Ilhéus segue com redução de casos diários de Covid-19|| Foto José Nazal
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De acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), divulgado na noite deste sábado (8), Ilhéus não registrou nenhum óbito em decorrência do novo coronavírus nas últimas 24 horas. O município tem 165 mortes causadas pela doença.
Além de não ter novos óbitos de ontem para hoje, o número de curados da Covid-19 em Ilhéus saltou de 3.197 para 3.270. Ou seja, mais 73 pessoas entraram para lista de ilheenses que venceram a doença, segundo a Sesau. O município contabiliza 354 pessoas com os sintomas da doença em isolamento.
Ilhéus tem 59 pessoas internadas em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). De acordo com a Sesau, há seis leitos disponíveis para pacientes Covid-19. Existem 287 pessoas aguardando o resultado do exame.
Pedro morreu. É mais uma grande perda em 2020, mas sua mensagem profética está eternizada: “Malditas sejam todas as cercas que nos impedem de viver e de amar”(…). E “na dúvida, fique do lado dos pobres”.
Aldineto Miranda || erosaldi@hotmail.com
Casaldáliga era catalão de origem, e escolhe a América Latina para ser seu “chão” em 1970, em plena ditadura militar. Torna-se bispo em São Félix do Araguaia (Mato Grosso) e lá intensifica sua caminhada apostólica de opção pelos pobres.
Um bispo diferente. Dispensa a mitra (utilizada pelos pontífices) e a troca por um simples chapéu de palha. No seu dedo a sua opção preferencial pelos pobres é simbolizada pela utilização do anel de tucum ao invés do tradicional anel de ouro. Em sua vida, lutou contra todas as formas de opressão defendendo em especial os direitos dos povos indígenas; denunciou também o trabalho escravo, a colonização, as várias formas de opressão, sempre mantendo vivo o lema: “nada possuir, nada carregar, nada pedir, nada calar, e, sobretudo, nada matar”.
Pedro, como gostava de ser chamado, afirmava que ser cristão era dividir, e lutar por uma sociedade justa e igualitária. Quando em entrevista ao Roda viva o questionam se ele era contra os ricos, ele afirma que a mensagem de Cristo era clara: o Pai nosso deveria reverberar em pão nosso também. Não que fosse contra os ricos, mas era a favor de uma sociedade em que não existissem nem ricos nem pobres, mas que todos tivessem iguais oportunidades e recursos e que todos pudessem ter dignidade.
Numa época que presenciamos os direitos dos povos indígenas sendo vilipendiados, o desrespeito para com a mãe terra, a Pachamama, como a terra é chamada no Peru e em outras partes da América Latina, em que estamos diante de uma pandemia que já ceifou a vida de 100.000 no Brasil, pessoas principalmente pobres, num momento em que também são noticiados vários casos de racismo e de discursos autoritários e preconceituosos. Nesse panorama social, o Casaldáliga é uma luz para o Brasil e toda a América Latina, um exemplo de vida e de verdadeira humanidade, um exemplo daquele que buscou viver a mensagem de Cristo e de como deveria ser um verdadeiro cristão.
Em um momento em que a religião virou barganha, numa teologia da prosperidade egoísta e alienante, o Bispo dos Pobres nos mostra que o reino de Deus se manifesta no engajamento em prol da libertação do povo oprimido, daqueles que são marginalizados por àqueles que seja por sua posição econômica e/ou política se colocam como superiores.
Casaldáliga nos mostrou que Cristo está na mulher agredida, na prostituta desconsiderada, na criança abandonada, nos povos indígenas que são assassinados, no povo negro que sofre com o racismo e a violência cotidianamente, e no povo pobre que labuta dia-a-dia pela sua sobrevivência.
Pedro morreu. É mais uma grande perda em 2020, mas sua mensagem profética está eternizada: “Malditas sejam todas as cercas que nos impedem de viver e de amar”(…). E “na dúvida, fique do lado dos pobres”.
Aldineto Miranda é professor de Filosofia do Instituto Federal da Bahia (IFBA).
