Representantes das comunidades do entorno do Parque Estadual da Serra do Conduru, gestores públicos, empreendedores e pesquisadores participam até esta sexta-feira (11), em Itacaré, de oficinas para propor novas diretrizes que orientarão a gestão da unidade. Além da atualização do Plano de Manejo, será elaborado o Plano de Uso Público Simplificado, que definirá regras para o acesso e a visitação ao parque.
Durante as oficinas promovidas pela Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema) e pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), os participantes apontaram dois desafios prioritários: a regularização fundiária, que se refere à definição clara da posse e propriedade das terras dentro e no entorno da unidade, e a integração com a comunidade local.
Para responder a essas demandas, a revisão do plano, prevista no Termo de Compromisso Socioambiental (TCSA) do Porto Sul, busca tornar a gestão da unidade mais eficiente e estimular o envolvimento da população na sua preservação.
Para Poliana Gonçalves, coordenadora de Programas e Projetos da Sema, o contato direto com as comunidades tem sido importante para alinhar o planejamento às realidades locais. “As oficinas têm permitido validar demandas já identificadas e, ao mesmo tempo, ajustar estratégias com base nas prioridades apontadas pela população. A presença da equipe técnica da Sema e do Inema, com apoio técnico da consultoria Seleção Natural, garante esse diálogo e reforça o caráter participativo do processo”, destacou.
PROCESSO PARTICIPATIVO
O processo participativo iniciou-se em 2023, com visitas técnicas, produção de documentos e reuniões temáticas sobre a Unidade de Conservação. Desde então, vem sendo construído com a participação de gestores públicos, empreendedores, comunidades locais, equipes técnicas do Estado e representantes do Parque da Serra do Conduru.
Também participam dos debates representantes de APAs Costa de Itacaré/Serra Grande e Lagoa Encantada e Rio Almada, além do Parque da Ponta da Tulha. “Esse processo garante que os novos instrumentos de gestão reflitam as necessidades locais e as diretrizes de conservação”, destaca Poliana.














