
Segundo apurado em investigação realizada pelo MP, o grupo opera desde 2009 celebrando contratos com a prefeitura ilheense para o fornecimento de bens diversos utilizando as rubricas genéricas de “gêneros alimentícios” e “materiais de expedientes/escritório”.
O esquema contava com a participação de agentes públicos do primeiro escalão do governo municipal e, conforme comprovado no período da investigação, as empresas envolvidas receberam mais de R$ 20 milhões decorrentes de contratações com a Prefeitura Municipal de Ilhéus.
As empresas são a Marileide S. Silva de Ilhéus, Mariangela Santos Silva de Ilheus EPP, Thayane L. Santos Magazine ME, Andrade Multicompras e Global Compra Fácil Eireli-EPP, todas geridas por Enoch Andrade Silva. Também foi identificada a participação do empresário Noeval Santana de Carvalho, que celebrava contratos irregulares com o Poder Público para fornecimento de merenda escolar.
Tempo de leitura: < 1minutoIlhéus registrou nova queda no número de empregos (Foto José Nazal).
Ilhéus encerrou fevereiro com saldo negativo de empregos, segundo o Ministério do Trabalho. Ilhéus efetuou 472 contratações em fevereiro e 665 demissões, resultando em corte de 193 postos de trabalho.
Seguiu na contramão dos desempenhos nacional e de Itabuna. O país e o município vizinho fecharam o mês “no azul” no quesito geração de novos empregos. Itabuna criou 41 novos empregos em fevereiro.
O desempenho itabunense foi razoável por causa do saldo positivo no setor de serviços, com abertura de 154 novos empregos, e administração pública (9). Dentre os setores que mais empregam, o comércio fechou 33 vagas, a indústria de transformação ‘limou’ outras 57 e a construção civil mais 24.
Retornando ao cenário ilheense, três dos setores cruciais fecharam no negativo. Maior corte ocorreu no setor de serviços (-58), seguido por comércio (-51), construção civil (-49), agropecuária (-33) e indústria (-14).
Tempo de leitura: 2minutosPolícia Federal faz operação no sul da Bahia contra lavagem e contrabando.
A Polícia Federal deflagrou hoje (16) operação para combater crimes de contrabando de cigarros e de lavagem de dinheiro praticados por uma organização criminosa instalada no sul da Bahia. Cerca de 150 policiais federais cumprem 11 mandados de prisão preventiva e 32 mandados de busca e apreensão nas cidades de Ilhéus, Itabuna, Ubaitaba, Jequié, Itapetinga e Teixeira de Freitas na Operação Solana.
As investigações duraram cerca de um ano e tiveram início a partir de prisões em flagrante de integrantes do grupo investigado, que efetuavam o transporte de cigarros contrabandeados do Paraguai em veículos de passeio. A partir dessas prisões, com o aprofundamento dos trabalhos investigativos, foram identificados os principais integrantes do grupo, que utilizavam inclusive carretas para contrabandear os cigarros.
Também foi identificada uma grande quantidade de receptadores, que adquiria as mercadorias dos transportadores e realizava a venda no comércio local. No transcorrer das investigações, foram feitas diversas apreensões, totalizando mais de um milhão de maços de cigarros apreendidos das mais variadas marcas.
Cacau Running atrai mais de 500 participantes (Foto Beto Badaró).O Circuito Cacau Running de corridas de rua, composto por três etapas temáticas, começa no próximo dia 26 de março. A primeira das etapas, chamada de Coronéis, ocorre na Praia do Sul, e tem largada prevista para as 7 horas. A segunda etapa, em 22 de julho, a partir das 16 horas, será no centro da cidade, na Avenida Soares Lopes, e é batizada como Chocolate.
A terceira e última é a Bataclan, e movimenta a cidade no dia 18 de novembro, com saída às 19 horas, da Avenida Dois de Julho, no centro de Ilhéus. O evento, promovido pela VO3, conta com o apoio da Prefeitura de Ilhéus, por meio da secretaria de Turismo e Esportes (Setur).
