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Se tem uma secretaria que é alvo das maiores críticas, dentro e fora do governo, essa é a da Saúde. Também, pudera. Abriga em seu guarda-chuva desde o Samu até o Hospital de Base, passando pela coordenação de combate a dengue, zoonoses e postos de saúde.

O secretário Antônio Vieira divide seu tempo entre administrar a pasta e explicar o que muita gente chama de caos. Bom, nessa quinta-feira ele esteve na redação do Pimenta para fazer mais esclarecimentos. Em uma entrevista de mais de 1h20min de duração, respondeu a perguntas dos blogueiros sobre dengue, Samu, gestão plena da saúde, candidaturas e eleições.

Mas nem só de explicações e administração do caos vive o secretário. Ele é, essencialmente, político. Tanto que o momento em que mais se mostrou entusiasmado foi quando falou de política e mandou um recado a Azevedo. “Não vou fazer oposição ao prefeito, sou Democratas e voto com os candidatos do DEM”. A seguir, a entrevista.

Como está o combate à dengue em Itabuna nesse início de ano? Aliás, hoje ainda se fala em controle da dengue ou é combate mesmo?

Combate. Iniciamos a guerra contra a dengue exatamente há um ano, no dia 14 de janeiro de 2009. Seria no dia 13, mas o prefeito preferiu dia 14. Ele disse: ‘pelo amor de Deus, 13 não!’ Claro que foi brincadeira, mas estamos em guerra contra a dengue desde aquela data.

O que é possível assinalar como mudança daquela situação, do início de 2009, para a de hoje?

Ainda temos um índice altíssimo. Pegamos o município com uma infestação predial de 25%, hoje estamos com 7%, de acordo com os números do último ciclo, o sexto, que completamos em dezembro. O preconizado é abaixo de 1%. Em 2008 foram feitos apenas quatro ciclos. Tínhamos, em 2009, 100 casos suspeitos, hoje temos apenas 25.

O município prepara um plano de combate à dengue, que está para ser lançado. O que está previsto, em termos de ações da prefeitura, para impedir uma nova epidemia?

Não creio que tenhamos uma epidemia. Poderemos ter um surto, que difere da epidemia. Não temos casos de internação que sugiram uma possível epidemia. Temos acompanhamento na atenção básica, nas unidades hospitalares, mas não temos nada que fuja desse controle. E também não omitimos casos. Eu sei de município aí, até menor que Itabuna, que omite casos de dengue e ninguém fala nada.

Qual é o município?

É Jequié, mas como é ligado ao governo, fica todo mundo calado.

Mas a prefeitura de Jequié é do PMDB, que é oposição a Jaques Wagner…

Nada, nada… Fizeram tudo por Jequié, fizeram varredura na cidade toda, limparam esgotos, fizeram tudo. Aqui, até prometeram, mas já estamos em 14 de janeiro e cadê as máquinas do governo?

“O diálogo dele é mais com o prefeito, não sei qual é a deles”

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Se bem que Roberto Brito, que está sempre com o prefeito Azevedo, poderia reforçar esse pedido…

Ele tem ajudado Itabuna… Roberto Brito foi meu estagiário, tenho uma boa relação com ele. Mas o diálogo dele é mais com o prefeito, não sei qual é a deles. [mudando o discurso para a política]: Só sei que vou ter que tomar alguma posição política. Eu sou do Democratas, quero deixar isso bem claro. Não vou fazer oposição ao prefeito, nada disso, mas vou acompanhar candidatos ligados ao Democratas, principalmente os que nos ajudem.

Há uma crítica ao prefeito, nesse seu posicionamento?

Não. Mas até agora ainda não conversamos sobre política. Somos do mesmo partido, conversamos sobre tudo na administração, mas politicamente ainda não conversamos. Eu não me meto nas decisões dele, agora na hora que tiver que… [cortando o raciocínio]: Inclusive eu já o chamei para uma conversa política, no ano passado, e ele disse que ainda estava muito distante, que conversaríamos agora.

O senhor citou o exemplo de Jequié, que tem forte representação política e foi contemplada com várias ações do governo no combate à dengue. Acredita que essa tenha sido a razão para que as ações não tenham vindo para cá?

