Refugiados venezuelanos buscam apoio em Itabuna || Foto Ascom PMI
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A situação dos imigrantes venezuelanos que estão em busca de refúgio em Itabuna será tema de um encontro virtual, com a participação de representantes de municípios do sul da Bahia, nesta quarta-feira (1º), a partir das 14h. A prefeitura de Itabuna busca apoio para manutenção dos refugiados do regime ditatorial comandado por Nicolás Maduro.

Itabuna recebeu, recentemente, dois grupos da comunidade indígena Warao. Eles chegaram ao município do sul da Bahia no dia 5 deste mês de outubro, quando desembarcaram na Estação Rodoviária. São 18 adultos e 34 crianças que foram alojadas em um espaço público cedido pelo Governo do Estado.

Boa parte está em situação irregular. “Do grupo que está na cidade, apenas um tem documento de refugiado, enquanto o outro segue em processo com o apoio da Polícia Federal”, afirmou o secretário de Promoção Social e Combate à Pobreza de Itabuna, Josué Brandão Júnior.

O secretário explicou que um dos objetivos da reunião virtual desta quarta-feira é conhecer melhor os venezuelanos. “Além disso, dentro do que prevê os direitos humanos e internacionais, assegurar apoio para essas pessoas que fugiram de seu país por questões econômicas e políticas”, afirmou Josué Brandão.

O encontro desta quarta-feira foi sugerido pelo Núcleo de Apoio a Migrantes e Refugiados, da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A iniciativa conta com o apoio da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA), contará com a participação de representantes do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), que tem uma coordenação voltada para comunidades refugiadas.

COMITÊ INTERSETORIAL

No dia 19 passado foi publicado pelo prefeito Augusto Castro (PSD) um decreto que cria o Comitê Intersetorial para Migrantes ou Refugiados com a finalidade de desenvolver, implantar, executar, subsidiar, monitorar e avaliar as políticas públicas voltadas a esse público em conformidade com as políticas nacionais pertinentes.

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Pessoas que estavam no Terminal Rodoviário de Itabuna, no sul da Bahia, na manhã de segunda-feira (29), revoltaram-se com a ação de um grupo de imigrantes venezuelanos que tentavam vender seus filhos para comprar passagens de ônibus.

Em uma denúncia, feita por áudio que circula nas redes sociais, um homem que diz ter presenciado o fato afirma que as crianças eram oferecidas por R$ 100 cada. A Polícia Civil, no entanto, negou que o grupo tenha oferecido as crianças em troca de dinheiro. Testemunhas filmaram o momento em que assistentes sociais chegaram até as crianças.

De acordo com o Conselho Tutelar do município, inicialmente, duas famílias de indígenas venezuelanos da etnia Warao desembarcaram na rodoviária de Itabuna, vindas de Jequié, e tinham como destino final a cidade de Vitória, no Espírito Santo, onde teriam uma oportunidade de emprego. A oferta ilegal das crianças tinha como objetivo arrecadar dinheiro para a compra das passagens, mas, de acordo com o Conselho Tutelar, o grupo só queria gerar comoção para conseguir doações.

“Eram três crianças. Infelizmente diziam estar vendendo, mas subentendo que tenha sido a fim de comover a população. Porque de fato eles são muito protéticos com a prole”, explicou a conselheira tutelar Joelma Gonçalves dos Santos, que atendeu o caso.

A conselheira acompanha o caso de imigrantes venezuelanos no município desde abril do ano passado, quando o primeiro grupo desembarcou em Itabuna. “Ocorre que esses venezuelanos estavam na cidade desde esse período relatado, havendo rodízio de pessoas, mas aqui ficaram estabelecidos por todos esses meses. A Secretaria de Assistência Social deu suporte e eles foram abrigados em uma casa que denominamos de ‘Abrigo dos Venezuelanos’. Nesse abrigo eles tiveram todo o suporte necessário para a sobrevivência, além de amparo médico e legal”, relatou Joelma.

Contudo, o grupo manifestou o desejo de ir embora do abrigo e partiram para Jequié, no sudoeste. De lá, eles migraram para Teixeira de Freitas e uma parte ainda partiu para Vitória, no Espírito Santo.

EM BUSCA DE DINHEIRO

Segundo a conselheira tutelar, alguns remanescentes que ainda estavam em Jequié e pretendiam chegar a Teixeira de Freitas – para depois seguirem para o Espírito Santo – foram para Itabuna em busca de dinheiro para prover as passagens.

Com os relatos sobre a tentativa de venda das crianças, o conselho tutelar e a polícia foram acionados. Após o atendimento das famílias, a Secretaria de Assistência Social de Itabuna arcou com as custas das passagens de ônibus para Vitória (ES) e todos os imigrantes embarcaram às 17 horas desta segunda.

“O primeiro grupo que chegou pela manhã foi de seis pessoas, à tarde chegaram mais 14 e todos foram embarcados”, explicou a conselheira. Antes do embarque, todos foram alimentados. As crianças também viajaram com seus respectivos pais. Do Correio 24h.