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O prefeito de Uruçuca, Moacyr Leite Júnior, comentou nesta quinta-feira (25) sentença do juiz Daniel Álvaro Ramos que determina o afastamento dele do cargo por improbidade administrativa. Segundo o gestor, o processo se deu porque, em 2012, último ano do seu mandato anterior, a prefeitura teria que ter repassado o duodécimo à Câmara de Vereadores até o dia 20 de dezembro. Devido a dificuldades econômicas, ele comunicou à direção da Câmara que efetuaria o repasse em 28 de dezembro daquele ano. Moacyr diz que, à época, governava sem apoio dos governos estadual e federal.

De acordo com o prefeito, os vereadores da época, “possivelmente orientados pelo futuro procurador do Município, que tomaria posse no primeiro dia do ano seguinte, ingressaram com pedido de bloqueio do recurso. O pedido, afirma, foi feito sob a alegação de que, como havia perdido a eleição, poderia terminar o ano e não efetuar o pagamento do duodécimo. O recurso foi bloqueado e pago a câmara no dia 28, conforme havia sido acordado.

O prefeito ressaltou que agora é um momento político e que interessa às oposições esses fatos, mas que, apesar de estar com os esforços e pensamentos direcionados a combater a pandemia do coronavírus, vai recorrer da decisão. “Nosso jurídico já está tomando as providências. A decisão é em primeira instância. Portanto, continuo no cargo, lutando para conter essa praga que nos assola [coronavírus] e trabalhando em prol da população”, disse.

Moacyr diz que está tranquilo em relação ao processo. “Não houve dolo e nem beneficiamento pessoal. Só estranho, que, em um momento como esse, um juiz, quase oito anos depois, dê essa sentença. A oposição, que nada fez pelo município, tenta, desta forma, prejudicar a imagem de uma gestão séria e comprometida”, afirmou o prefeito de Uruçuca.

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