O professor Felipe de Paula, do Centro de Formação em Políticas Públicas e Tecnologias Sociais da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), tornou-se um dos participantes do projeto Global Student Perspectives on Learning with Generative Artificial Intelligence in Higher Education: A Cross-Cultural Study. A rede internacional de pesquisa investiga os impactos da Inteligência Artificial generativa no ensino superior.
O projeto é coordenado por Danilo Rodrigues Pereira, professor colaborador da Faculdade de Tecnologia (FT) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e bolsista do Naveen Jindal Young Global Research Fellowship da O.P. Jindal Global University– Índia.
A pesquisa nasce da constatação de que a adoção da IA generativa nas universidades ocorre de forma acelerada em todo o mundo, mas ainda há pouca produção de dados comparativos entre diferentes contextos culturais e institucionais. Segundo o professor Danilo, os estudos existentes se concentram, em geral, em realidades lоcais.
“Na literatura, há muitas pesquisas sobre o tema, mas normalmente comparando dados do ponto de vista dos estudantes sobre IA Generativa de uma única universidade ou de um único país. Ao dialogar com pesquisadores de diferentes países, percebi que as percepções, preocupações e estratégias institucionais variam significativamente. Isso revelou a necessidade de um estudo sistemático e internacional, capaz de mapear diferenças e semelhanças e produzir evidências mais robustas”, afirma.
TRANSFORMAÇÕES PROFUNDAS
O avanço da IA generativa tem provocado transformações profundas nos modos de estudar, pesquisar, escrever e produzir conhecimento, além de reacender debates sobre avaliação, autonomia, ética e autoria acadêmica. Para o professor Felipe de Paula, esse cenário exige uma abordagem científica qualificada.
“A ideia de autoria, de competência e de responsabilidade sobre a produção intelectual precisa ser repensada. Precisamos estudar e discutir de forma aprofundada os rumos que essa tecnologia está impondo à educação, superando o senso comum e as percepções pontuais, a partir de uma análise científica consistente”, destaca.