Itabuna confirma mais cinco mortes causadas pelo coronavírus|| Foto Pedro Augusto
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Com mais cinco mortes de ontem para hoje, o número de óbitos causados pela Covid-19 em Itabuna saltou de 141 para 146. Do total de pessoas que não resistiram a doença no município do sul da Bahia, 23 morreram nesta semana, entre domingo (2) e este sábado (8), segundo boletins epidemiológicos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Nesse período, o número de casos confirmados de novo coronavírus passou de 5.720 para 6.348. Foram 628 infectados a mais nesta semana, conforme dados da SMS. Nas últimas 24 horas foram mais 157 que receberam o resultado positivo para o vírus.
Itabuna registra, hoje, 20.431 notificações de casos suspeitos de Covid-19, com 13.780 descartados, 3.345 pessoas se recuperando da doença e 2.857 curados. Há 97 pessoas aguardando resultado do exame. O município tem 51 pacientes internados em enfermaria, 29 em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 4 em leitos de unidade semi-intensiva.
Danilo Santana é acusado de ser líder do esquema de pirâmide financeira
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O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nefi Cordeiro negou habeas corpus a Kelliane Santana, esposa de Danilo Santana, criador da D9 Clube de Empreendedores, apontada como pirâmide financeira de bitcoins. Os dois estão foragidos e são acusados de ocultação de bens e associação criminosa.
Segundo a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), a D9 Clube funcionava estritamente como uma pirâmide financeira, modelo comercial ilegal no qual os acusados incentivavam as vítimas a se associarem e investirem valores com a promessa de rendimentos de 33% ao mês. Com a expansão da base, aqueles que estavam no topo da pirâmide rapidamente obtiveram lucros.
Entretanto, quando o recrutamento de novos participantes parou, os pagamentos aos investidores foram suspensos; as contas da empresa, zeradas; e o líder, Danilo, saiu do país. De acordo com o MP-BA, mais de R$ 200 milhões foram movimentados.
PRISÃO PREVENTIVA
A prisão preventiva do casal foi ordenada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). A defesa da mulher argumentou ao STJ que não teria sido indicado nenhum ato concreto praticado por ela para justificar a prisão, não havendo descrição da suposta conduta delitiva de forma individualizada e fundamentada.
O ministro Nefi Cordeiro, relator do pedido, explicou que, mesmo sendo excepcional, a prisão cautelar antes do trânsito em julgado da sentença condenatória é legal quando baseada em elementos concretos, nos termos do artigo 312 do Código de Processo Penal (CPP).
A atriz baiana Francisca Xavier Queiroz de Jesus, ou simplesmente Chica Xavier, morreu aos 88 anos, no Rio de Janeiro, em decorrência de um câncer no pulmão, descoberto em estágio avançado. Na última quarta-feira (5), ela foi internada com um quadro de desconforto respiratório contínuo.
Uma precursora, símbolo de gerações de atrizes e atores negros, de representatividade, que trazia em cada cena ou fala traços latentes de baianidade. Nunca negou a origem. Um sorriso inconfundível, que bastava ser visto uma vez para não mais esquecer.
Atriz baiana fez vários papéis
PAPÉIS
Conhecida por papéis emblemáticos e que marcaram a memória afetiva do público na TV, no cinema e no teatro, Chica Xavier mudou-se para o Rio de Janeiro em 1953, aos 21 anos, com o sonho de se aprofundar na arte. O companheiro de uma vida foi o também ator Clementino Kelé, com quem no último mês de julho completou 64 anos de casada.
Começaram este matrimônio justamente em 1956 que encenaram a primeira peça de suas carreiras: “Orfeu da Conceição”, de Vinícius de Moraes. Recentemente, em uma entrevista, ela foi simples e direta sobre a relação com o marido: “Sou Chica Xavier, mas mais do que isso, eu sou Chica de Kelé”. A união gerou três filhos – Christina, Izabela e Clementino Junior – e três netos – Ernesto Junior, Luana Xavier e Oranyan. Saiba mais sobre a atriz em leia mais.
