Banana de Bom Jesus da Lapa conquista certificação || Foto Divulgação
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A banana produzida na região de Bom Jesus da Lapa, no oeste da Bahia, conquistou o selo de Indicação Geográfica (IG) do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Publicada na terça-feira (11), a certificação reconhece a notoriedade da produção no Perímetro de Irrigação Formoso.

Certificada pelo INPI, na categoria Indicação de Procedência, a “banana clarinha da Bahia” apresenta características únicas ligadas ao Perímetro de Irrigação Formoso. A fruta é reconhecida pela coloração amarelo-ouro clara, doçura elevada e baixa acidez, resultado do manejo em clima semiárido. As variedades Nanica e Prata da região têm qualidade nacionalmente reconhecida.

“A IG deve agregar valor ao produto e ampliar acesso a mercados nacionais e internacionais, promovendo organização produtiva, associativismo e práticas sustentáveis”, destacou a assessora técnica da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Jorgete Oliveira. De acordo com Jorgete, o Fórum Baiano aparece como um espaço estratégico de articulação com os atores envolvidos no processo de reconhecimento junto ao INPI. A certificação deve abrir novos canais de exportação, especialmente para mercados europeus.

Com a banana de Bom Jesus da Lapa, a Bahia passa a contar com seis Indicações Geográficas, todas na modalidade Indicação de Procedência. As demais são Sul da Bahia (cacau), Oeste da Bahia (café), Microrregião Abaíra (cachaça), Vale Submédio São Francisco (uvas e mangas) e Vale do São Francisco (vinhos e espumantes).

VALOR AGREGADO

A região certificada representa cerca de 8,7 mil hectares dedicados à banana em uma área total irrigada de 19,5 mil hectares. O Perímetro de Irrigação Formoso, localizado às margens do rio Corrente, afluente do São Francisco, é impulsionado pela Codevasf desde 1988 e gerido pelo Distrito de Irrigação de Formoso, consolidando-se como um dos maiores polos de produção de banana do país.

Inicialmente voltado à produção de banana-nanica para exportação, o projeto estruturou a cadeia produtiva local, desde a importação e adaptação de mudas até a criação de viveiros e cooperativas. Entre as organizações que ampliaram o alcance da banana produzida na região para mercados de todo o país e também para o exterior está a Cooperativa dos Produtores de Bom Jesus da Lapa.

Além da dimensão econômica, a produção de banana na região carrega valor histórico e cultural. A atividade está associada à trajetória das famílias produtoras e à construção da identidade local, que projetou o território nacionalmente como referência na produção da fruta mais consumida pelos brasileiros.

Proliferação de mosquitos tira sossego de moradores de Ilhéus || Foto Genilton Vieira/Fiocruz
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Moradores de diversos bairros de Ilhéus notaram aumento significativo da presença de muriçocas, especialmente aos finais de tarde e durante a noite. A infestação se agravou nos últimos dois meses, de norte a sul da cidade.

Ao longo desta semana, o PIMENTA colheu relatos de moradores do Jardim Savoia, Malhado, Pacheco, Tapera, Conquista, Cidade Nova, Centro, Pontal, São Francisco, Nelson Costa e Hernani Sá, todos confirmando a perturbação associada à proliferação dos pequenos – e numerosos – hematófagos, nome dado às espécies que se alimentam de sangue de outros animais.

“Aqui não é só à noite, não. É o dia todo. Agora mesmo, estava sentado sem ventilador e não aguentei. Se vacilar, as muriçocas comem o cara vivo”, disse ao site um morador do Nelson Costa, nesta quarta-feira (8). “Olhando no meu braço hoje, fiquei assustada”, relatou moradora da Conquista, se referindo à quantidade anormal de mosquitos.

O QUE DIZ A PREFEITURA

O PIMENTA questionou à Secretaria de Saúde de Ilhéus (Sesau) sobre o fenômeno. Conforme a Pasta, não foram encontrados focos do Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue e zika. “Apenas de muriçoca, e esse tipo de mosquito não é de responsabilidade da Secretaria de Saúde”, acrescentou.

Também procurada, a Superintendência de Comunicação da Prefeitura de Ilhéus afirmou que obteve informação sobre o aumento da presença de mosquitos apenas na região do canal do Malhado. De acordo com a Sucom, naquele bairro, o problema está associado ao período em que o canal ficou sem limpeza devido à transição de empresas que prestam esse serviço.

Casos de dengue disparam em algumas regiões do Brasil.
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O índice de infestação predial (IIP) do Aedes aegypti em Ilhéus supera em mais de cinco vezes o percentual considerado aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Agora, 5,2% dos imóveis visitados em Ilhéus estavam com focos de larvas do mosquito, enquanto a OMS considera aceitável abaixo de 1%.

A infestação foi aferida durante o primeiro ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2022, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). Significa dizer que, a cada 100 imóveis visitados, mais de 5 apresentavam focos do mosquito.

Apesar disso, segundo a Sesau, o índice está abaixo do registrado em 2021, quando chegou a 8,4%. Já o último levantamento feito pela pasta, referente ao primeiro trimestre de 2022, registrou 124 casos de dengue, uma das três doenças transmitidas pelo mosquito, também responsável pela transmissão do zika vírus e da chikungunya.

BAIRROS EM SITUAÇÃO DE ALERTA

A Vigilância Epidemiológica de Ilhéus constatou os maiores índices de infestação do mosquito nos bairros Salobrinho, São Francisco, Nelson Costa, Sapetinga, Nossa Senhora da Vitória, Barra de Itaípe, Hernani Sá e Pontal, além da Avenida Itabuna.

O secretário de Saúde, André Cezário, pediu que os moradores de Ilhéus colaborem com o combate ao mosquito, evitando as condições de reprodução da espécie, que deposita suas larvas em recipientes com água parada.

“Os agentes realizam visitas e orientam os moradores, mas é importante que a comunidade faça a sua parte, porque o combate depende da conscientização de todos. Se não houver comprometimento da população, os casos continuarão aumentando”, disse o gestor.

A Sesau disponibiliza o telefone 73 3234-2031 para denúncias de possíveis criadouros do Aedes aegypti, a exemplo de terrenos baldios e casas abandonadas. O serviço funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h. Atualizado às 11h26min.