Confira dicas para lidar com emoções da Copa
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A Copa do Mundo, que chegou hoje (23) ao seu quarto dia de jogos no Catar, costuma influenciar as emoções dos brasileiros. Nesta época, assim como em todas as vivências que compartilhamos, as emoções são estimuladas pelos jogos e estão associadas ao temperamento, à personalidade e às motivações dos sujeitos.  “A dica é cuidar da mente e no momento da alegria ou tristeza, não levar aos extremos”, aconselha o psicólogo Gabriel Nery Matos.

A disputa do mundial mobiliza afetos, acrescenta o especialista. “Como os brasileiros consideram o futebol importante, o acontecimento acaba gerando um significado particular e movimentando as emoções das pessoas”.

Para Gabriel, a periodicidade de quatro anos entre uma Copa e outra tende a suscitar emoções mais fortes. “A ideia é não deixar que o sentimento vire uma euforia, que seria uma alegria deturpada, nem que uma eventual derrota cause uma espécie de tristeza adoecida ou melancolia. O importante é ter a saúde como uma forma de equilíbrio”, aconselhou.

A tensão experimentada por algumas pessoas, continua Gabriel Matos, pode desencadear repercussões fisiológicas e até adoecimento. Nesse caso, pacientes cardíacos ou hipertensos podem ter sintomas de arritmia. “E até mesmo uma parada cardíaca devido à liberação de alguns hormônios que acabam circulando no corpo em situações de extremo estresse”, complementou.

AUTOCONTROLE

Professor de Psicologia da Rede UniFTC, Gabriel Mota alerta para uma estratégia importante que ajuda a combater situações negativas. “É preciso ter autocontrole e cuidar da saúde, reposicionando o sentido dos jogos. Algumas pessoas se sentem frágeis em contextos de competitividade, e o fato de levar um gol pode ser uma ofensa ou agressão com a sua própria identidade. Então, caminhar para o ajustamento emocional é essencial”, explicou.

O professor dá outra dica que pode ajudar no controle de eventuais riscos à saúde. “Assistir a competição entre familiares, amigos ou pessoas de confiança pode gerar mais conforto e uma sensação de momentos mais seguros. Para aqueles mais ansiosos, utilizar estratégias de respiração para lidar com possíveis crises, ou até mesmo não assistir aos jogos, em casos mais sérios”, disse.

Gabriel esclareceu que não enxerga a Copa do Mundo como um evento adoecedor. “Acho que pode ser um momento de vivências emocionais e sentimentais muito importantes, sendo palco para grandes emoções, assim como um bom filme pode ser, e não um causador de impactos diretos com males à nossa saúde”.

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