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O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) ameaça adotar uma medida polêmica e que vai prejudicar tanto comarcas de pequenos como as de grandes municípios. Um dos primeiros alvos é a comarca de Barro Preto, no sul da Bahia, que opera como vara única – e as questões eleitorais do município são dirimidas em Itajuípe.

Pelo projeto do TJ-BA, os processos de Barro Preto serão distribuídos pelas varas da já apinhada Comarca de Itabuna. Trata-se de uma medida que gera economia para os cofres do tribunal, mas dificulta ainda mais a vida de moradores das duas localidades. É garantia não de agilidade, mas de mais gente na fila à espera da mão da Justiça.

A comunidade do pequeno município sul-baiano se uniu para que a ameaça do tribunal não saia do papel, se torne realidade. A ideia é que a Comarca passe também a atender a comunidade de Itapé, que hoje se dirige à comarca itabunense. Entidades, advogados e o juiz de Direito Eros Cavalcanti encampam a ação.

“Desafogaríamos Itabuna e criaríamos uma alternativa interessante pelas relações históricas entre Barro Preto e Itapé”, diz o advogado Rui Correa. O advogado cita o exemplo das relações comerciais. Itapé ainda conta com rede bancária devido a acordo entre os municípios. As contas públicas de Barro Preto estão vinculadas a agências do vizinho mais imediato.

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Em meados de agosto, o ex-prefeito de Itapé, Pedro Jackson Brandão (Pedrão), estava com um pé no PMDB e outro no PP, partido do seu pupilo e atual prefeito de Itapé, Jackson Rezende. Na época, a imprensa divulgou a perda para os peemedebistas e para a campanha de Renato Costa a deputado estadual.

Agora, Pedrão dá uma guinada de 180 graus e diz que seu compromisso com os candidatos de Jackson Rezende é apenas em Itapé. Em outros municípios, está fechado com Renato e, mais, afirma que continuará filiado ao PMDB.

Não se sabe o que houve para Pedrão adotar comportamento tão camaleônico, mas a política tem dessas coisas. E, para não o chamarem de volúvel, o ex-prefeito alega que as notícias sobre sua quase mudança não passaram de “especulação”…

Tá bom.

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Luza foi cassada por dupla filiação.
Luza foi cassada por dupla filiação.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou os mandatos dos vereadores Luzinete Miranda Pinto e Júnior Borges, ambos do PMDB, por dupla filiação. Luzinete, a Luza, é presidente da Câmara de Vereadores, e Júnior Borges, o primeiro-secretário. A cassação ainda não foi comunicada ao cartório da 27ª Zona Eleitoral, responsável por Itapé.

Júnior Borges e Luzinete Miranda ingressaram no PMDB, mas esqueceram de dar baixa na filiação no PTN. Em janeiro deste ano, os dois vereadores perderam no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Decidiram recorrer e sofreram nova derrota.

Quem assume em lugar dos cassados são Adriano Miranda (PRP) e Wilson Nei de Oliveira (PMDB), primeiros suplentes da coligação que elegeu Luza e Borges. A Câmara será presidida por Tiara Alves, de 21 anos, e que teve passagem conturbada pelaa direção da Mesa Diretora (confira) no período em que Luza foi prefeita-interina.

O mais incrível é que, há menos de quatro meses, Luzinete Miranda era a prefeita-interina de Itapé, cargo que deixou após a posse de Jackson Rezende como novo prefeito do município, escolhido em eleição suplementar ocorrida no dia 29 de março. Luza retornou para a presidência da Câmara e, agora, fica sem mandato.

Ainda hoje, Júnior Borges esteve na prefeitura de Itabuna, como presidente da Associação dos Usuários das Águas do Rio Colônia.