Dona da marca Cacau do Céu, Marcela Carvalho está na lista da Forbes Brasil
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Marcela Monteiro de Carvalho, de Ilhéus, está na lista das 100 Mulheres Poderosas do Agro, da revista Forbes Brasil. Dona da marca Cacau do Céu, Marcela é produtora de cacau e chocolate no sul da Bahia. Na lista, a Forbes procurou selecionar representantes do movimento de mudança no campo, mesmo que o trabalho seja realizado a partir das cidades.

Para chegar aos 100 nomes, a Forbes foi a campo pesquisar, perguntar, buscar orientação de lideranças e também resgatar informações de reportagens especiais. São mulheres que se destacam em diferentes setores do agronegócio: elas estão presentes na produção de alimentos de origem vegetal e animal, na academia, na pesquisa, nas empresas, em foodtechs, em consultorias, em instituições financeiras, na política, nas entidades e nos grupos de classe e, mais do que nunca, nas redes sociais.

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A marca Cacau do Céu foi criada em 2008 e segue sua produção na linha tree to bar (da árvore à barra) e bean to bar (do grão à barra). Em 2020, Marcela Monteiro de Carvaho foi destaque da 5ª edição da campanha #MulheresRurais, a mais recente realizada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), com o objetivo de dar visibilidade às mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes, ressalta a Forbes ao publicar o perfil de Marcela.

Marcela na lista, por ordem alfabética, da Forbes Brasil: “lisonjeada e honrada”

Em 2019 e 2021 a Cacau do Céu foi finalista do Prêmio Brasil Artesanal Chocolates, da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). A Cacau do Céu, que possui uma loja no centro de Ilhéus, já é comercializada no Brasil. “Antes de tudo quero dizer que me sinto lisonjeada e honrada em participar do seleto rol de mulheres que compõem o agronegócio brasileiro, e isto fica mais evidenciado quando parte da Forbes, que é, sem dúvida, a mais conceituada revista de negócios e economia do país”, disse Marcela. Redação com Cacau&Chocolate.

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Produtores decidiram criar selo para atestar qualidade do chocolate.
Produtores decidiram criar selo para atestar qualidade do chocolate.

Gerson Marques diz que selo não busca padronizar, mas atestar qualidade e origem.
Gerson Marques diz que selo não busca padronizar, mas atestar qualidade e origem.
Dez empresas decidiram criar um selo de qualidade para o chocolate de origem produzido no sul da Bahia. Tree to bar (da árvore à barra) Sul Bahia identificará o chocolate produzido na região da Mata Atlântica sul-baiana.

“Assim, vamos proteger os chocolates de origem regional que se enquadrarem nos parâmetros e conformidades a serem definidos”, diz Gerson Marques, presidente da Associação dos Produtores de Chocolate de Origem do Sul da Bahia e produtor do chocolate Yrerê.

Um grupo de trabalho foi criado para definir os critérios e regulamentos do selo. Do grupo, participam técnicos, produtores e pesquisadores com alto grau de conhecimento em chocolates de origem. A primeira versão do regulamento para concessão do selo, informa, está prevista para fevereiro do próximo ano.

A homologação do selo deverá ocorrer até meados de 2017. “A ideia não é padronizar, mas sim definir os parâmetros que sirvam de marco referencial para os produtores de chocolates autênticos do sul da Bahia”.

AUTENTICIDADE DO CHOCOLATE DE ORIGEM

Gerson acrescenta que esta referência também servirá para o mercado consumidor, que poderá identificar a autenticidade de um bom chocolate de origem Sul Bahia pelo selo que estará estampado nas embalagens.

O selo será concedido ao avaliar desde critérios reguladores para produção do cacau, tratos culturais na lavoura, práticas na pós-colheita, métodos de fermentação e secagem e armazenagem. Também serão considerados protocolos, processos e técnicas de fabricação, e definições sobre quantidades e parâmetros para uso de ingredientes.

PRODUTO ÚNICO

José Brandt Filho, fabricante do chocolate República do Cacau e diretor financeiro da Associação dos Produtores, definiu como um grande avanço a ideia de proteger a qualidade e os valores do terroir do sul da Bahia presente em nossos chocolates. “Fazemos um chocolate único no mundo. Por isso, este produto tem que ser protegido”, diz.

Fabricante do Amado Cacau e diretora de relações institucionais da Associação, Cecília Gomes da Costa expôs seus produtos na Feira Gastronômica Internacional – Sirah 2016, no Rio de Janeiro.

Segundo Cecília, o chocolate sul-baiano está conquistando reconhecimento e mercados nacional e internacional. “Só é possível fazer este tipo de chocolate com nosso cacau e nossas práticas de produção. Não podemos correr risco de perder mercado por conta de aventureiros que usem atributos regionais e nosso nome e não entregam produtos de qualidade”.

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