Sensibilização para criação de rota turística rural começou no dia 17 || Foto Divulgação
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Primeiro município brasileiro a contar com agroindústria produtora de chocolates finos, Ibicaraí, no sul da Bahia, começa a construir projeto de turismo rural. A iniciativa é liderada pela BahiaCacau e busca fomentar rota de visitas para as comunidades rurais do município. A primeira oficina ocorreu na quinta-feira (17) e envolveu representantes dos assentamentos Santana, Loreta Valadares e Vila Isabel.
A busca pelo turismo rural no sul da Bahia está em crescimento, o que valoriza a agricultura familiar e oferece novas alternativas de renda ao homem do campo. A produção de cacau e de chocolate tornou-se um grande atrativo, permitindo aos visitantes conhecer o processo produtivo e promover a valorização do trabalho no meio rural.
O projeto da BahiaCacau é apoiado pelo Sebrae Bahia, com execução da consultoria Eixo4-Soluções Inteligentes. O plano de trabalho prevê processo de formatação participativa do produto turístico no meio rural junto a famílias de agricultores familiares da Coopfesba/BahiaCacau que produzem do cacau ao chocolate.
DO CACAU AO CHOCOLATE
Diretor-presidente da Bahia Cacau, Osaná Crisóstomo vê no turismo rural fonte de postos de trabalho e renda para a região. “Aqui o turista vai encontrar uma natureza preservada, tomar o mel do cacau na roça, degustar o bom chocolate na fábrica, e tudo isso vai movimentar a economia de cidade”, disse.
Os assentamentos da reforma agrária de Ibicaraí têm história e potencial. “As comunidades foram sensibilizadas sobre o funcionamento da atividade turística, as ofertas existentes de experiências específicas na sua localidade, e de como identificar seu diferencial competitivo, objetivos, potencialidades e desafios”, afirma Vilomar Simões, um dos facilitadores da Oficina.
Chocolat Festival de 2024 atraiu 65 mil pessoas, segundo organização || Foto Divulgação
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O Festival de Cacau e Chocolate de Ilhéus chegou ao fim batendo recordes de edições anteriores ao movimentar cerca de R$ 25 milhões em negócios e atrair público de 65 mil pessoas desde a noite de quinta-feira (18) até ontem (21). Com projeção nacional e internacional e a marca Chocolat Festival, o evento reuniu mais de 200 expositores no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães, na Avenida Soares Lopes.
Lessa festeja resultados da 15ª edição do Festival em Ilhéus
“É motivo de orgulho constatar que, há 15 anos, começamos com duas marcas de chocolates caseiros e poucos expositores e hoje são mais de 200 marcas de chocolates de origem, cem dessas marcas no sul da Bahia, expansão do ecoturismo e impacto positivo em vários setores da economia regional – assinalou Marco Lessa, idealizador e coordenador do Chocolat Festival.
Lessa revelou conversas da organização do evento com o principal patrocinador do Festival, o Governo da Bahia, para a construção de pavilhão de feiras no Centro de Convenções de Ilhéus, onde poderá ser implantado o Museu do Cacau e do Chocolate.
DEGUSTAÇÃO E NEGÓCIOS
Nos quatro dias, o público pode adquirir e degustar produtos de cacau e derivados. Houve, ainda, cursos de capacitação para 6.500 pessoas e seis toneladas de alimentos arrecadadas para doação a famílias carentes, através de uma parceria com o Rotary Clube e o Lions Clube de Ilhéus.
Gerson: negócios fechados e olho na Bolsa de Valores
Segundo Gerson Marques, presidente da Associação dos Produtores de Chocolate do Sul da Bahia (Chocosul), apesar da alta do preço do cacau neste ano, afetando os preços dos chocolates de origem, as marcas presentes estão fechando negócios no Festival.
“As nossas empresas estão fazendo negócios e consolidando o projeto do polo chocolateiro, além de elevar a autoestima da região, que se orgulha de ter um produto que além da qualidade, traz em si toda a magia que cerca o mundo do cacau”.
CONQUISTA DE NOVOS MERCADOSCarine: evento atrai consumidores de outros países
Dirigente da Natucoa, Carine Assunção revela a comercialização de produtos para consumidores também de outros países, “além de abrir novos mercados na rodada de negócios com dezenas de empresários”.
