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Há certa polêmica instalada em Ilhéus, que coloca Porto Sul e turismo em polos antagônicos, como se um não pudesse conviver com o outro. Por outro lado, comenta-se que diversos empresários estão somente aguardando sair o licenciamento ambiental do projeto para construir seus hotéis na região norte ilheense. Acreditam eles que, longe de prejudicar, o porto atrairá negócios, gente e dinheiro, beneficiando inclusive a hotelaria.
Nesse sentido, é emblemático o outdoor colocado esta semana em diversos pontos de Ilhéus. Com “assinatura” de dois dos principais hoteis da cidade – além de CDL, Maçonaria e Rotary -, a peça expõe em letras garrafais: “Queremos o Porto Sul. Precisamos de empregos!”.
A verdade é que as divergências em torno do Complexo Intermodal Porto Sul começam a mudar de foco. Em vez dos tradicionais “contra” e “a favor”, estão engrossando a voz os que apoiam o projeto, exigindo porém que os impactos ao meio ambiente sejam minimizados.

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O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Sinésio Cabral Filho, inaugura às 11 horas a sede da Justiça Eleitoral, na avenida Roberto Santos, no Malhado. O novo prédio conta com sala de treinamento e espaços para atendimento ao público e almoxarifado.
Segundo o TRE, possui instalações adequadas para cartório eleitoral e atenderá também os municípios de Canavieiras, Itacaré, Una e Uruçuca. Antes, a Justiça Eleitoral funcionava no Fórum Epaminondas Berbert, da Justiça Comum.

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Saiu a lista de aprovados no processo seletivo do Samu 192 de Ilhéus. A relação conta com os nomes dos 95 profissionais médicos-socorristas, enfermeiros-socorristas, técnicos de enfermagem e condutores-socorristas, dentre outros.
Os aprovados devem comparecer à Secretaria de Saúde de Ilhéus, na Cidade Nova, na próxima quarta-feira, 7. A secretaria funciona no imóvel da antiga Pousada Bahia. O prazo final de apresentação é a sexta, dia 9.
Confira o resultado clicando aqui.

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Aproveitando sua recente visita a Itabuna, onde assinou a ordem de serviço para as obras da Avenida Amélia Amado, o ministro da Integração Nacional, João Santana, esteve também na vizinha Ilhéus. Na rápida passagem, acompanhou equipe da Prefeitura numa incursão por alguns morros da cidade, nos quais existe ameaça de deslizamentos em períodos chuvosos.
Santana olhou a situação, mas – pedindo vênia pela rima – não apresentou nenhuma solução. Acabou interpelado por um repórter, que quis saber o que de concreto o ministro poderia fazer para ajudar aquela gente.
Em vez de responder, o bigodudo do ministério lulista irritou-se com o repórter, num verdadeiro ataque de mau-humor. Como se a culpa por ele não ter o que mostrar fosse da imprensa…

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Polo de Informática de Ilhéus tem sobrevivência ameaçada (Foto Zeka).

O segundo semestre de 2010 e a campanha eleitoral começam com uma péssima notícia para a economia sul-baiana e, especificamente, para o Polo de Informática de Ilhéus.
O pedido de recuperação judicial da Bitway é algo que pode significar até o fim do polo que já concentrou mais de cinco dezenas de indústrias de eletroeletrônicos e responde por dois terços do PIB de Ilhéus.
Genuinamente ilheense, a  Bitway entrou em bancarrota em meados de 2009 em operações mal-sucedidas de importação de componentes sem o devido seguro e outras questões de gestão do negócio (veja matéria exclusiva do Pimenta, aqui).
Fabricante de computadores (desktops e notebooks) e monitores, a Bitway chegou a empregar quase 300 pessoas no auge.
Era apontada como uma das cinco maiores montadoras de computadores do país. Expandiu suas atividades, em consórcio com capital norte-americano, e abriu uma fábrica no Paraná, visando os mercados do Sudeste e Sul brasileiros e o Mercosul. O baque é grande.
Tecnicamente, o pedido de recuperação judicial tornado oficial pela empresa na semana passada – revelado aqui no Pimenta – dá um fôlego  à Bitway para quitar suas dívidas. Fôlego de, pelo menos, dois anos. É tempo para a recuperação ou a temível falência.
A empresa havia iniciado em 2010 um processo de demissões que praticamente foi encerrado na semana passada. Todos os demitidos o foram sem receber o que lhes é devido, tamanha a crise financeira.
Há alguns anos o pólo de informática ilheense vem perdendo competitividade. Empresas têm migrado para outros destinos, como o estado de Minas Gerais. Alegam questões como infraestrutura por exemplo. Para fechar o cenário, algumas delas praticamente fecharam as portas após uma operação de combate à sonegação fiscal.
Quais serão os caminhos apontados pelos governos federal e estadual para evitar a morte do polo ilheense? Até aqui, os sinais são desanimadores.
O cenário fica ainda mais tenebroso quase se tem à mente que investimentos em pesquisa e novos empreendimentos em informática são desviados de Ilhéus para a Região Metropolitana. Aos 15 anos e antes de completar a maioridade, o Polo de Informática ameaça sumir do mapa.