Exatamente. Os eleitores de Itabuna precisam aprender a votar. Se Itabuna e Ilhéus, com mais de 270 mil eleitores, votassem em candidatos daqui, a situação seria diferente. Poderíamos votar em quatro ou cinco candidatos da região, que tem bons candidatos. Eu, mesmo, tenho grande simpatia pelo coronel Santana. Não sei qual o caminho que vamos tomar, mas tenho grande simpatia por ele.

Ele é do PTN…

Mas o PTN é ligado ao Democratas. Quem é que comanda o PTN na Bahia? É ACM Neto. Mas, voltando, eu acho que falta ao nosso eleitor aprender a votar. Não admito que Itabuna vote em 280 candidatos a deputado estadual.

“Quem é que comanda o PTN na Bahia? É ACM Neto”

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O senhor fala que vai apoiar quem ajudar sua gestão. Nesse sentido, que avaliação o senhor faz da atuação de ACM Neto em favor da saúde em Itabuna?

ACM Neto, o ar da graça que ele deu para Itabuna foi a liberação de uma verba de R$ 300 mil, para recuperação de equipamentos de uso permanente das unidades de média e alta complexidade. Estamos aguardando só a liberação da Caixa.

Ainda se pensa, no governo, em mudar a secretaria da Saúde para a área do aeroporto?

Não estou convencido de que lá seja o melhor local. Ficaria muito distante do restante da administração, com quem temos que ter contato constante, a exemplo do setor de licitações, secretaria das Finanças. Nosso espaço no Centro Administrativo nos atende perfeitamente, e deve ser mantido lá.

Fale mais sobre esse mutirão que está sendo planejado para o combate à dengue. O que ele vai envolver, quem participa…

Vamos fazer, durante seis semanas, um grande mutirão, cobrindo toda a área da cidade, utilizando em torno de 1.500 funcionários de todas as secretarias, além dos voluntários dos clubes de serviço, maçonaria e outras entidades. Vamos fazer uma varredura por módulos, e começaremos, nesse sábado, pelo módulo 1, que envolve os bairros Novo Horizonte, Santo Antônio e Mangabinha. Vamos fazer a doação de brindes para aquelas famílias eu conseguirem manter suas casas livres do mosquito da dengue.

O senhor acha que esse expediente surte efeito?

Esperamos que sim. Vamos trabalhar com famílias de baixa renda e poderemos dar cestas básicas a quem cumprir as recomendações para o combate ao mosquito.

Em relação às projeções para este ano, qual seria um número aceitável de casos de dengue, dentro do que se tem hoje de infestação, de casos de dengue este ano?

Falando em probabilidade, acreditamos que em torno de 100 casos/mês estará dentro do aceitável, para o que temos observado.

E se, Deus nos livre, ocorresse nova epidemia como a de 2009, qual a capacidade do município para enfrentá-la?

Toda, porque todos os equipamentos que utilizamos no ano passado estão à nossa disposição. Temos agora as ótimas instalações do Hospital São Lucas, a Unidade de Pronto Atendimento Valdenor Cordeiro está em plena condição de funcionar. Estamos melhor que o ano passado, quando a rede não tinha sequer soro para os pacientes e tivemos que comprar às pressas.

Os médicos receberam treinamento para o diagnóstico?

Os da atenção básica estão treinados, todos sabem como fazer um diagnóstico. Infelizmente, tenho que dizer, os médicos intra-hospitalares não dão a devida atenção a isso. São poucos os que fazem o treinamento. Vamos fazer agora um treinamento com um representante do Ministério da Saúde e vamos tentar trazer todos eles.

“Os médicos intra-hospitalares não dão a devida atenção”

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No ano passado foi feito pouco isolamento viral, para saber qual o tipo de vírus que temos aqui. Isso não é preocupante para esse ano?

É preocupante, sim. Felizmente no Brasil não temos o tipo quatro – são quatro tipos de vírus. Temos os tipos um, dois e três no Brasil, e na Bahia temos mais o um e o dois. Por isso não podemos ter vacina, porque são vários tipos. Um é mais patogênico que o outro.

O senhor acha que depois da epidemia de 2009, a população está mais conscientizada?

