CNM defende repactuação do financiamento da educação especial || Foto Fábio Rodrigues-Pozzebom/ABr.
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As matrículas na educação especial cresceram 110% entre 2020 e 2025 no Brasil. O total chegou a 2,5 milhões de estudantes no ano passado. Desse universo, 1,5 milhão estão na rede municipal, o equivalente a 60% das matrículas. Os dados são da Confederação Nacional de Municípios (CNM), com base no Censo Escolar de 2024 e 2025.

O levantamento mostra forte expansão entre alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que representam 52,8% das matrículas na educação especial. O crescimento desse público foi ainda mais acelerado: 397% no mesmo período. Ao todo, 90 mil escolas municipais atendem estudantes da modalidade, sendo 97,9% incluídos no ensino regular.

Para atender à nova demanda, os municípios ampliaram em 254% a contratação de profissionais de apoio entre 2020 e 2024. O número chegou a 153,7 mil trabalhadores. Em 75% das cidades pesquisadas, há atendimento na proporção de um monitor por aluno. Caso esse modelo seja universalizado, o impacto pode alcançar R$ 32 bilhões por ano apenas com esse serviço, estima a CNM.

JUDICIALIZAÇÃO

A pressão também se reflete na Justiça. Já foram registradas 53 mil ações judiciais para garantir a contratação de profissionais de apoio, com aumento de 15% em dois meses. Além disso, 15% dos municípios informam gastar mais de R$ 100 mil com judicialização na área.

O estudo aponta ainda mais de 80 projetos em tramitação no Congresso Nacional que ampliam direitos das pessoas com deficiência. Segundo o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, o impacto anual estimado dessas propostas pode variar entre R$ 11,5 bilhões e R$ 48,9 bilhões, considerando novas contratações, equipes multidisciplinares e a ampliação do transporte escolar.

A entidade defende a revisão do pacto federativo e do modelo de financiamento da educação especial. Também cobra o cumprimento da exigência constitucional de indicação de fonte de recursos para criação de novas despesas.

Comitiva da Amurc em reunião na sede da CNM, em Brasília || Foto Divulgação
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A Associação dos Municípios do Sul, Extremo-sul e Sudoeste da Bahia (Amurc) e a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) fizeram acordo de cooperação técnica. A parceria estabelece canal contínuo de diálogo e articulação, garantindo apoio estratégico aos municípios associados à entidade baiana.

O novo presidente da Amurc e prefeito de Itaju do Colônia, Elder Fontes (PSD), representou a Associação na assinatura do termo de parceria, nesta quarta-feira (12), em Brasília, com a presença do presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.  A comitiva baiana também contou com outros membros da diretoria da Amurc, a exemplo dos prefeitos de Camacan, Paulo do Gás (PSD); de São José da Vitória, Rodson Pereira (Podemos); e de Piraí do Norte, Heliton Fabiano (PP).

Na avaliação de Elder Fontes, além do fortalecimento da representatividade dos municípios da Amurc no cenário nacional, a parceria reforça o compromisso com a implementação de políticas públicas mais eficazes, promovendo o desenvolvimento sustentável e ampliando as oportunidades de captação de recursos para melhorias estruturais e administrativas. A reunião também resultou na conquista de um assento permanente para a Amurc na diretoria da CNM.