Urubus devoram bagre em praia de Ilhéus || Foto Pimenta
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Na manhã deste sábado (25), quem percorreu trechos do litoral norte de Ilhéus, possivelmente, deparou-se com uma cena comum, mas que merece atenção: bandos de urubus se banqueteando com bagres na faixa de areia.

Por ter pouco valor comercial, essa espécie de peixe costuma ser dispensada por pescadores. Feridos pelas redes e lançados no mar, os peixes morrem e são levados pela maré até a costa, onde viram alimento para urubus e outros animais detritívoros.

Além da poluição ambiental, os restos mortais dos bagres escondem perigo para as pessoas que caminham descalças na areia, pois os ferrões desses peixes são afiados e, quando ferem a pele, podem causar inflamação grave. Por isso, mesmo a remoção das carcaças da praia exige cuidado e deve ser feita com equipamentos adequados.

2 respostas

  1. Muito respeitosamente ao Pimenta Blog, venho dizer que a ideia de pescadores estarem jogando esses peixes fora me causa bastante estranheza. Por vários motivos: 1 – peixes sem valor comercial, em geral, servem para o consumo, seja dos próprios pescadores ou de outras pessoas das comunidades.; 2 – pescadores em geral, historicamente, convivem com pouco ou nenhum respaldo do Estado, o que sempre gerou uma vulnerabilidade social bem grande ao público envolvido na atividade (lembrando que mais da metade dos brasileiros hoje convivem com a insegurança alimentar). 3 – na zona central e sul da cidade acontece a mesma pesca da zona norte e, até onde a reportagem relata, a ocorrência desses peixes se concentra no norte da cidade. E 4 – atualmente tá sendo construído o porto sul no norte da cidade. Essa é uma obra enorme e que em seu próprio licenciamento ambiental (processo que ignorou completamente a cultura pesqueira local) foi constatado que sua construção ocasionaria mais de 50 impactos ambientais negativos graves e irreversíveis na região. Será que esses peixes foram mesmo mortos pelos pescadores ou apontá-los como responsáveis pela situação (sem a reportagem apontar indícios do fato, aliás) é só mais uma faceta da tendência do nosso inconsciente enquanto sociedade ao racismo ambiental?

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