Me parece que sim. E tem que haver, cada vez mais, essa responsabilidade. Temos uma série de ações que estaremos implantando e que terão que ter maior participação da comunidade. Por exemplo, na execução dos ciclos, visitamos toda a cidade, casa por casa. Depois de 60 dias, voltamos, e se o morador não tiver consciência e abrir suas portas, prejudica o trabalho. E é nesse ponto que está a diferença, porque hoje até recebemos denúncias de focos. No ano passado era muito mais difícil até você entrar nas casas.

Mas aí entra a questão da identificação dos agentes, fardamento sem uniformização…

É, inclusive estamos comprando novo fardamento, porque os primeiros vieram fora de padrão. Compramos de uma empresa de Feira e Santana, que nos mandou fora das especificações. Já está desqualificada para as próximas licitações.

Saindo um pouco de dengue, e chegando no Samu. O senhor viu que o coordenador administrativo do Samu reclamou da falta de autonomia na gestão do órgão…

Isso aí se refere a recursos financeiros. Quando se fala em autonomia administrativa, fala-se em autonomia dos recursos financeiros. O Samu não tem esse fluxo de recursos na unidade. Tem lá a conta específica do Samu, para onde vão os recursos. Mas, tudo o que foi requisitado, foi liberado. Não há pendências.

Como o senhor viu a informação de que funcionários da saúde estão novamente assinando o livro de ponto antes de trabalhar?

Estou indo no Samu, verificar isso. Se for comprovado, será afastado quem fez isso.

O coordenador do Samu, Carlos Coelho, sequer quis aparecer no órgão, para acompanhar uma visita do Conselho Municipal de Saúde. Dizem que ele não aparece muito por lá também…

Ele não foi porque estava no plantão, na Maternidade Esther Gomes. Eu soube o que aconteceu, ele disse que não se programou porque não foi avisado da visita do Conselho.

E essa dificuldade para fazer as ambulâncias rodar?

Esses veículos estão com sua vida útil muito além do que é o recomendado. Temos a dificuldade de manutenção, por serem importados.

A oficina da prefeitura não tem a menor condição de fazer reparos, por exemplo, na parte eletrônica de qualquer veículo. E, por outro lado, os carrinhos da saúde, de marca nacional, estão completamente desmantelados.

A oficina não tem condições mesmo. Mas os carrinhos da saúde nos foram entregues daquele jeito. Acabaram com tudo, carregaram até cimento em ambulância.

O Samu de Ilhéus não tem tantos problemas com as ambulâncias, que são importadas também…

O segredo é a manutenção, sim. Mas lá, também, não tem a mesma demanda que Itabuna. Não tem uma BR-101 para dar cobertura. Aí também entra a questão da cidade pavimentada, o que leva os veículos a quebrar menos. Mas estamos para receber três novas ambulâncias, e vamos recompor a frota, com as unidades de campo e as reservas técnicas.

“O segredo é a manutenção, sim”

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O senhor está acompanhando aquele caso do idoso Ailton Prado, que tem um tumor cerebral e enfrentou dificuldades para a cirurgia na Santa Casa de Misericórdia?

Ainda ontem (quarta, 13) o doutor Valdece me ligou, e eu já autorizei a compra dos materiais que o SUS não cobre e a Santa Casa não quer bancar. É uma obrigação do estado, mas vamos comprar, para ver a cirurgia ser realizada.

Por falar em compra, a secretaria da Saúde agora se reporta à da Fazenda para qualquer procedimento financeiro. Antes, a Saúde concentrava essas soluções. Isso não atrapalha o andamento das ações?

Atrapalha, um pouco, mas eu não atribuo tanto ao secretário [da Fazenda, Carlos Burgos]. Temos é uma dificuldade da secretaria do Planejamento de fazer as coisas saírem em tempo hábil, mas até isso já estamos melhorando, já foi pior.

Pior?

O governo federal quer o secretário da Saúde gerindo tudo, eu até prefiro que seja assim, como está. Estamos vendo lá o que aconteceu, no governo passado. A gente recebeu muita coisa, que estamos resolvendo agora. Acho que Jesuíno acabou se perdendo em algumas coisas, mesmo ele sendo um contador.

Por que o senhor acha isso?

