As obras da Barragem do Rio Colônia, em Itapé, recomeçaram com a construção de desvio na BA-120, que liga o município a Itaju do Colônia, e reorganização do canteiro de obras em uma fazenda no quilômetro oito da rodovia estadual. A construção da barragem será tocada pelo Consórcio Rio Colônia, liderado pela Metro Engenharia.
Paralisada desde agosto de 2013, a obra consumirá recursos da ordem de R$ 32 milhões. Ao todo, incluindo desvio de rodovia, desapropriações e construção de adutora até Itabuna, o investimento previsto supera a casa dos R$ 130 milhões, bancados pelos governos Federal e Estadual.
A Barragem do Rio Colônia alagará área de 1.621 hectares, terá 19 metros de altura e capacidade para acumular 62.670 metros cúbicos de água, com vazão de 1.405 litros por segundo.
A previsão é de que a barragem comece a ganhar contornos lá para maio, conforme disse um dos responsáveis pela obra. “Dentro de 60 dias, retomamos as fundações da barragem”, explica Braz Paixão.
O prefeito Claudevane Leite, de Itabuna, ressalta o peso da obra para o abastecimento de quase 250 mil pessoas na principal economia sul-baiana e em Itapé. A parceria com o governo baiano é tida pelo prefeito itabunense como fundamental para a retomada do projeto que visa solucionar a falta d´água pelos próximos 30 anos.
Itabuna vive, novamente, sob racionamento e a Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) distribui água com alto teor de sal. Análise do Ceniq revelou que o teor de cloreto de sódio é 32 vezes mais alto que o permitido pelo Ministério da Saúde. São 8 gramas por litro de água, quando o máximo permitido é 250 miligramas.



