O Cacau Running existe desde 2015, e ganhou rápido destaque regional, sendo uma das principais competições esportivas do interior baiano. Divididos em duas categorias: 5 km e 10 km, 550 participantes devem correr a etapa Coronéis. Em sua primeira edição, o Circuito obteve a nota 9,1, o que conceitua a disputa como de excelência, a partir do cumprimento de todas as normas estabelecidas, segundo a Federação Baiana de Atletismo (FBA).
O perfil dos atletas apresenta predomínio masculino, com 56% dos participantes, sendo que 51% estão na faixa etária entre 25 e 39 anos, enquanto 40% têm de 40 a 59 anos de idade.
EXPO CACAU FIT
Além da competição, o evento que ocorre entre os dias 24 e 26 de março, terá a exposição Expo Cacau Fit, com entrada gratuita para palestras educativas, apresentações culturais e atividades voltadas para crianças.
Segundo os organizadores, a proposta é trazer o esporte para o centro da discussão sobre saúde, qualidade de vida e bem-estar, oferecendo ainda muita diversão para munícipes e turistas, além de profissionais de Educação Física e demais interessados no assunto.
INSCRIÇÕES
As inscrições para a corrida podem ser feitas até o dia 19 de março, pelo site cacaurunning.com.br. Idosos têm direito a 50% de desconto.
Tempo de leitura: < 1minutoGomes, à esquerda, assegurou escola de trânsito em Ilhéus (Foto Divulgação).
Ilhéus poderá ser o segundo município sul-baiano a contar com uma escola pública de trânsito. Na última sexta (10), o prefeito Mário Alexandre (Marão) e o secretário de Infraestrutura, Transporte e Trânsito (Seintra), Hermano Fahning, participaram de audiência com o diretor-geral do Detran, Lúcio Gomes.
Gomes assegurou a implantação da escola pública de trânsito, que permitirá aulas gratuitas para obtenção de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para carros e motos. No interior da Bahia, apenas Itabuna conta com escola de trânsito, gerida pelo município. Segundo Marão, a escola é uma reivindicação antiga. “A prefeitura não poderia ser insensível a esse apelo”, disse.
Itabuna foi primeiro município do interior a contar com autoescola.
Tempo de leitura: < 1minutoCriola e Xoxô agitam o Otambí de Verão amanhã.
O Otambí de Verão deste sábado (11) é ainda mais especial, com a comemoração aos 83 anos de Mãe Ilza Mukalê, matriarca do Terreiro Matamba Tombenci Neto. Para agitar o sábado, o palco do Espaço Cultural Dilazenze recebe, a partir das 20 horas, Ronara Criola e Paulinho Xoxô.
O evento em Ilhéus é aberto ao público e faz parte da programação da IV Semana Mãe Ilza Mukalê, que contou com homenagens às mulheres, rodas de conversas e apresentações culturais, no Terreiro Matamba Tombenci Neto.
A iniciativa da Organização Gongombira de Cultura e Cidadania conta com apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.
A Fazenda Futuro, localizada em Buerarema, base das pesquisas do WWI no final do século passado – e agora cliente do CIC -, está sendo usada por pesquisadores parceiros do WWI, da floresta urbana de Nova Iorque e do Smithsonian Institute como referência para um projeto piloto de fazenda do futuro, conectado com universidades e centros de pesquisas do mundo.
Quando o WWI-Worldwatch Institute, na virada do milênio, publicou internacionalmente estudo sobre a mata atlântica da região cacaueira da Bahia, batizando-a de “Floresta de Chocolate”, única no mundo, onde a matéria prima do chocolate é produzida com recordes de biodiversidade no planeta, registrado pelo Jardim Botânico de Nova Iorque, a prefeitura nova-iorquina iniciava o levantamento de cada uma das suas 683.113 árvores.
Hoje, os cidadãos de Nova Iorque conhecem o valor econômico individual das suas árvores, sabem que cada uma reduz a temperatura sob sua copa em cinco graus centígrados, joga no ar 150 mil litros de água por ano e produzem serviços anuais avaliados em US$111 bilhões [tree-map.nycgovparks.org]; um padrão que está sendo seguido por várias cidades do mundo que plantam florestas urbanas visando a melhoria do ar, do clima local e da qualidade de vida dos seus cidadãos.