Porque todo dinheiro que chega é destinado a algo, você não pode misturar as verbas, comprar algo que não foi determinado. Por exemplo, eu tenho recursos lá, para comprar medicamentos, que não posso fazer mais nada. São verbas carimbadas, do governo federal, que estamos respeitando rigorosamente e o dinheiro está dando pra tudo.

Houve desvios na gestão de Jesuíno?

Não, não. Não estou falando de desvio de recursos.

Não de recursos, de finalidades.

Ah, tem algumas coisas que estamos resolvendo agora. Porque ele comprava, ordenava… É por isso que, comigo, antes de eu assinar, passa por três leituras. Depois eu leio tudo de novo, para botar minha assinatura.

Vocês têm interesse ou alguma previsão de retomar a plena?

Estamos conversando com o prefeito e temos planos de tentar definir em até 90 dias. Ele já está aceitando [a ideia]. Aí, sim, o Hospital de Base vai poder funcionar direitinho, tudo vai para os seus lugares. Com recursos suficientes, porque não pode funcionar bem com R$ 1,5 milhão.

O estado faz alguma complementação em cima desse valor?

Nada, quem está complementando sou eu, que estou fazendo convênios para levar recursos para lá porque, se não, não funciona. O hospital precisa, no mínimo, de R$ 2,2 milhões. Tem um milhão e meio e colocamos todo mês R$ 300 mil. O Regional de Ilhéus recebe R$ 3 milhões, e não tem a resolutibilidade que nós temos. Fazemos em média 450 cirurgias/mês.

Mas essa questão do fundo municipal de saúde é condição para o retorno da gestão plena, não é?

É condição, sim. Mas veja que quando assumi a secretaria, recebi da Receita Federal a indicação de como seriam gerenciados os recursos do SUS, do municipal de saúde, juntamente com o prefeito e o secretário da Fazenda. O que existe é uma dificuldade de a gente agilizar as coisas.

Pra finalizar: o senhor será candidato a algum cargo?

Não, não tenho nenhuma pretensão, até porque não morro de amores por ser deputado. Não vou aqui fazer qualquer tipo de crítica, porque eu sei tudo o que acontece lá. É igual a Câmara de Vereadores, só se sentam para negociar. Negociar o quê? Os interesses do povo? Isso ocorre tanto na esfera estadual como na federal.

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Vieira: cestas básicas para levantar combate à dengue...
Vieira: cestas básicas para levantar combate à dengue…

Depois da epidemia que provocou a morte de nove itabunenses e registou 14.545 casos de dengue, o município decidiu premiar quem faz a sua parte no combate à doença e, na outra ponta, multar os cidadãos desleixados.

O secretário de Saúde de Itabuna, Antônio Vieira, concedeu entrevista ao Pimenta e anunciou, veja só!, que será premiado o dono de residência que estiver cumprindo as recomendações contra o mosquito transmissor da dengue. Não encontrou foco, brinde!

Ainda segundo ele, o foco (ops!) da campanha são as comunidades carentes. Para estas, o brinde pode ser cesta básica. Já no caso dos desleixados, a prefeitura aplicará multa que vai variar de R$ 34,00 a R$ 340,00, conforme lei já aprovada pela Câmara de Vereadores e sancionada por José Nilton Azevedo (DEM).

A entrevista com Antônio Vieira será publicada ainda hoje. Ele comenta sobre epidemia de dengue, descaso no Samu, atendimento na rede de saúde e falta de autonomia financeira na saúde. O secretário também afirma que, ao contrário do prefeito Azevedo, ele apoiará os candidatos do DEM na eleições de 2010.

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Veículos carregam o peso de serem importados…

Muita coisa estava devidamente maquiada, quando da visita da auditoria do Ministério da Saúde ao Samu de Itabuna. Tanto que, do que o Pimenta teve acesso, as falhas apontadas recaem, principalmente, quanto à estrutura do órgão.

Sobre as ambulâncias, propriamente ditas, que na auditoria estavam devidamente paramentadas “para auditor ver”, nada saltou aos olhos, na rápida checada ao relatório que o blog conseguiu dar junto com os membros do Conselho Municipal de Saúde, na manhã dessa quarta-feira.

