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Grafite pela paz no Distrito Federal (Foto José Cruz/Agência Brasil)
Grafite pela paz no Distrito Federal (Foto José Cruz/Agência Brasil)

Dados do relatório Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e Desigualdade Racial 2014 mostram que a população negra entre 12 anos e 29 anos é a principal vítima da violência. O estudo, divulgado hoje (7), mostra que os estados onde o jovem negro corre mais risco de exposição à violência estão na Região Nordeste. Alagoas tem o maior coeficiente do Índice de Vulnerabilidade Juvenil (IVJ) – Violência e Desigualdade Racial, medido numa escala de 0 a 1.

Em seguida, Paraíba, Pernambuco e Ceará são classificados como tendo muito alta vulnerabilidade, de acordo com o levantamento feito pela Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Ministério da Justiça e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil. Entre as unidades da Federação com coeficientes abaixo de 0,3 estão São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais e o Distrito Federal.

O indicador inédito incorpora na dimensão da violência a desigualdade racial e mostra que a cor da pele e o risco de exposição à violência estão relacionados. O índice será usado pelo Plano Juventude Viva, que tem o objetivo de reduzir a vulnerabilidade de jovens negros, para orientar políticas públicas.

O secretário nacional de Juventude, Gabriel Medina, disse que a violência em Alagoas já havia sido diagnosticada, o que levou o governo federal a iniciar, pelo estado, a implantação do Juventude Viva. Para ele, a vulnerabilidade da população negra está ligada a uma questão histórica e, apesar dos avanços alcançados, a desigualdade ainda é estrutural. “Essas melhoras não foram suficientes ainda para que a gente criasse uma igualdade entre brancos e negros. Ainda são os negros que ganham menos no mercado de trabalho, que têm menos acesso às políticas públicas e estão sujeitos a maiores dificuldades sociais encaradas no país.”

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MANDELA GUERREIRO DA PAZ

A luta do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela contra o racismo será lembrada no Carnaval de Itabuna, previsto para o período de 14 a 16 de fevereiro. Quem prestará a homenagem ao líder que combateu o apartheid na África do Sul será o bloco afro Encantarte, que tem sua sede no bairro Maria Pinheiro, periferia da cidade.

Segundo Egnaldo França, coreógrafo e produtor cultural, a escolha do tema “Mandela, guerreiro da paz” se deu “não pela morte de Madiba, mas pela identificação do Encantarte com sua luta contra o racismo e pela paz mundial”.

França observa que os ensaios do Encantarte para o Carnaval, na Escola Dom Ceslau Stanula, bairro Pedro Jerônimo, já vão começar na próxima semana, sempre a partir das 16h30. Às segundas e quartas-feiras, quem faz o aquecimento é a turma da percussão; às terças e sextas, o treino é para a ala dos capoeiristas; já às quartas e aos sábados, quem afina o ritmo é o grupo da dança afro.

Ao longo do período de ensaios, o Encantarte promoverá rifas, brindes e shows na comunidade.

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Roberto José, presidente da Ficc, ao lado da atriz Eva Lima (foto Thiago Pereira)
Roberto José, presidente da Ficc, ao lado da atriz Eva Lima (foto Thiago Pereira)

A Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc) está apostando no trabalho dos agentes de cultura para combater a violência nos bairros da cidade e criar novas referências para os jovens.

O tema foi tratado recentemente pelo presidente da instituição, Roberto José da Silva, em entrevista ao PIMENTA, e voltou a ser lembrado nesta quinta-feira, 17, quando a Ficc reuniu a imprensa e colaboradores para fazer um balanço dos primeiros dez meses da atual gestão e apresentar projetos.

Segundo Roberto José, os agentes de cultura têm a missão de fomentar o gosto pela arte e descobrir talentos nas comunidades, para as quais já foram selecionados 25 “operadores culturais”. Outros seis foram garimpados no Conjunto Penal de Itabuna e farão o mesmo trabalho dentro da unidade carcerária. O presidente afirma que a ação está relacionada ao projeto “Cidade de Paz”.

No encontro desta quinta-feira, a Ficc informou sobre os projetos que já cadastrou para captação de recursos junto ao Sistema de Convênios do Governo Federal (Siconv), Petrobras, Embaixada da Alemanha e Fundação Palmares, entre outras instituições. A fundação também lançou hoje o primeiro número de seu boletim informativo e manifestou apoio à campanha Outubro Rosa,  de prevenção do câncer de mama.

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bassumaartigoO ex-deputado federal Luiz Bassuma começa nesta quinta, 23, uma caminhada pelo sul da Bahia para divulgar o Partido PAZ (Ativistas da Paz pela Vida), lançado no início deste mês em Fortaleza (CE).
Ex-petista e ex-candidato a governador da Bahia pelo PV, Bassuma falará do projeto numa reunião para convidados, no Jardim Primavera, em Itabuna, às 19 horas. O evento é organizado pelo ex-vereador itabunense João Pithon. Nesta quinta, Bassuma participa de encontro em Ibicaraí.
O desafio do novo partido será a coleta de, pelo menos, 500 mil assinaturas válidas pela Justiça Eleitoral para obter registro definitivo. O PAZ, pelo estatuto provisório, defende políticas de desenvolvimento sustentável, enfrentamento às drogas (lícitas e ilícitas), voto facultativo e, no legislativo, o fim do voto secreto.

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Um ato público na cidade de Jussari, nesta quinta-feira, 8, lembrará a passagem do Dia da Mulher e, ao mesmo tempo, fará referência à mobilização popular em defesa da paz social. O evento é organizado pela prefeitura local e está marcado para começar às 9 horas, em frente ao Centro Administrativo.
A inclusão da paz na comemoração do Dia da Mulher, de acordo com o governo de Jussari, se deve a um atentado sofrido por funcionários da Prefeitura em fevereiro. Segundo a prefeita Neone Barboza, “apesar do caso já estar sendo investigado pela Polícia, precisamos mostrar à sociedade que a construção da paz e da segurança pública depende da ação de cada um de nós”.
A prefeita diz que o ato tem o apoio da Associação dos Municípios do Sul, Extremo-Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc).