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Quatro dias depois de o amigo José Pascoal de Brito ter sido flagrado desviando material de construção da prefeitura para uma casa de veraneio na zona norte de Ilhéus, o prefeito Capitão Azevedo (DEM) apareceu para dizer que defende a apuração rigorosa do caso. Numa nota curta informa que a corregedoria está apurando o caso e acompanhará as investigações da polícia.
Antes, o prefeito prometia exoneração de Pascoal na terça, 16. Refugou, apesar do depoimento contundente do motorista Adélio Costa. O homem ficou detido por três dias e afirmou já ter feito outras viagens para as bandas da casa de Pascoal e ter feito igual serviço para outros “peixes graúdos” da prefeitura.
O prefeito joga para a torcida a fim de esfriar o caso e evitar punição a um amigo e confidente.
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O depoimento que o motorista Adélio Silva Costa prestou à delegada Marilene Aboboreira, no Complexo Policial de Itabuna, será determinante para fisgar mais gatunos na prefeitura de Itabuna, além do diretor de Obras, José Pascoal de Brito.
Adélio foi preso ontem transportando material de construção da prefeitura para a casa de praia do diretor de Obras da Secretaria de Desenvolvimento  Ubano, no litoral norte de Ilhéus (relembre a história aqui).
Beneficiando-se de uma  delação premiada, Adélio livrou-se do flagrante e afirmou que outros ocupantes de cargos de primeiro e segundo escalões da prefeitura participavam do esquema de desvio de material de construção adquiridos pelo município. Os nomes estão sendo investigados, mas o setor de inteligência do governo já sabem quem são as pessoas.
O Pimenta conversou com o secretário de Administração de Itabuna, Gilson Nascimento. Segundo ele, o prefeito ficou “indignado” com o amigo Pascoal de Brito e determinou que se apurasse tudo. Pascoal teria abusado da confiança de Azevedo.
Gilson disse que ainda ontem Pascoal tentou invadir o depósito da prefeitura, na Adei, mas foi impedido por guardas municipais. “Ele não poderá entrar mais naquele local e até os bens que lhe pertencem somente serão entregues ao final de processo administrativo”, afirma o secretário.
A Operação João-de-Barro já tira o sono de peixe graúdo na prefeitura. Ninguém mensura, ainda, o poder de destruição do depoimento do motorista Adélio, um homem que presta serviços à prefeitura há cinco anos e que diz estar há cinco meses sem receber.