O Samu foi condenado em relação às condições físicas, de localização, falta de equipamentos – como refeitório -, precariedade na limpeza das ambulâncias, acondicionamento de medicamentos etc. Sobre os medicamentos, a auditora assustou-se ao descobrir que eles estavam em contato direto com o chão.

Mas, numa visita reveladora, na manhã dessa quarta, os conselheiros municipais de saúde puderam perceber que, das seis ambulâncias que deveriam estar servindo ao município, apenas duas estavam rodando. No início da semana era só uma. As outras estão na oficina da Adei, à espera de peças de reposição. “Também descobrimos irregularidades no livro de ponto, na quantidade de médicos e na prestação do socorro da unidade avançada”, aponta o conselheiro Carlos Vitório.

DISCURSO PRONTO

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…mas os nacionais também atestam a incompetência

A ladainha foi a mesma: são veículos importados – Peugeot e Iveco –, o que dificulta tudo. O diretor de Transportes da Settran, Abílio Pereira, justificou que “se fossem da marca Mercedes Benz, tudo estaria resolvido. Porque temos aqui em Itabuna concessionária da Mercedes, oficina especializada, peças com fartura”.

O discurso é bonito – e até verossímil –, com certeza. Mas Abílio esqueceu de olhar para os lados, ante de proferi-lo. Bem ali, na Adei, departamento que chegou a dizer que “gostaria de comandar, para acabar com aquela ineficiência”, repousavam várias vans, que um dia serviram como carrinhos da Saúde e ambulâncias. Todas devidamente sucateadas. Todas da Mercedes Benz (foto).

TEM DE TUDO

Pequena lista de absurdos do Samu: falta alvará sanitário; medicamentos que serão ministrados aos pacientes repousam no chão; refeitório fechado; alimentação não condiz com a verba que o órgão recebe; apenas um médico no plantão; funcionários assinam ponto sem terem trabalhado; ambulância vai para atendimento sem o médico (avançada); ausência do responsável (Carlos Coelho); ambulâncias estão se desintegrando. E ninguém parece ter solução.

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A TVE Bahia exibe, nesta quinta-feira (14), às 23h30, o documentário Os Magníficos, do diretor francês radicado em Salvador Bernard Attal. Produzido pela Ondina Filmes, o documentário retrata a ascensão, queda e superação da lavoura cacaueira do sul da Bahia por meio do drama de três personagens, que tiveram uma queda vertiginosa em seu padrão social e precisaram se adaptar e reconstruir suas vidas a partir de uma nova realidade.

Os Magníficos foi um dos projetos baianos selecionados pela quarta edição do Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário Brasileiro (DocTV), parceria do Ministério da Cultura com TVs públicas de todo o país e a produção audiovisual independente. Informações da Agecom/BA.

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burgos2Até o mais  ingênuo eleitor que acreditou na capacidade do Capitão Azevedo de governar Itabuna vai aos poucos descobrindo que o escolhido não manda nada vezes nada em seu governo. E a cada dia, surgem mais novidades a reforçar essa certeza.

Senão vejamos.

Há algumas semanas, o Ministério Público determinou, em cumprimento à Súmula 13 do Supremo Tribunal Federal, que o nepotismo fosse eliminado (ou pelo menos reduzido) na Prefeitura de Itabuna. A medida teve como única consequência a exoneração do diretor de Tributos, Otaviano Burgos, que se beneficiava da feliz coincidência de ter as figuras do chefe e do pai fundidas em uma mesma criatura: o secretário da Fazenda, Carlos Burgos.

Otaviano foi punido? Vai pensando…

No breu das tocas, bem às escondidas, os incansáveis (e insaciáveis) Burgos estruturam projeto de lei que criará a Agência Municipal de Serviços Públicos, responsável, entre outras coisas, pelo lucrativo setor de limpeza pública.

E quem será o titular desta nova e polpuda sinecura? Lógico, o filho do “prefeito de fato” que, em vez de castigo, será na verdade contemplado com um belo prêmio. Afinal, não basta ser pai, tem que saber apertar a teta até a vaca não aguentar.

Resta saber se a Câmara vai aprovar o presente.