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Chegante na Terra da Gabriela para substituir por três meses o colega Maurício Maron na Assessoria de Comunicação Social da Prefeitura de Ilhéus, o jornalista e advogado Walmir Rosário teve receptividade das mais calorosas. Na primeira semana de trabalho, reencontrou velhos amigos da imprensa ilheense, familiarizou-se rapidamente com a nova rotina na assessoria e participou de atividades importantes, como a votação da reforma administrativa do município.
Rosário tem ampla experiência no jornalismo, já atuou em diversas assessorias, além de ter sido até recentente secretário de Assuntos Governamentais e Comunicação Social da Prefeitura de Itabuna, de onde saiu por vontade própria para cuidar de projetos mais estimulantes.

Maron vai para missão no Norte do País e deixa o cargo em boas mãos (foto Clodoaldo Ribeiro)

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Principal empresa do polo de informática de Ilhéus, a fabricante de computadores Bitway foi abatida por uma crise financeira sem precedentes. Boa parte dos 300 empregados foi demitida no decorrer desta semana.
Uma fonte próxima informou ao Pimenta que a empresa começou a sofrer sérias dificuldades durante a crise econômica mundial, entre setembro de 2008 e meados de 2009.
Além das dificuldades do mercado, a Bitway teria feito uma operação arriscada: importar acessórios e componentes de informática sem o seguro que garante ao importador o dólar com a cotação do período do fechamento do negócio.
A crise elevou a cotação da moeda norte-americana a níveis insuportáveis para o caixa da Bitway e o material, importado, ficou quase impagável para a realidade da empresa. O seguro para operações de importação é caríssimo.
Neste mês, a Bitway, que gerava uma média de 300 empregos, acabou ingressando com pedido de recuperação judicial. É uma tentativa de ganhar oxigênio (financeiro) e evitar pedidos de falência da empresa genuinamente ilheense e, até então, um case de sucesso.
De acordo com fontes do mercado, a Bitway teria sofrido com a perda de um de seus principais clientes, a Insinuante. A rede de eletro-eletrônicos ainda deveria à Bitway e deixou de comprar da indústria ilheense após a fusão com a Ricardo Eletro.
Com o grande poder de compra, a Insinuante-Ricardo Eletro queria adquirir produtos a um valor bem abaixo do praticado pela Bitway na relação anterior à aliança das gigantes do varejo. Não deu.
O efeito foi devastador sobre o caixa da empresa. Uma fonte também observa ser a indústria ilheense a única a desenvolver trabalhos de pesquisa e a manter uma incubadora no município, no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Tecnológico de Ilhéus (Cepedi).
A crise ocorre justamente no ano em que a Bitway projetava estar entre as principais fabricantes de desktops e notebooks e monitores do Brasil. Nas contas da empresa, hoje ela situa-se entre as cinco primeiras.
Em 2009, a industria produzia uma média de 30 mil computadores, por mês, em Ilhéus. Na fábrica paranaense de Piraquara, a produção era de 5 mil computadores/mês, segundo dados da própria fabricante.
De acordo com o site da empresa, a história da Bitway começou em 1983, como revenda de microcomputadores. A empresa chamava-se Cacaudata. A fabricação de computadores começou em 1995, com a criação do Polo de Informática de Ilhéus.
A crise ocorre no momento em que o país bate seguidos recordes de vendas de computadores. O polo de informática é responsável por boa parte do PIB ilheense, hoje em R$ 1,7 bilhão.