Com a força das redes sociais, o mundo parece ter ficado pequeno e a biodiversa Mata Atlântica, antes pouco percebida (ainda não valorada), vem recebendo influência direta dessas inovações. O Centro de Inovação do Cacau (CIC), por exemplo, que será inaugurado [hoje] na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), em Ilhéus, é a parte concreta do projeto do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia, idealizado conjuntamente pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Ceplac, Uesc, Secti, Instituto Arapiaú e outras instituições.
Focando a cadeia produtiva do cacau e a economia florestal, o CIC, formado por acadêmicos e empresários, analisará propriedades físico-químicas do cacau e do chocolate, a qualidade de sementes e mudas das biofábricas de essências da mata atlântica, fomentando a indústria do reflorestamento que, cobiçada por investidores, floresce impulsionada pelo robusto mercado financeiro internacional interessado em ativos florestais.
Na era da “eco-nomia”, oficializada pelo Acordo de Paris e já legalmente adotada pelo Brasil, a preservação, além de uma imperiosa necessidade, passou a ser analisada também por parâmetros econométricos da precificação e monetização (restaurar 12 milhões de hectares de florestas até 2030 – bit.ly/2cHvxT8). Observando o senso de oportunidade, o CIC nasce como elo local desta inovadora rede global, posicionando-se, com linguagem nova, como uma espécie de “porta USB” de alta velocidade aberta a conexões de pesquisa, geração de conhecimento e econegócios.
Integrado a iniciativas como a Plataforma Brasileira sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (bpbes.net.br), que tem a missão de produzir conhecimento científico e saberes tradicionais sobre biodiversidade e serviços ecossistêmicos – onde o cacau se inclui -, o CIC nasce como parceiro natural do Programa Fapesp de Pesquisa em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade (BIOTA-FAPESP), apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e alinhado com a
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que lançou a Campanha da Fraternidade 2017 com o tema “Biomas Brasileiros e a Defesa da Vida”.
A imaginação é mais importante que o conhecimento, afirmava Albert Einstein. Nesta linha, a Fazenda Futuro, localizada em Buerarema, base das pesquisas do WWI no final do século passado – e agora cliente do CIC -, está sendo usada por pesquisadores parceiros do WWI, da floresta urbana de Nova Iorque e do Smithsonian Institute como referência para um projeto piloto de fazenda do futuro, conectado com universidades e centros de pesquisas do mundo.
Com a quebra de fronteiras e os espaços abertos pelas redes sociais, a região cacaueira, imaginada como Floresta de Chocolate, vive um momento de mudanças intensas observadas na metáfora da crisálida, quando a lagarta não mais existe, e a borboleta ainda não nasceu.
Eduardo Athayde é diretor do WWI-Worldwatch Institute.
Tempo de leitura: < 1minutoFeijão ficou entre 10% e 13% mais barato no eixo Ilhéus-Itabuna.
O custo da cesta básica caiu nos dois maiores municípios sul-baianos, segundo pesquisa mensal feita pelo Curso de Economia da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).
A redução foi de 0,74% em Ilhéus, passando de R$ 341,74 em janeiro para R$ 339,22 em fevereiro. Queda maior ocorreu em Itabuna, onde a pesquisa mensal apurou redução de 1,28%, saindo de R$317,64 em janeiro para R$313,57 em fevereiro.
O produto que mais colaborou para a baixa em Ilhéus, assim como em Itabuna, foi o feijão. Ficou 10,79% mais barato. Queda também no valor da farinha (6,36%), carne (4,61%), açúcar (3,74%), leite (1,49%) e arroz (0,34%). “Ousado”, o tomate jogou no time contrário. Ficou 7,10% mais caro.
Já em Itabuna, o preço do feijão registrou queda de 13,8%. Outros itens em queda foram manteiga (-4,46%), açúcar (-4,26%), tomate (-2,12%), carne (-1,10%) e leite (-0,61%). O pão foi o produto da cesta básica que mais pesou contra. Alta de 3,58%. Outros componentes da cesta básica em alta em fevereiro: farinha de mandioca (2,41%) arroz (1,40%), banana (1,22%), óleo de soja (0,94%) e café (0,55%).