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O fogo que destruiu o seu “ganha-pão” foi o mesmo que acabou lhe expondo a outra vida, outras pessoas e outra forma de “apresentar” a vida aos filhos!

Manuela Berbert || manuelaberbert@yahoo.com.br

Eu certamente não vou me lembrar da história exata, porque escutei há alguns anos, mas vou tentar resumir. Recém-formada, trabalhando em uma agência de marketing promocional em Salvador, viajava bastante para eventos institucionais. Sempre conversadeira, ia acumulando pessoas e causos.

Era convenção de uma grande empresa na Costa do Sauípe, e lá passei praticamente uma semana, entre montagem e desmontagem de stand do cliente, e acompanhamento do evento. Circulando, conheci um senhorzinho que me resumiu o seguinte: ele tinha uma padaria relativamente pequena e dali sustentava sua família e o status de empresário. (Vale lembrar que Empreendedor é um termo mais atual!) Um dia, ele teria sido surpreendido com a pequena padaria em chamas. O fogo teria destruído tudo! Tudo mesmo! Recomeçar seria uma opção, se ele pudesse, mas nem dinheiro para isso tinha!

Arranjar um emprego seria o mais prudente naquele momento, mas com a idade um pouco avançada, ele teria conseguido apenas uma vaga para vender um determinado produto, de porta em porta. E assim o fez. Alguns anos depois, estava ali, sentado naquele stand, tomando sorvete (todo dia eu ia lá filar um sorvetinho), enquanto me falava dos filhos, que eram, naquele momento, grandes empresários e estavam ali como tal.

A mudança e reconstrução não me impressionaram, até porque amo biografias e já li milhares assim! O que nunca esqueci foi ele me dizer que se o fogo não tivesse destruído sua pequena padaria, talvez ele não tivesse a oportunidade de se orgulhar dos seus. O fogo que destruiu o seu “ganha-pão” foi o mesmo que acabou lhe expondo a outra vida, outras pessoas e outra forma de “apresentar” a vida aos filhos!

Obs: O stand era de uma marca de móveis nacionalmente conhecida, o sorvete era apenas um receptivo e meu companheirinho estava em Sauípe praticamente a passeio! Feliz de mim que pude conhecê-lo!

Manuela Berbert é publicitária e especialista em Marketing de Conexões.

Entre as vítimas da Covid-19 em Ilhéus está o radialista Néo Bastos|| Foto José Nazal
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O radialista e suplente de vereador Néo Bastos faleceu na madrugada desta quinta-feira (30) em Ilhéus, informa o site Jornal Bahia Online. O comunicador foi internado na UTI do Hospital de Ilhéus, no dia 14 de junho, por causa de complicações da covid-19. Deixou o hospital nove dias depois e estava fazendo fisioterapia em casa.

Ele voltou a se sentir mal na noite de ontem. Chegou ao hospital ainda andando, mas não resistiu, como informa o jornalista Maurício Maron, do JBO. A suspeita é de que sofria embolia pulmonar. Néo ainda estava debilitado por causa da covid-19, mas era disciplinado no tratamento.

“Néo, uma das figuras mais meigas na vida pública de Ilhéus, morreu por volta de uma e meia da madrugada. A voz do “Catedrático”, como era conhecido nos meios esportivos, se calou. Ilhéus perde uma figura amável que vai deixar saudade”, escreveu o jornalista.

Confira a íntegra no Jornal Bahia Online

Comércio de Itabuna voltará a abrir aos sábados, conforme decreto
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O desembargador Raimundo Sérgio Sales Cafezeiro, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), concedeu efeito suspensivo contra decisão de primeira instância e autorizou, na noite de ontem (29), a reabertura das atividades consideradas não essenciais do comércio de Itabuna.

Com isso, o município poderá voltar à fase dois do plano de flexibilização do comércio, que havia sido reaberta no dia 9 e foi suspensa na última terça (28), por decisão do juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Itabuna, Ulisses Maynard Salgado, após pedido do Ministério Público Estadual (MP-BA).

A Prefeitura de Itabuna entrou com recurso contra a decisão do magistrado da Comarca de Itabuna. Ainda ontem (29), entraram em operação mais oito leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base de Itabuna, conforme anúncio feito pelo Município.

Na concessão do efeito suspensivo, o desembargador Raimundo Sérgio Sales Cafezeiro anotou: “Ao que transparece, o Município não está sendo precipitado, nem leviano nas medidas que estão sendo tomadas, havendo uma conjugação entre a necessidade de imprimir um fôlego à economia, sem que se negligencie a saúde da sua população”.