Pataxós acusam estado de agir na ilegalidade || Foto Tiago Miotto/Cimi
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O Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e indígenas pataxós se manifestaram contra a Operação Pacificar, deflagrada nesta semana, no extremo-sul da Bahia, pela Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-BA). Policiais Civis e militares cumpriram 12 mandados de prisão e sete mandados de busca e apreensão contra o Povo Pataxó, na quinta-feira (20), em aldeias no município de Prado.

O Cimi afirmou que policiais revistaram casas e fizeram disparos de arma de fogo durante a ação na Terra Indígena Barra Velha. Helicópteros e 20 viaturas foram empregados na operação. O Cimi também apontou a presença de policiais sem identificação e denunciou que “fazendeiros e pistoleiros” atuaram junto com as forças de segurança pública. “Fizeram uma espécie de varredura, sobretudo em áreas retomadas no entorno do Monte Pascoal”, diz a nota divulgada pela entidade indigenista.

O Conselho, que é vinculado à Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da Igreja Católica, acusa a Secretaria de Segurança Pública do Estado de promover a invasão de casas “sem apresentar mandado [de busca e apreensão]”.

Por meio da página Pataxó News, do Instagram, os indígenas afirmaram que 14 e não 12 pataxós foram presos e denunciaram o desaparecimento de outros 25 membros da etnia originária. Também alegaram que a prerrogativa do emprego da força na região é da Polícia Federal e não das polícias Civil e Militar.

No último dia 11, o pataxó Vitor Braz foi assassinado por pistoleiros dentro da Terra Indígena Barra Velha. No mesmo dia, os pataxós reivindicavam, em Brasília, que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicasse a portaria declaratória de reconhecimento oficial do território indígena.

O OUTRO LADO

O PIMENTA entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia para obter posicionamento sobre as denúncias dos indígenas. A Pasta afirmou que “reforçou as ações preventivas e de inteligência, através da Força Integrada de Combate a Crimes Comuns Envolvendo Povos e Comunidades Tradicionais, buscando ampliar a manutenção da paz no Extremo Sul da Bahia”.

De acordo com a SSP-BA, a Operação Pacificar cumpriu determinações da Justiça. “Todos os procedimentos foram acompanhados por instituições estaduais e federais”.

A Secretaria também informou que o policiamento segue reforçado na região, por tempo indeterminado.

Uma resposta

  1. Que situação!!! Precisamos do marco temporal já…cada UM ….no seu quadrado ou melhor em sua geografia… Para viver em paz!

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