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(Foto A Região).

Jabes Ribeiro, principal nome da política ilheense nos últimos 20 anos, está praticamente fora da disputa eleitoral deste ano. Embora opositores digam que o motivo seja de ordem legal, o ex-prefeito aponta dificuldades financeiras para tocar sua campanha a deputado estadual.
Quem assiste à cena política baiana, no entanto, chega a duvidar como Jabes, secretário-geral do PP, não se cacifou a ponto de faltar-lhe apoios financeiros para a empreitada visando à Assembleia Legislativa baiana.
Contava-se como grande apoio financeiro para a campanha de Jabes o empresário Roberto Barbosa, da Minas Aço. Não há notícia de rompimento entre ambos.
Ao radialista Vila Nova, Jabes disse não possuir “estrutura financeira”. Também negou que vá apoiar Negromonte Jr., pois este não é da região…
Quem está de olho no capital eleitoral do jabismo é Márcio Veloso. Filho do deputado federal Raymundo Veloso, Márcio é candidato a deputado estadual pelo PMDB. Ele acredita que seria o mais beneficiado pela saída de Jabes, já que Ângela Sousa não tem a simpatia dos eleitores jabistas.

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Newton: "eu perdi o meu medo da chuva"

Quem se acostumou ao estilo retraído e tímido do prefeito de Ilhéus, pode ter uma surpresa qualquer hora dessas. Recentemente, na concorrida Feijoada do Saldanha (onde o jornalista, como gosta de proclamar, recebe o “PIB dê Ilhéos“), Newton Lima simplesmente apoderou-se do microfone para reviver o saudoso roqueiro Raul Seixas. Cantou, sacudiu a cabeleira, soltou os bichos e deixou todo mundo de queixo caído.
E antes que alguém pense que o prefeito interpretou “Maluco Beleza” ou “Metamorfose Ambulante”, o Pimenta já vai avisando que a música escolhida foi “Medo da Chuva”.

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A pesquisa mensal feita pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) detectou uma queda no custo mensal da cesta básica nos dois principais municípios do sul da Bahia. A redução foi maior em Ilhéus: passou de R$193,71 em maio para R$187,71 em junho.
Tradicionalmente vilão da cesta, o tomate ficou 17,77% mais barato em junho, segundo a pesquisa coordenada pelo Departamento de Economia da Uesc. Manteiga (-16,06%), açúcar (-8,17%), feijão (-4,65%) e farinha (-4,19%) seguiram a tendência.
A redução em Itabuna atingiu 1,76%. O valor caiu de R$184,27 para R$181,02. A banana ‘puxou’ a queda: ficou 13,16% mais barata. O açúcar teve redução de 10,89% e o pão, 4,6%.

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A Embasa entregou oficialmente nesta segunda-feira,28, o sistema de abastecimento de água do distrito ilheense de Santo Antônio. Foram instaladas, ao custo de R$ 426.110,00,  uma estação elevatória de água, 7 mil metros de rede de distribuição e 8 mil metros de adutora. Cerca de mil pessoas serão beneficiadas.

Durante a entrega do serviço, uma equipe da Embasa falou aos moradores sobre o uso racional da água e forneceu explicação sobre as tarifas, inclusive a social. O presidente da Associação de Moradores do Santo Antônio, Jorge Anunciação, explicou que o serviço terá impacto positivo sobretudo na saúde da comunidade, que antes utilizava água de poços artesianos, sem qualquer tratamento.

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A bela Ilhéus nas lentes de José Nazal.