Para Osaná Crisóstomo, da Bahia Cacau, primeira fábrica de chocolate da agricultura familiar do Brasil, “o sul da Bahia vive um novo momento” e o Festival abre as portas para divulgação dos produtos da região, “que hoje são comercializados em vários estados brasileiros e brevemente chegaremos ao mercado internacional”.
FÁBRICAS-ESCOLA DO CHOCOLATE
O Governo da Bahia, principal apoiador do Chocolat Festival, marcou presença com participação da secretarias de Turismo (Setur), da Cultura, de Desenvolvimento Rural, da Agricultura, da Educação e do Trabalho, Emprego e Renda em estandes como Empório da Agricultura Familiar, Centro Público de Economia Solidária, Feira de Artesanato, Espaço do Turismo e Fábricas-Escolas do Chocolate.
O estande com as quatro fábricas-escolas dos centros estaduais de Educação Profissional de Ilhéus, Arataca, Gandu e Ipiaú reuniu estudantes e professores, que mostraram a produção de um projeto do Governo do Estado que valoriza o processo de ensino-aprendizagem e incentiva o empreendedorismo.
Flávia: artesanato obteve ótimas vendas
O estudante Ruaferson Calazans, do CEEP do Chocolate Nelson Schuan, em Ilhéus, disse que “além de mostrar o nosso trabalho para milhares de visitantes, essa é oportunidade de trocar experiências com colegas de outros colégios”. Ruaferson está concluindo o ensino médio e afirma que pretende fazer curso superior e se especializar na área de chocolates “e atuar num mercado cada vez mais promissor”.
O Chocolat Festival também impacta positivamente o turismo, com a divulgação da Estrada do Chocolate, primeira estrada temática da Bahia, que inclui fazendas centenárias de cacau, fábricas de chocolate e áreas de mata atlântica preservada.
ARTESANATO
A arte e a cultura regional foram destaque, com o Palco Cacau e o Pavilhão Cultural, que incluiu apresentações de artistas regionais, teatro, literatura e artesanato. Flávia Oliveira, que integra uma das cinco associações com cerca de 200 artesãos no evento, festejou a participação e resultados. “Conseguimos realizar ótimas vendas e tivemos uma excelente vitrine para divulgar o nosso trabalho”.
Bahia Cacau espera aumento nas vendas com a chegada da Páscoa || Foto Divulgação
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Os pequenos agricultores do sul da Bahia esperam aumento de 20% nas vendas de chocolates nesta Páscoa, em relação ao mesmo período do ano passado. A expectativa é aumentar as vendas de ovos de Páscoa, chocolates e bombons produzidos por agricultores familiares do Litoral do Sul do Estado.
No município de Ibicaraí, a Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba), que traz a marca Bahia Cacau, está com sua fábrica a pleno vapor. De acordo com o presidente da Coopfesba, Osaná Crisóstomo, por lá, a expectativa é de aumento da produção.
“Esse ano, pós-pandemia, promete ter um consumo maior e o chocolate é especial nesse período. No ano passado, produzimos 14 mil quilos de chocolate. Para esse ano pretendemos produzir 17 mil. Estamos trabalhando para ofertar aos nossos consumidores, o melhor chocolate da Bahia”.
A Bahia Cacau, primeira fábrica de chocolate da agricultura familiar do Brasil, está produzindo Ovos de Páscoa de 200 gramas e 250 gramas, com opções de 50% cacau e 70% cacau, com venda exclusiva na loja de Ibicaraí e no stand de vendas do Shopping Jequitibá, em Itabuna.
A cooperativa comercializa também barras de chocolate nos percentuais de 35%, 50%, 60%, 70% e 75% e os bombons de chocolate com frutas típicas da Bahia, como jaca, cupuaçu, banana, goiaba, umbu, café, licuri, nibs e cacau em pó e as amêndoas de cacau caramelizadas.
COOPERATIVA DE ILHÉUS
Quem também vive essa expectativa de aumento nas vendas é a Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia (Coopessba), com a marca Natucoa, localizada em Ilhéus, aposta na produção de chocolates veganos, com barras de chocolate 56%, 70%, 80% e 100%, além das barras com frutas desidratadas como banana, abacaxi, cupuaçu e jaca. A cooperativa possui lojas em Ilhéus e Itacaré.
