Indígenas protestam contra marco temporal, tese em julgamento no STF
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O Ministério Público Federal (MPF) promove, no dia 11 de março, em Brasília, uma audiência pública para debater a regularização fundiária de três Terras Indígenas no sul e extremo-sul da Bahia. O evento, que acontece a partir das 9h, no auditório Juscelino Kubitschek, da Procuradoria-Geral da República (PGR), traz o tema “Diálogo com o Governo Federal sobre as Terras Indígenas Barra Velha do Monte Pascoal, Tupinambá de Olivença e Tupinambá de Belmonte”.

O MPF na Bahia informou que a intenção é buscar soluções para a conclusão do processo de demarcação das terras, que aguardam há mais de uma década a publicação das portarias declaratórias que reconhecem o direito dos povos indígenas à posse permanente dos territórios que tradicionalmente ocupam.

Dentre os convidados para o debate estão os ministros Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública), Sônia Guajajara (Povos Indígenas), Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima), Macaé Maria Evaristo dos Santos (Direitos Humanos e da Cidadania) e Luiz Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar). Também foram chamados o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e a presidenta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana.

Os procuradores da República Ramiro Rockenbach e Marcos André Carneiro da Silva, titulares dos ofícios Estaduais Resolutivos para Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais, e Marília Siqueira da Costa, atual procuradora Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) do MPF-BA, irão coordenar a audiência.

“Todos os trâmites legais e administrativos para a regularização dessas terras já foram cumpridos, mas a falta de publicação das portarias declaratórias tem perpetuado uma situação de insegurança para as comunidades indígenas, agravada pela violência na região. O Estado brasileiro precisa dar uma resposta definitiva a essa demanda”, destacou Rockenbach.

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Crime aconteceu em Serra das Trempes, comunidade rural localizada entre Una e Ilhéus
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Alex Barros, indígena tupinambá, foi assassinado a tiros na manhã desta quinta-feira (23), quando trabalhava na sua roça, em Serra das Trempes, comunidade localizada nos limites entre os municípios de Una e Ilhéus, no sul da Bahia.

A coordenadora executiva da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), Sonia Guajajara, denunciou o crime em publicação nas redes sociais. Segundo ela, três homens encapuzados e fortemente armados surpreenderam o tupinambá e dispararam contra ele.

MARCHA TUPINAMBÁ

A execução de Alex ocorreu às vésperas da Caminhada em Homenagem aos Mártires Tupinambá, marcada para a manhã deste domingo (26). A marcha de Olivença até o rio Cururupe, no litoral sul de Ilhéus, relembra massacre de indígenas ocorrido em 1559, naquele local, sob o comando do governador geral Mem de Sá.

A caminhada também resgata a história da resistência indígena, na região de Olivença, liderada por Marcelino José Alves, o Caboclo Marcelino, que foi perseguido e morto pela ditatura de Getúlio Vargas na década de 1930.