Gustavo Felicíssimo

Hoje a minha querida cidade de Ilhéus, onde nasceram e residiram tantos escritores, tantos poetas, comemora 476 anos de história, posto que foi uma das capitanias hereditárias do Brasil, e 129 de emancipação política. Bela, histórica e hospitaleira, está imortalizada nos romances de Jorge Amado e Adonias Filho, nas adaptações das suas obras para teatro e cinema, bem como em poemas de Sosígenes Costa, o poeta grego da Bahia, segundo Gerana Damulakis. Ainda Gil Nunesmaia, um dos primeiros haikaístas brasileiros é natural de Ilhéus, assim como Abel Pereira.

Em Ilhéus tenho grandes amigos, trabalho e estudo. E pela cidade, há muito tempo, sou completamente apaixonado. Por isso mesmo venho preparando um livro com poemas em sua homenagem, cujo título ainda não está definido, mas que pretendo publicar no próximo ano. A obra é composta por um poema longo, dividido em dez partes, e outros que versam sobre personagens e lugares da cidade.

Publico abaixo dois trechos de Saudação a Ilhéus, o poema longo ao qual me referi anteriormente, e outro, sobre um local e personagem bem conhecido do povo da cidade, o bom e velho Conde Badaró e sua barraca de praia.

SAUDAÇÃO A ILHÉUS

I

Ilhéus, de onde estou agora
abriga aurora e poente
encontro de rios que rasgam a terra
e o fragor do mar
o silêncio que se expande
a sinestesia de todas as cores
o segredo do ócio
o rumor de todas as águas
o cantar de todos os pássaros
a força do vento na vela
a tarde e a primeira manhã
montanha por montanha ao seu redor
onde paira a noite morna
as luas alvas, madrugadas
voando alto
a convergir todas as coisas
enquanto consagro horas à inutilidade
e escrevo versos para te saudar.

V

Sobre a tua superfície
uma imagem de água e de poder
em voltas que descrevem a história
que irrompe da lembrança mais longínqua
por onde navegam barcos ancestrais
com seus remos inquietos
a girarem no mesmo compasso
enquanto as ondas se afastam
e se aproximam, descompassadas
em rumores cada vez mais altos
cada vez mais exatos
por que na memória estão as águas recurvadas
o silêncio da alvorada
o nascer do sol à hora exata
à hora que mais esplende a vida
com todas as suas arcadas
enquanto afiro o peso da lucidez
e escrevo versos para te saudar.

Gustavo Felicíssimo é poeta e diretor de projetos da Fundação Cultural de Ilheus (Fundaci).

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Ilhéus já foi capitania hereditária e seu território ia do mar até o centro-oeste do Brasil, esbarrando na linha que dividia o continente entre Portugal e Espanha. Por essa predestinação histórica, a terra de São Jorge (que hoje, graças a Jorge Amado, é mais conhecida como terra da Gabriela), foi a “mãe” de toda a região sul do Estado. Quando Itabuna nascia, ainda como mera vila ilheense, a ex-capitania já contava mais de três séculos de existência.

Ainda assim, houve um momento, em meados do século XX, em que a filha Itabuna ultrapassou a mãe em importância econômica e assim tem sido até hoje. Itabuna cresceu, atraiu investimentos, enquanto Ilhéus em diversos aspectos estagnou-se.

Os ilheenses mais velhos se lembram que a história era outra quando não havia a BR-101. Então, as mercadorias chegavam pelo mar e eram estocadas por grandes atacadistas, cujos depósitos ficavam em Ilhéus. Quando surgiu a estrada, Itabuna ficou em posição estratégica, passando a ser o centro de uma região que hoje soma uns 2 milhões de habitantes. Ilhéus virou periferia.

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Está batido o martelo. O advogado e jornalista Walmir Rosário assume interinamente a Assessoria Geral de Comunicação da Prefeitura de Ilhéus. Ele será integrado à equipe nesta terça-feira e substituirá o jornalista Maurício Maron, que se licencia do cargo pelo período de três meses. Maron integrará equipe de marketing de campanha eleitoral no Norte brasileiro.

Na manhã desta segunda, 28,  Walmir já circula nos festejos do aniversário de Ilhéus e, à tarde, participa da internacional e concorrida feijoada promovida pelo radialista Elival Vieira, o Saldanha, oportunidade de falar da nova empreitada.