Ação de inteligência da Polícia Civil leva à prisão de chefe de esquema em Salvador || Foto PC-BA
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Criminoso suspeito de planejar e ordenar ataques a farmácias de Salvador e roubar canetas emagrecedoras foi preso pela Polícia Civil, na madrugada deste sábado (29), na capital baiana. A ação foi cumprida por equipes do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), por meio da Coordenação de Operações, Agência de Inteligência e da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR).

Atividades investigativas dos policiais do Deic auxiliaram na prisão do acusado, que se escondia em um motel localizado no bairro do Costa Azul. O homem teve dois mandados de prisão cumpridos, ambos por crimes contra o patrimônio. Ele era responsável por ordenar e planejar os roubos, desde a saída de criminosos em motocicletas, tipos de alvos e das medicações.

O acusado também tem passagens por práticas criminosas de estelionato, porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e roubo. O Deic mantém ações de inteligência e operações de campo, voltadas à identificação e prisão de todos os demais envolvidos com os furtos e roubos a estabelecimentos farmacêuticos.

Receitas médicas de drogas emagrecedoras passam a ser de retenção obrigatória || Foto Jefferson Rudy/Agência Senado
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A partir desta segunda-feira (23), farmácias e drogarias começam a reter receitas de medicamentos agonistas GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. A categoria inclui semaglutida, liraglutida, dulaglutida, exenatida, tirzepatida e lixisenatida.

A decisão por um controle mais rigoroso na prescrição e na dispensação desse tipo de medicamento foi tomada pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril e entrou em vigor 60 dias após a publicação no Diário Oficial da União.

Em nota, a agência informou que a medida tem como objetivo proteger a saúde da população brasileira, “especialmente porque foi observado um número elevado de eventos adversos relacionados ao uso desses medicamentos fora das indicações aprovadas pela Anvisa”.

A análise, segundo a agência, se baseou em dados de notificação do VigiMed, sistema disponibilizado pela Anvisa para que cidadãos, profissionais de saúde, detentores de registro de medicamentos e patrocinadores de estudos possam reportar suspeitas de eventos adversos relacionados a medicamentos e vacinas.

Em uma análise comparativa, o sistema de farmacovigilância, de acordo com a agência, sinalizou “muito mais eventos adversos relacionados ao uso fora das indicações aprovadas pela Anvisa no Brasil do que os dados globais”.

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