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Pinduca foi executado com 13 tiros em 2015

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu, na sexta-feira 12, denúncia contra Edivan Moreira da Silva, conhecido como “Van de Moreira”, por homicídio consumado e homicídio tentado, ambos qualificados pela emboscada, o que dificulta ou impossibilita a defesa da vítima.

Segundo a denúncia, Edivan Moreira foi o principal responsável por executar com 13 tiros o indígena Adenilson Silva Nascimento, o Pinduca, e ferir com dois tiros sua esposa, Zenaildes Menezes Ferreira, em 1º de maio de 2015, em Ilhéus, na zona rural limítrofe com Buerarema. Além dele, participaram do crime duas outras pessoas que não foram identificadas.

As investigações apontaram que o crime foi motivado por desavenças do denunciado contra indígenas, em razão de disputas por terras.

A EMBOSCADA  

Conforme o inquérito policial, no dia do crime, Adenilson Pinduca e Zenaildes Ferreira, por volta de 17h, voltavam para sua residência na zona rural da Serra das Trempes I, acompanhados de três filhos do casal, a mais nova de 1 ano de idade, levada no colo pela mãe.

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O indígena tupinambá Adenilson da Silva Nascimento, conhecido como Pinduca, foi morto a tiro, neste final de semana, numa emboscada na Serra das Trempes, entre Ilhéus e Una, no sul da Bahia. O crime ocorreu na sexta (1º).

Os bandidos também atiraram contra a esposa da vítima e acertaram suas costas quando ela protegeu o filho que carregava no colo. A mulher sobreviveu e passará por cirurgia. Uma das filhas do casal conseguiu fugir da emboscada.

Pinduca trabalhava há 15 anos na Secretaria Especial de Saúde Indígena da Serra das Trempes e deixou doze filhos. Seu corpo será enterrado às 15 horas desse domingo, 3, no Cemitério Nossa Senhora da Escada. ]

Adenilson foi assassinado numa região assolada por conflitos. Como liderança do povo tupinambá, exigia a demarcação do território reconhecido como indígena por estudo antropológico coordenado pela Funai. Com informações do Blog do Gusmão.