A pandemia do novo coronavírus tem provocado diferentes tipos de reações e, infelizmente, até elevado o número de pessoas depressivas no mundo inteiro. Para não fazer parte do grupo dos que não estão sabendo enfrentar esse momento difícil, muita gente recorreu ao humor. Esse foi o caso do itabunense Breno Santos, de 39 anos.
Cansado de ficar sem ter o que fazer por causa do isolamento social, há pouco mais de um mês teve a ideia de começar imitar fugiras conhecidas e até folclóricas do sul da Bahia. Ele fez várias imitações, mas caiu no gosto da galera com o personagem “Fernando Cuma”. Não demorou para seus vídeos se espalharem pelos grupos de WhatsApp.
O personagem não incomodou Fernando Gomes, o “Cuma”, como também é conhecido o prefeito de Itabuna por causa da pouca intimidade com a Língua Portuguesa. Isso porque o outro “Cuma” não surgiu para denegrir a imagem do verdadeiro.
O novo “Cuma” apareceu para divertir os milhares de seguidores. Você entenderá melhor essa história nas próximas horas, quando o PIMENTA publicará uma entrevista exclusiva com o personagem e também com o humorista. O vídeo será publicado logo mais. Aguarde.
As unidades das indústrias Nestlé e Barry Callebaut em Itabuna tiveram, ao menos, 21 trabalhadores com resultado positivo para o novo coronavírus (Covid-19), segundo levantamento feito pelo Sindicacau e SindAlimentação. De acordo com as entidades sindicais, a Nestlé já teve 12 infectados pela doença dentre os 230 funcionários. Já a Barry Callebaut, teve 9 positivados dentre os 450 efetivos e terceirizados.
Luiz Fernandes, do Sindicacau, e Danilo César, do SindAlimentação, afirmam que, apesar dos resultados, as duas empresas adotaram medidas insuficientes para o controle de disseminação da doença. Os dois sindicalistas defendem que todos os funcionários sejam testados.
Por enquanto, segundo os sindicalistas, a única medida adotada pelas empresas é a aferição de temperatura dos trabalhadores. A representação dos funcionários também denuncia aglomerações no uso do restaurante e da área de lazer das duas empresas.
“Enquanto convivemos com o descontrole da disseminação do novo corona vírus em Itabuna, cabe as empresas adotar as medidas de controle e acompanhamento da saúde dos trabalhadores que são amplamente difundidas pelas autoridades sanitárias, para a preservação da vida, sob pena de responsabilização, inclusive criminal”, disse Fernandes, que diz ter encaminhado a denúncia para a Vigilância Epidemiológica de Itabuna.
Uma testagem em massa na Câmara de Vereadores de Itabuna identificou 17 pessoas com diagnóstico positivo para o novo coronavírus. No total, a Vigilância Epidemiológica testou 112 pessoas, entre vereadores e servidores do legislativo itabunense. Foram aplicados testes rápidos. Dentre os que testaram positivo, está o presidente da Casa, Ricardo Xavier.
A Câmara adotou o sistema remoto para sessões, mas parte do funcionalismo já havia retornado ao trabalho, principalmente após o fim do recesso legislativo. O presidente da Casa disse que pretende continuar trabalhando de forma remota, pelos próximos 15 dias, pois está apresentando sintomas leves da doença.
“A permanência das reuniões com o auxílio da tecnologia foi a maneira encontrada, pouco após o início da pandemia, para dar sequência às atividades dos edis. Além de buscar a proteção da equipe que atua na Câmara, nas mais diferentes funções”, informa o legislativo por meio de nota.
Se eu agora pago essa mensagem os maledicentes, inimigos de Ariston, vão dizer que eu comprei a opinião dele. Isso será péssimo, pois as pessoas vão achar que o Diário da Tarde não é mais independente. E eu defendo, como ele sabe, a imprensa independente…
Antônio Lopes || abcdlopes@gmail.com
Antônio Olímpio fez em Ilhéus, de 1976 a 1981, o que se chamou Governo da Renovação: substituiu João Lyrio, um prefeito discreto, que, como se diz, chegou mudo e saiu calado. O que em João Lyrio parecia ausência de vocação para o cargo, encontrou em AO (aos 45 anos, advogado e professor) o oposto: vontade de mudar a cidade, transformar, sacudir a poeira do marasmo. Urbanizou ruas, construiu uma nova Central de Abastecimento, transferiu a grande feira de Ilhéus da Dois de Julho para o Malhado, atualizou a legislação sobre uso do solo, doou ao município o velho “Cine Theatro Ilheos”, então patrimônio da família Rhem.