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– INSPEÇÃO DO CMS VIU IRREGULARIDADES

– COMIDA É DENUNCIADA

Socorrista mostra quentinha
Socorrista do Samu recebe quentinha igual a essa

Será necessária uma análise detalhada e sem pressa para determinar quais de todos os problemas encontrados pelo Conselho Municipal de Saúde são, nesse momento, os mais graves e urgentes para a regularização do serviço do Samu em Itabuna. Uma visita surpresa hoje, pela manhã, à sede do órgão revelou que pouca coisa funciona a contento ali.

A começar pela coordenação. O diretor Carlos Coelho simplesmente não aparece no local de trabalho. Hoje, ausente como de costume, foi localizado na Maternidade Esther Gomes. Avisado que sua presença era necessária para dar as devidas explicações ao CMS, ele simplesmente afirmou que não iria. Costas largas.

Na inspeção, os conselheiros descobriram o que já se tornou uma constante nos livros de ponto dos órgãos de saúde da prefeitura: o livro de ponto está assinado até o dia 18, com horários de entrada e de saída de funcionários – não é demais lembrar, ainda estamos no dia 13.

Outro “detalhe”: apenas um médico está no Samu, hoje. Por força da necessidade – já que o atendimento ao solicitante deve ser feito por esse profissional – certamente tratava-se de um médico regulador. Essa situação leva a outra, igualmente grave: a ambulância avançada está saindo sem médico para os atendimentos mais graves – o que é proibido pelo estatuto do Samu.

GOROROBA

Os funcionários também reclamam da comida que lhes é oferecida. Conforme o Pimenta até já denunciou, a verba para a alimentação dos socorristas é enviada pelo governo federal, e o valor varia de R$ 6 a R$ 8,00 por pessoa. O dinheiro deveria servir para que a prefeitura contratasse um fornecedor ou o próprio órgão cozinhasse suas refeições.

Mas não é isso que se vê. A comida é fornecida pelo Restaurante Popular, que cobra do particular R$ 2,00 por cada refeição. Muitos socorristas estão se recusando a comer a gororoba.

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Passa sufoco quem procura atendimento em cartórios de ofícios em Itabuna. Nesse instante, há um princípio de tumulto porque várias pessoas aguardavam nas filas há quase três horas para autenticar documentos ou abrir ou reconhecer firma, mas voltarão para casa sem atendimento. Os cartórios, que estão abrindo das 13h às 16h30min, liberam 30 fichas para atendimento diário. “É constrangedor”, resumiu uma das vítimas, em contato com o blog.

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O coordenador do Samu, Álvaro Catarino, resolveu abrir a boca em relação aos desmandos verificados no órgão. Ele afirmou, agora pela manhã, que tudo o que ali ocorre é de inteira responsabilidade da administração municipal. “Não temos autonomia. Apenas cumprimos ordens”, revelou a uma comissão do Conselho Municipal de Saúde, que fez uma inspeção surpresa no órgão.

Segundo Catarino, as ambulâncias estão sem manutenção devido à burocracia. “Aqui a gente faz apenas as requisições. Quem determina a qualidade do será comprado é a prefeitura”. Essa revelação se refere, indiretamente, à péssima qualidade dos equipamentos de segurança dos socorristas e, também, à alimentação que é oferecida aos funcionários.

O Pimenta acompanhou a inspeção e publica, daqui a pouco, todos os detalhes. E olha que não são poucos.

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Do Política Etc

Faleceu na noite desta quarta-feira, 12, no Hospital São Lucas, o administrador José Mesquita Nunes, de 68 anos. Durante muito tempo, ele gerenciou a área de construção civil no Grupo Chaves, época em que foram erguidos alguns dos principais edifícios de Itabuna, como o Módulo Center e os residenciais Maria Leandra, Provance e Vivance.

José Mesquita sofria com problemas nos pulmões e no fígado e seu estado acabou se agravando nesta terça, o que provocou a sua internação pela manhã. Infelizmente, o quadro se complicou e ele acabou falecendo.

O corpo de José Mesquita Nunes  está sendo velado no SAF  e o sepultamento vai ocorrer às 16 horas, no cemitério do Campo Santo. Ele deixa esposa e três filhos,  entre eles o jornalista e ex-assessor de comunicação da Prefeitura de Ilhéus, Robson Hamil.

