Eline conta como foi a sua batalha contra o câncer de mama || Foto Divulgação
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Neste mês de campanha de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama, a cerimonialista Eline Lopes conta como foi a batalha para vencer a doença. Ela sempre foi cuidadosa com a saúde, mas isso não a impediu que fosse surpreendida com o diagnóstico em dezembro de 2020. Não se abateu. Correu para iniciar o tratamento em Itabuna, no Serviço de Oncologia da Santa Casa.

Eline Lopes conta que havia acabado de sair da correria de uma campanha política quando foi diagnosticada com câncer triplo na mama direita. Para preservar a família, a cerimonialista não revelou, no início, que estava com um tumor e que tinha uma batalha para vencer. “Não me refiro à doença pelo nome. Mas como CA, que é um caminho aberto, onde podemos escolher lutar pela vida e agradecer a Deus”, explica a paciente.

A paciente fez 12 sessões de quimioterapia “branca” e quatro “vermelha”. Eline Lopes recorda-se que o visual mudou 15 dias depois do início do tratamento, quando o cabelo começou a cair. “Depois fui submetida a cirurgia e, em seguida, passei por 35 sessões de radioterapia. Fui submetida a mastectomia nas duas mamas. Considero-me uma vitoriosa”.

Eline Lopes destaca que o diagnóstico saiu numa época muito complicada, pois coincidiu com a pandemia da Covid-19. “Lembro-me como se fosse hoje. No dia 20 de dezembro de 2020, eu estava deitada e sentir uma coisa estranha. Parecia que estava em cima do controle do televisor. No dia seguinte, quando me toquei, sentir um nódulo e, imediatamente, procurei a minha médica. No dia 5 de janeiro de 2021 já estava na consulta com um especialista”.  Tratada, hoje, ela faz acompanhamento na Unidade de Quimioterapia na Santa Casa de Itabuna.

CULTO EM AÇÃO DE GRAÇAS

A paciente concorda que o câncer é uma doença terrível, dura e sofrida, mas que a pessoa deve manter a fé e confiar nos especialistas. Ela fez um culto em ação de graças para informar aos familiares que estava sendo diagnosticada. “Estou aqui hoje. Linda e loira, da mesma forma porque o senhor me concedeu a graça de escolher a gratidão como caminho. Sou grata à Santa Casa pelo acolhimento e aos profissionais que cuidam tão bem dos pacientes”, conta.

O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente entre as mulheres, atrás somente do câncer de pele, conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). A estimativa é que neste ano sejam registrados 73, 6 mil novos casos, com risco de 66,54 casos a cada grupo de 100 mil mulheres. A incidência é maior nas mulheres acima dos 35 anos. Neste mês é realizada a Campanha Outubro Rosa para alertar às mulheres para importância do diagnóstico precoce do câncer.

A mãe de Bruno (centro, entre as enfermeiras Thyciane e Érika) aprovou a iniciativa
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Visando fazer com que pacientes em tratamento de câncer se empolguem em comparecer às sessões de radioterapia indicadas pelos médicos, o Serviço de Oncologia da Santa Casa de Itabuna está recorrendo ao projeto “Heróis da Rádio”. O primeiro a participar do projeto foi Bruno, de 8 anos, morador de Macarani, no sudoeste da Bahia.

O pequeno Bruno começou a apresentar as primeiras complicações de saúde quando tinha sete anos de idade. O menino teve dores de cabeça e tosse persistente. Os pais o levaram ao médico e, depois de uma bateria de exames, descobriu-se um tumor no cérebro da criança.

A descoberta do tumor ocorreu em 2022, e Bruno foi encaminhado para o Serviço de Oncologia da Santa Casa de Itabuna. Na primeira fase tratamento, o médico indicou 30 sessões de radioterapia, uma opção que enfrenta uma certa resistência, pois o paciente fica, na máquina, sozinho numa sala.  O menino fez o tratamento usando uma máscara personalizada com herói que ele escolheu.

Bruno, hoje, com oito anos, usou o acessório com a imagem do Homem-Aranha, cuidadosamente, pintada pelas enfermeiras Érika Mascarenhas e Thyciane Santana, do Serviço de Oncologia da SCMI. O “Heróis da Rádio” é baseado em um projeto de iniciativa do Hospital de Câncer de Barretos (SP).

HUMANIZAÇÃO

Com o projeto, super-heróis como Homem-Aranha, Batman e Capitão América deixam os quadrinhos e as telas dos cinemas para estampar as máscaras usadas no tratamento de radioterapia infantil. “A ideia é mexer com imaginário do paciente que está passando um problema muito sério e que precisa encarar uma sala fria e um processo incomodo durante as sessões. A iniciativa da máscara visa a oferta de um atendimento mais humanizado, com objetivo de minimizar os impactos gerados pelo tratamento, além de um ambiente acolhedor”, explica Érika Mascarenhas.

As enfermeiras Thyciane Santana e Érika Mascarenhas avaliam que as máscaras com desenhos dos corajosos heróis que enfrentam e vencem os terríveis vilões ajudam acalmar os pacientes. “É um desafio tratar a criança com a radioterapia, pois é difícil mantê-la imóvel na máquina durante as sessões. O uso do acessório facilita nesse processo”, conta Thyciane Santana.

Mãe do pequeno Bruno, primeiro paciente a fazer o uso da máscara personalizada no Serviço de Radiologia da SCMI, dona Maria Souza Santos aprovou a iniciativa. “Foi ótimo porque Bruno se empolgou com o desenho do herói num material produzido exclusivamente para ele e fazia questão de ir para as sessões”, recorda-se a mãe do paciente.

A máscara usada na radioterapia é feita de material termoplástico e visa a imobilizar o paciente durante a aplicação da radiação. Pintado pelas enfermeiras, o acessório é sob medida, no tamanho exato do rosto da criança para assegurar que a radiação atinja o local desejado.