Esse dinamismo como prefeito lhe amealhou popularidade e reconhecimento bastantes para eleger-se deputado estadual, com mandato de 1983 a 1986. Na ALBA (em tempo anterior a esta mania das siglas), teve atuação notável: foi presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural e titular das Comissões de Turismo, de Minas e Energia, de Ciência e Tecnologia, de Saúde e Saneamento e de Empreendimento Social, dentre outras.
AO teve seu tempo sabático, voltou à pescaria, à culinária e ao papo com os amigos, três passatempos que o identificam, retornando aos palanques só no começo dos anos noventa, quando se elegeu, outra vez, prefeito de Ilhéus para o período de 1993 a 1996, e logo levou seus admiradores a uma indagação machadiana: “Mudaria Antônio Olímpio ou mudamos nós?”
O fato é que o novo AO não tinha o mesmo ímpeto do primeiro mandato: mostrava-se desmotivado, sem “apetite” para o exercício da função. Aparecia (quando aparecia) nas solenidades oficiais com evidente tédio. Mal comparando: um João Lyrio intelectualizado, verve em dia, ironia à flor da pele, pronta pra ser sacada contra os críticos. Ia mal a administração, os problemas se acumulavam. Um deles, as muriçocas, que infernizavam, em zumbidos e picadas, a vida do ilheense.
Certa feita, o delegado regional Luís do Amaral Carneiro, com ares de autoridade, interpelou AO, de público: “Não é possível continuar desse jeito, com as muriçocas me chupando a noite inteira!” Foi mal. A resposta de AO, em alto e bom som, imprópria para ouvidos pudicos, bendizendo a sorte que o Dr. Luís tinha, naquela idade etc., fez do bravo delegado um inimigo, por muitos dias.
Tempos depois, descontraídos entre copos de cerveja, Carlos Farias, amigo de longa data, levantou a indagação famosa. “O que mudou entre um mandato e outro?”
– O dinheiro – responde AO, sem pestanejar. E explica que, na primeira gestão, o programa chamado Caritas “municiou” a Prefeitura de Ilhéus. Na segunda, os cofres estavam vazios o tempo inteiro. Elementar, meu caro Farias: Sem dinheiro, não há administrador que preste…
Pra terminar: na segunda gestão de Antônio Olímpio, o Diário da Tarde estava em mãos de Ariston Cardoso – advogado (primeira turma de Fespi), ex-prefeito (Arena) e crítico do prefeito – e num dia sim, no outro também, estampava títulos nada lisonjeiros ao chefe do executivo. AO, na dele, engolia tudo, adotando a filosofia de que “o bom cabrito não berra”. Num 28 de junho, Dia da Cidade, quando o jornal aproveitava pra faturar uma publicidade extra em forma de saudação oficial aos munícipes, vai um desavisado representante do DT procurar o prefeito, com a proposta de “uma mensagem de página inteira por apenas…” AO, com toda a educação de que é portador, fez entrar o sujeito incauto, deu-lhe cafezinho, saudou-o no “como vai, como passou”, “a quantas anda o preço do cacau”, elogiou a iniciativa das mensagens, descontraiu o homem e exarou a sentença, final e irrecorrível:
– Por favor, diga a Ariston que eu gosto muito dele e do Diário da Tarde, mas não posso autorizar esta despesa. Sinto muito por isso.
– !!!
– É que o jornal bateu em mim o tempo todo. Se eu agora pago essa mensagem os maledicentes, inimigos de Ariston, vão dizer que eu comprei a opinião dele. Isso será péssimo, pois as pessoas vão achar que o Diário da Tarde não é mais independente. E eu defendo, como ele sabe, a imprensa independente…