A Prefeitura de Ilhéus tem contas a prestar à Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) sobre o Convênio Nº 398/22, destinado às obras da segunda etapa da cobertura do canal do Malhado, na Avenida Lindolfo Collor, que está parada. O passivo é um legado do governo do ex-prefeito Mário Alexandre (PSD), que licitou o contrato com a AMF Engenharia e Serviços Ltda, em 2022. A empresa abandonou a obra no ano passado.
A prestação de contas pendente desde o governo passado deverá ser feita pela gestão atual, como requisito para a retomada do Convênio com a Conder, empresa pública ligada à Secretaria da Infraestrutura do Estado da Bahia (Seinfra-BA).
No sábado (2), a Prefeitura de Ilhéus informou que o secretário municipal de Infraestrutura e Defesa Civil, Gabriel Andrade, se reuniu, na sede da Conder, em Salvador, com a diretora de Equipamentos e Qualificação Urbanística da empresa, Larissa Dantas de Melo Britto, para tratar da retomada das obras. O deputado estadual Pedro Tavares (UB) também participou da reunião.
“Durante a reunião, foram discutidos o andamento do convênio e os próximos passos para a continuidade da obra. A equipe técnica destacou que já foram identificadas e estão sendo corrigidas algumas irregularidades construtivas, etapa necessária para garantir a retomada integral dos trabalhos”, afirmou a Prefeitura, em nota. O cronograma do trabalho ainda não foi divulgado.
PREJUÍZOS À SOCIEDADE
Originalmente, a segunda etapa da cobertura do canal do Malhado deveria ser entregue em setembro de 2023, com investimento de R$ 10.505.878,93 do Governo do Estado e contrapartida de R$ 784.733,18 da Prefeitura. Após reajuste de 12,73%, em 2024, o valor total subiu de R$11.290.612,11 para R$12.727.427,14.
Com a paralisação das obras e o atraso de dois anos, o maior prejuízo recai sobre os moradores e comerciantes da Lindolfo Collor. No trecho da segunda etapa da cobertura do canal, a avenida foi destruída, o que inviabiliza o acesso de veículos a lojas e residências. O problema também dificulta o acesso à Central de Abastecimento do Malhado, sem falar no cenário de terra arrasada em um dos principais centro comerciais da região.

















