João Vieira é suspeito de participar da tortura e do assassinato de Elizeu Cardoso || Foto Redes Sociais
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Um homem de 28 anos foi preso neste domingo (9), em Porto Seguro, no extremo-sul da Bahia, suspeito de participar da tortura e da execução de Elizeu Cardoso dos Santos, de 37 anos. A vítima teria sido submetida a um “tribunal do crime” antes de ser morta, em fevereiro de 2025.

O suspeito foi identificado como João Vieira Filomeno. Segundo a Polícia Civil, integrantes de uma organização criminosa sequestraram Elizeu e o levaram a um imóvel usado para interrogar e punir pessoas. Depois das sessões de tortura, o grupo executou a vítima.

O corpo foi abandonado numa estrada de terra da zona rural de Vera Cruz, distrito de Porto Seguro. A área é apontada pelas investigações como local usado por criminosos para ocultar cadáveres. Elizeu apresentava lesões compatíveis com espancamento.

A principal hipótese para a motivação do crime envolve dívidas relacionadas ao tráfico de drogas. As investigações indicam que Elizeu consumia entorpecentes e também distribuía drogas para sustentar o próprio consumo. Outra linha apura se ele descumpriu regras impostas por uma facção criminosa.

João Vieira Filomeno foi encaminhado à 1ª Delegacia Territorial de Porto Seguro e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil continua as investigações para identificar outros envolvidos e esclarecer a participação de cada suspeito no homicídio.

O caso motivou a Operação Zona de Desova, deflagrada em março deste ano. Na ocasião, uma mulher de 45 anos foi presa no bairro Baianão, enquanto outro mandado foi cumprido contra um homem de 27 anos, já custodiado no Conjunto Penal de Eunápolis. Dois jovens de 18 anos também foram presos em flagrante por tráfico de drogas durante a ação. Com G1.

Cemitério clandestino é localizado em matagal || Foto SSP/ MP-BA
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Uma operação policial descobriu, nesta quarta-feira (28), um cemitério clandestino no povoado de São João do Monte, conhecido como Montinho, no município de Itabela, no extremo-sul da Bahia. Na área foram encontradas, pelo menos, três ossadas humanas. Os restos mortais foram recolhidos pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT).

As Polícias Militar e Civil, junto com o Ministério Público da Bahia (MP-BA, vão prosseguir com as diligências para tentar localizar, recuperar e identificar outras possíveis vítimas. Além disso, as investigações seguem em busca de outros locais que possam servir como cemitério clandestino em outras áreas no município de Itabela.

Cemitério do crime é encontrado em Itabela || Foto MP-BA/SSP

Elementos colhidos durante as investigações decorreram da ação policial deflagrada em 20 de janeiro, quando foi identificada a área de mata fechada que estaria sendo utilizada para a ocultação de cadáveres. Levantamentos preliminares indicavam a possibilidade de existência de, pelo menos, 10 corpos enterrados clandestinamente, possivelmente vítimas de execuções atribuídas ao chamado “tribunal do crime”.

A operação desta quarta-feira foi deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco Sul), em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio das Polícias Civil e Militar.

Jornalistas tornam-se réus em processo sobre esquema do pix
Tribunal do Júri condena integrantes do "tribunal do crime" || Foto Divulgação
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O Tribunal do Júri da comarca de Salvador condenou dois integrantes de uma facção criminosa com atuação nacional a mais de 31 anos de prisão. Ueverton da Cruz Souza, o “Tubarão”, foi punido com 33 anos e quatro meses de detenção e o comparsa dele, Carlos André dos Santos Silva, o “Carlinhos”, acabou condenado a 31 anos e um mês de prisão.

“Tubarão” e “Carlinhos” foram condenados pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, roubo majorado e associação criminosa. De acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), os dois executaram cruelmente um trabalhador no subúrbio de Salvador,em dezembro de 2021. Além disso, divulgando imagens do crime nas redes sociais.

Os promotores de Justiça Andrea Lemos, Davi Gallo e Mirella Barros realizaram a acusação e sustentaram que, na noite do dia 4 de dezembro de 2021, os réus e comparsas invadiram a casa de José Mário Ribeiro Boaventura portando armas de fogo.

Eles trancaram as pessoas que estavam no local no banheiro, roubaram televisores, aparelho de som, micro-ondas, liquidificador e dinheiro, e levaram José Mário para um matagal, onde foi executado “de forma atroz”. O Júri foi presidido pelo juiz Paulo Sérgio Barbosa de Oliveira.

Joanderson e Joalison foram mortos por bandidos em Olivença, em Ilhéus
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Um grupo armado sequestrou três homens de uma mesma família, em Olivença, em Ilhéus, e os levou para uma área de mata fechada, onde foi promovido o julgamento pelo chamado tribunal do crime, segundo investigações da Polícia Civil. As vítimas dos bandidos foram identificadas como Joilson Moreira, de 40 anos, o filho Joanderson Santana Moreira, de 18 anos, e o sobrinho Joalisson Moreira Mendes, 22, moradores de Barro Preto, a 30 quilômetros de Itabuna.

De acordo com as investigações, os três homens estavam em Olivença para passar a virada de ano e foram sequestrados por, pelo menos, sete criminosos armados no último final de semana. Os bandidos efetuaram vários disparos contra os jovens, que não resistiram. Encontrados na manhã desta terça-feira (3), os corpos foram levados para o Departamento de Polícia Técnica de Ilhéus.

Joilson Moreira sobreviveu ao fingir-se de morto. Depois que os criminosos deixaram o local, ele saiu em busca de socorro e foi levado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) para o Hospital Regional Costa do Cacau, em Ilhéus. Joilson Moreira narrou terem sido levados para um local de mata fechada em Olivença, de onde um dos criminosos conversava com alguém que determinou a punição.

Joilson Moreira teria relatado também que os bandidos acessaram as mensagens no celular do sobrinho e teriam encontrado informações relacionadas ao tráfico de drogas. A partir daí, eles começaram a sessão de espancamento e, depois, feitos os disparos. Disse ainda que ele e o filho nunca tiveram envolvimento com o crime.