Deputado Binho Galinha está preso desde sexta-feira (3) || Foto Agência Alba
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A Assembleia Legislativa da Bahia afirmou que precisa ter acesso à íntegra da decisão judicial e aos autos do processo que determinaram a prisão do deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida (PRD), Binho Galinha, para que possa adotar providências em relação ao destino do parlamentar na Casa.

“A Alba informa que recebeu a notificação judicial, mas sem ter acesso à decisão e aos autos do processo, o que levou a Casa Legislativa a solicitar oficialmente a documentação ao Poder Judiciário, e ainda aguarda resposta”, anunciou o Legislativo baiano, nesta segunda-feira (6), em nota.

Ainda conforme a Assembleia, nenhum órgão da Casa, seja o Conselho de Ética ou o Plenário, pode deliberar sem o exame prévio desses documentos. “Assim que os documentos estiverem acessíveis à Alba, a tramitação interna poderá ter seguimento”, acrescentou.

ACUSAÇÕES

O deputado é suspeito de comandar milícia com atuação em Feira de Santana e cidades vizinhas. Acusado em duas ações penais decorrentes da Operação El Patrón, ele voltou a ser alvo de investida da Polícia Federal e do Ministério Público da Bahia, na semana passada, no âmbito da Operação Estado Anômico, que também prendeu a esposa de Binho, Mayana Cerqueira da Silva, e o filho dele, João Guilherme Escolano.

Segundo o Ministério Público da Bahia, a operação investiga a atuação de uma organização criminosa com estrutura complexa, envolvida em crimes como lavagem de dinheiro, jogo do bicho, agiotagem, receptação qualificada, comércio ilegal de armas e associação para o tráfico.

Mesmo sob medidas cautelares, conforme as investigações, o parlamentar manteve a liderança do grupo, utilizando empresas de fachada e laranjas para movimentar recursos. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 9 milhões em bens dos investigados e a suspensão das atividades de uma empresa usada para lavagem de dinheiro

Deputado Binho Galinha foi preso nesta sexta-feira (3) || Foto Agência Alba
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Preso nesta sexta-feira (3), em Feira de Santana, o deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, mais conhecido como Binho Galinha. O parlamentar do Patriota  estava foragido desde a deflagração da “Operação Estado Anômico” na última quarta-feira (1º). Ele foi detido ao se entregar ao Ministério Público da Bahia (MP-BA).

Uma equipe de 20 agentes policiais e promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MP-BA cumpriram o mandado de prisão preventiva e escoltaram Binho Galinha até Salvador, onde ele ficará custodeado. O acusado de comandar uma milícia se apresentou espontaneamente para cumprimento da decisão judicial.

Binho Galinha é apontado como líder de organização criminosa com atuação principalmente na região de Feira de Santana. Segundo investigações das operações “El Patrón” e “Estado Anômico”, o grupo criminoso é responsável por delitos como lavagem de dinheiro, obstrução da justiça, jogo do bicho, agiotagem, receptação qualificada, comércio ilegal de armas, usurpação de função pública, embaraço a investigações e tráfico de drogas.

AÇÕES PENAIS

O deputado já responde a duas ações penais, denunciado em fevereiro deste ano e em dezembro de 2023 pelo MPBA, em decorrência da “Operação El Patrón”, por lavagem de dinheiro, jogo do bicho, agiotagem e receptação qualificada.

A “Operação Estado Anômico” teve o objetivo de aprofundar as investigações da “El Patrón” sobre a organização criminosa, que possui uma estrutura complexa, com divisão de tarefas entre seus membros, incluindo policiais militares. A operação foi deflagrada de forma integrada pelo MPBA, Polícia Federal, Receita Federal e Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP).

No total, 10 pessoas foram presas, entre elas João Guilherme Cerqueira da Silva Escolano, filho do deputado, e Mayana Cerqueira da Silva, sua esposa, também já denunciados pelo MP-BA. Como desdobramento da “El Patrón”, até o momento 15 pessoas já foram denunciadas pelo MP-BA por envolvimento com o grupo criminoso liderado pelo deputado.  João Guilherme e Mayana Cerqueira  estão presos.