À sombra da Avenida Soares Lopes, que, por anos, monopolizou a atenção do debate urbanístico de Ilhéus, a Avenida Dois de Julho voltou à agenda da administração municipal, que promoveu a demolição dos galpões abandonados do antigo porto, área da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba).
Ao PIMENTA, o prefeito Valderico Junior (UB) afirmou que a revitalização daquele trecho da orla da Dois de Julho deve ser tratada com muita responsabilidade, numa interlocução da Prefeitura com a Codeba e com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU).
Para o gestor, a exemplo do que tem sido feito em vários municípios do país, o investimento na requalificação urbana pode ter como alternativa uma parceria com a iniciativa privada.
“[Você pode] pegar aquela região ali e trazer, nas mãos, quem sabe, de uma PPP [Parceria Público-Privada], para atrair investidores que possam fazer um empreendimento que eleve o Centro da nossa cidade a um outro patamar”, sinalizou. “Isso já é feito em várias cidades. O Parque Ibirapuera, em São Paulo, por exemplo, hoje é administrado por uma PPP”.
É dever da Prefeitura, mesmo diante de obstáculos econômicos, buscar viabilidade para que os moradores e os visitantes de Ilhéus possam desfrutar daquela área, acrescentou o prefeito. “Se o poder público não tem a condição financeira, a população não pode ficar sem a possibilidade de usufruir de um espaço como aquele, um espaço nobre, que tem tanto potencial, inclusive, de desenvolvimento econômico para a nossa cidade”, concluiu.
VILA NATALINA
Ainda no movimento de recuperação da sociabilidade mais intensa na Dois de Julho, em discussão com representações da sociedade civil organizada, a Prefeitura decidiu levar o foco das comemorações do Natal Ilhéus 2025 para aquela avenida, que receberá a Vila Natalina.

