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César reclama de calote.
César reclama de calote.

Choradeira do ex-vereador César Brandão (PPS). Segundo ele, a prefeitura de Itabuna deixou de repassar cerca de R$ 30 mil ao Albergue Bezerra de Menezes em 2009.

A instituição filantrópica atende a 83 pacientes, vítimas de doenças sexualmente transmissíveis e aids, tuberculose, câncer e hanseníase.

César é diretor do albergue e afirma que a instituição pôde quitar apenas metade do 13º salário dos 19 funcionários, devido ao calote.

A folha mensal, segundo ele, é superior a R$ 9 mil.

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A Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) parece ter mudado o foco de sua atuação. Só isso pode explicar o acontecido lá pelas bandas do bairro Lomanto Júnior: o cidadão, indignado com o esgoto correndo “a céu aberto” na rua que leva o nome do escritor Ciro de Matos (o endereço foi grafado assim…), acionou a empresa.

Foi ao escritório central, montou acampamento e avisou que de lá sairia quando uma equipe fosse designada para reparar a indecência que era o esgoto correndo por toda a rua – e com aquele odor insuportável que espanta cliente da Itadil e fiel de uma igreja.

A equipe deu uma passadinha por lá, mas aí veio a surpresa: os operários disseram que a Emasa lida apenas com água. E orientaram a vítima do infortúnio a bater em outra porta.

E o pobre do cidadão pensava que o S de Emasa tinha algo a ver com… saneamento. Talvez seja S de Sadia – só pra sacanear…

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Itabuna viveu uma epidemia de dengue, com mais de 15.946 casos registrados e nove mortes, em 2009. A cidade também registrou sete mortes por leptospirose, só que o número de casos dessa doença foi quase mil vezes menor que o da dengue – apenas 17 casos.

A prefeitura resolveu fazer a distribuição de mil quilos de iscas para captura de ratos, começando por prédios públicos, a exemplo do Complexo Policial e escolas, e estendeu as armadilhas para terrenos baldios. A tentativa é controlar o número de vetores – a leptospirose é transmitida pela urina de ratazanas.

Tudo muito bom, mas a turma da isca de rato não deve esquecer que uma ação simples também ajuda, e muito, nesse controle: a limpeza de bueiros. O período de fortes chuvas já se anuncia, e com ele também a temporada de alagamentos. E é aí onde reside o maior perigo.

Bastaria fazer a coisa mais simples agora – já deveria ter sido providenciada, aliás – para não ter que correr atrás do prejuízo – e dos ratos – depois.

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Do Política Etc

Um único endereço na Avenida Itajuípe, bairro Santo Antônio, em Itabuna, concentra número absurdo de mandados de busca e apreensão de drogas, além de flagrantes. Nos últimos seis meses, a polícia visitou a casa de número 1.442 mais de 20 vezes, em ações que resultaram em 10 prisões por tráfico.

Um verdadeiro recorde!

Do Pimenta: Cá pra nós, isso não é boca de fumo. Trata-se de genuíno “estabelecimento comercial” voltado ao quente e rentável mercado da venda de drogas!

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Pode ficar com inveja, leitor itabunense, dono de veículo. O valor acima (R$ 0,50) é o da Zona Azul na próspera Uberlândia (MG).

Por aqui, na riquíssima Itabuna, o estacionamento rotativo fica a R$ 1,30 a hora, cobrando pela Sinart. Assim, apenas 160% mais caro.

Quem sentiu no bolso a diferença foi um leitor deste blog, em andanças pela cidade mineira.

Zona Azul bem mais baratinha... lá nas Minas Gerais!
Zona Azul bem baratinha? Vai pras Minas Gerais, uai!
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A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos vai pedir formalmente ao Ministério Público a reabertura do caso Leal. A decisão de solicitar novas apurações foi confirmada pelo secretário de Justiça e Direitos Humanos, Nelson Pelegrino, à Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).

O jornalista Manoel Leal, diretor do jornal A Região (Itabuna/BA), foi assassinado em janeiro de 1998 e muito por conta das investigações capengas, apenas o ex-policial civil Mozar Brasil foi condenado. Os mandantes continuam desfrutando da mais completa impunidade.

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