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O Teatro Candinha Doria, em Itabuna, será o cenário do 3º Encontro de Corais Sul Baianos, neste sábado (26), a partir das 19h. O evento é promovido pela Juventude Interligados e o Ministério da Ação Social da Igreja Batista Teosópolis de Itabuna (Teo), sob a coordenação da musicista Deyse Góes.

A entrada para o evento é um quilo de alimento não perecível, que será destinado ao Mercado Solidário. São 12 corais unidos em uma causa nobre: arrecadar recursos para os projetos sociais da Teosópolis, incluindo o Mercado Solidário, que fornece alimentos e produtos de limpeza para famílias carentes, e a Ceia Solidária, programada para dezembro.

Do encontro participarão grupos de Itabuna, Ilhéus e Coaraci, como o Coral Teosópolis, Coral Juvenil, Coral Amor em Canto, Coral Masculino, Coral Olga Ribeiro e Coral Interligados, da Igreja Batista Teosópolis de Itabuna. Também se apresentarão o Coral Manancial (Igreja Manancial de Itabuna), o Coral Lindinópolis (Igreja Batista Lindinópolis de Ilhéus), o Coral da Primeira Igreja Batista de Itabuna, o Coral PIB de Coaraci, o Coro Jovem da PIB de Coaraci e o Coral Esperança (Igreja Esperança de Itabuna).

Três desses grupos, o Coral Teosópolis, o Esperança e o da Primeira Igreja Batista de Itabuna, são reconhecidos por meio de decreto municipal como patrimônio imaterial e artístico da Cultura de Itabuna.

“Esta será uma excelente oportunidade para apreciar a boa música”, pontua Deyse Góes, maestrina e organizadora do encontro. Coordenador do Ministério da Ação Social da Igreja Teosópolis, Gilson Pinheiro diz que os encontros têm obtido grande sucesso: “Tem sido um momento em que pessoas se reúnem para ouvir música e praticar a solidariedade”, disse.

“Todos estão convidados a participar. A cada ano, o encontro se supera. Será uma grande celebração de louvor a Deus, através de gestos práticos de amor ao próximo e solidariedade, porque o amor que transforma é o amor que faz”, enfatiza Geraldo Meireles, pastor da Igreja Batista Teosópolis.

Empreendimento será erguido diante do Rio Almada || Foto José Nazal
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O Ministério das Cidades publicou a Portaria Nº 1.206/2024, que autoriza investimento de R$ 35.133.480,76 na contratação de moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida em Ilhéus. O valor é vinculado ao residencial Mirante do Almada II, que será construído pela Kubo Engenharia na Avenida Beira-Rio, no Iguape, e terá 228 apartamentos.

Com a retomada do Minha Casa, Minha Vida no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o programa inovou selecionando propostas da iniciativa privada, que adquire o terreno e inscreve o projeto do empreendimento no edital de seleção do Governo Federal. Esse foi o caminho percorrido pela Kubo Engenharia para viabilizar os residenciais Mirante do Almada I e II.

Os dois residenciais serão erguidos na mesma região, na saída do bairro Iguape para as sedes dos distritos de Aritaguá e de Sambaituba, diante do Rio Almada. Ambos já obtiveram o licenciamento ambiental, como informado pelo PIMENTA (veja aqui). A Portaria do Ministério das Cidades, publicada na quinta-feira (24), menciona apenas o Mirante do Almada II (confira a íntegra). Há expectativa de que a autorização para o I, com 240 unidades habitacionais, saia nos próximos dias.

Ministério público pede afastamento e bloqueio de bens de Adriano Mendonça, prefeito de Gongogi
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Do PIMENTA

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) ingressou com ação civil de improbidade administrativa contra o prefeito de Gongogi, Adriano Mendonça, que é acusado de desvio de dinheiro público. Recém reeleito, Adriano foi denunciado à justiça por suspeita de fraudes em licitações e desvio do dinheiro do contribuinte do município do sul da Bahia. Os crimes teriam ocorridos em 2021, com a contratação de uma construtora para execução de serviços de infraestrutura.

Na ação por crime de improbidade, o promotor de justiça Luís Eduardo Souza e Silva pede o bloqueio dos bens do prefeito Adriano Mendonça, a devolução de R$ 1.176.852,00, valor corrigido monetariamente, acrescido de juros; suspensão dos direitos políticos por até 14 anos e pagamento de multa. Além disso, pede que o prefeito de Gongogi fique proibido de ser contratado pelo poder público e de receber incentivos fiscais por 14 anos.

O representante do Ministério Público da Bahia solicitou também o bloqueio dos bens de Geraldo Severino dos Santos Filho, diretor de Planejamento e Engenharia do município, de Gabriela Patrícia dos Santos e da empresa Baruck Engenharia e Serviços. De acordo com o MP-BA, Geraldo é irmão de Gabriela Patrícia, sócia da Baruck Engenharia, que teria sido favorecida na contratação para execução da obra.

“VERDADEIRO CONLUIO PARA FRAUDAR A LICITAÇÃO”, DIZ MP-BA

O promotor de justiça afirma que o prefeito Adriano Mendonça, o servidor público e a sócia da Baruck Engenharia formaram um verdadeiro conluio com objetivo de fraudar o caráter competitivo dos procedimentos licitatórios no município de Gongogi. O trio de suspeitos teria arquitetado a fraude com intuito de se beneficiar e enriquecer ilicitamente às custas do dinheiro do contribuinte, denuncia o promotor.

Conforme o promotor público Luís Eduardo Souza e Silva, os representados nos cargos que ocupam sonegam documentos ao Ministério Público da Bahia e aos órgãos de controle. “Bem como continuam a praticar atos de improbidade administrativa e dilapidar o patrimônio público. Vale ressaltar que os valores das licitações fraudas são de um município de apenas 5 mil habitantes…”, diz a peça enviada à Justiça.

O representante do Ministério Público acrescenta que os supostos processos licitatórios foram ganhos por uma empresa de fechada, que sequer tem endereço no local fornecido. A Baruck Engenharia apresentou endereço na Rua Jamil Rihan, mas nunca funcionou no local indicado, uma rua sem saída, em Gongogi, segundo o MP-BA. A verificação foi feita in loco, no dia 14 de julho de 2023 pelo promotor de justiça Luís Eduardo Souza e Silva, que fez vídeos, fotos do endereço e ouviu moradores.

Essa não é a única denúncia de corrupção contra a gestão de Adriano Mendonça. Na quinta-feira (24), a Polícia Federal deflagou a Operação Infame para cumprir 13 mandados de busca e apreensão. O objetivo é investigar um esquema que teria movimentado mais de R$ 7 milhões. Quanto a ação de improbidade por supostas fraudes, os acusados ainda não se manifestaram obre a denúncia encaminhada à Justiça pelo Ministério Público. O espaço está aberto para as versões dos suspeitos de desvio do dinheiro público. Atualização à 0h37min.