Para a presidente da Coopessba, Carine Assunção, a Páscoa é sempre uma época de muita expectativa para quem produz chocolate. “Como hoje temos uma linha natural, sem leite e sem aromatizante, temos um público direcionado e, além do chocolate em si, há a busca dele para a produção de ovos de Páscoa para crianças, por exemplo. A estimativa é de aumentar em 20% as vendas. Mas sou otimista e podemos chegar até a 30%”.
Produtos da marca Bahia Cacau ganham mercado com versão premium
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O segmento comercial de chocolates especiais vem crescendo na Bahia desde o início de segundo semestre, mesmo com os impactos negativos da pandemia da covid-19 que afetam a economia mundial. A Bahia Cacau, fábrica de chocolate da agricultura familiar, localizada no Sul da Bahia, que conta com recursos do Projeto Bahia Produtiva, da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Governo do Estado (SDR), expandiu sua carteira de clientes de forma significativa.
A Coopfesba, que detém a marca Bahia Cacau e Natucoa, são importantes incentivadoras de acesso ao crédito rural através dos projetos que seus técnicos elaboram, além de incentivar a exploração extrativista ecologicamente sustentável na agricultura familiar”, destaca o secretário.
O sentimento de superação da pior fase da pandemia do coronavirus, amparado em dados de redução dos casos no Brasil, ajuda a alavancar a retomada da atividade econômica e especificamente das vendas e consumo de chocolate especial de origem.
“Temos recebidos encomendas de empresas da região da Chapada Diamantina, Recôncavo, Vale do Jiquririçá, Região Metropolitana de Salvador, sudoeste da Bahia, além dos Estados de São Paulo, Brasília, Brasília, Minas Gerais e Rio de Janeiro”, explica o diretor-presidente da Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba), Osaná Crisóstomo . A cooperativa é responsável pela gestão da Bahia Cacau. Segundo ele, o crescimento nesse período foi de 20%.
Além de chocolates premium (com variações entre 35% e 70% de teor de cacau, variedades como o chocolate com pimenta, nibs e geleias, a Bahia Cacau lançou o Mel de Cacau, produto de altíssima qualidade e com grande potencial de mercado.
Crisóstomo diz ainda que os empreendimentos que mais compram os produtos Bahia Cacau para revenda do chocolate são supermercados, padarias, lojas de conveniências e de produtos naturais, restaurantes e delivery de alimentos. O dirigente completa: “os consumidores têm demandado por um produto de mais qualidade, saudável e que tenha na sua matriz a preservação dos recursos naturais”.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Rural da Bahia, Josias Gomes, O Governo do Estado tem investido na agregação de valor dos produtos da agricultura familiar. “São diversas cooperativas que estão aumentando a renda dos agricultores cooperados”.Leia Mais
Tempo de leitura: < 1minutoCrisóstomo, da Bahia Cacau, festeja sucesso no Bem Viver, em Salvador
Mais de 500 pessoas que participaram do Seminário Bem Viver 2019 saborearam os chocolates especiais da Bahia Cacau. O encontro foi promovido pelo Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª Região – Bahia e Sergipe -, nos dias 23 e 24, no Fiesta Hotel em Salvador.
Com o tema Nutrição: passado, presente e futuro”, o Bem Viver com Nutrição 2019 reuniu profissionais, estudantes, professores e especialistas da área. O evento é promovido anualmente em comemoração ao Dia do Nutricionista (31 de agosto) e deu sequência às edições deste ano já realizadas nos municípios de Itabuna e Aracaju.
A Bahia Cacau é a primeira fábrica de chocolate da agricultura familiar do país, gerida pela Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba). Foram levados para o evento barras com 35%, 50%, 60% e 70% cacau, de 20 e 80 gramas, além do mel de cacau, que tiveram boa aceitação do público.
Para Osaná Crisóstomo do Nascimento, presidente da Coopfesba, a divulgação e comercialização no Seminário “deu uma oportunidade ímpar para a Bahia Cacau”. E completou: “abriu novos caminhos no mercado da capital baiana, onde os participantes que defendem a qualidade nutricional desde a produção a comercialização experimentaram nossos chocolates”.