A Embrapa Mandioca e Fruticultura promove, desta terça-feira (3) a sexta (6), uma oficina sobre produção de mudas de mandioca com sanidade e identidade genética, na sede do Instituto Biofábrica da Bahia, às margens da BA-262, trecho Ilhéus-Uruçuca. A capacitação integra as ações do Termo de Execução Descentralizada Reniva, financiado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e coordenado pela Embrapa.
O curso reúne agentes de assistência técnica e extensão rural, técnicos da defesa agropecuária, maniveiros, viveiristas, representantes de biofábricas, empresários, bolsistas e estudantes. O foco é estruturar a Rede Reniva, que organiza a produção comercial de materiais de plantio de mandioca. A estratégia contempla seis estados do Norte — Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima e Tocantins — e três do Nordeste: Bahia, Alagoas e Paraíba.
A abertura contará com a presença de representantes do MDA, da Embrapa, da Bahiater e do IBB. Para o diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural do MDA, Marenilson Batista da Silva, a iniciativa fortalece a parceria institucional e amplia a oferta de material propagativo com qualidade genética e fitossanitária. Segundo ele, a medida aprimora o sistema produtivo e contribui para a segurança alimentar.
PROGRAMAÇÃO
A programação técnica aborda temas estratégicos para o setor. O pesquisador Saulo Oliveira tratará das principais doenças da mandioca, com destaque para a vassoura-de-bruxa, também chamada de morte descendente. A doença, causada pelo fungo Rhizoctonia theobromae, apresenta alto potencial destrutivo e se dissemina por material de plantio contaminado e ferramentas sem assepsia. Diante do avanço da praga, o Ministério da Agricultura e Pecuária declarou emergência fitossanitária no país.
O engenheiro-agrônomo Herminio Souza Rocha apresentará o método Estiolamento para Produção de Mudas e Miniestacas de Mandioca. A técnica eleva a taxa de multiplicação e preserva a identidade genética das plantas. Durante o evento, a Embrapa também lança uma publicação técnica sobre o método, com orientações consolidadas pelos centros de pesquisa.
A oficina inclui ainda a entrega de uma câmara térmica para uso em termoterapia, técnica que elimina patógenos sistêmicos, como vírus e bactérias. O analista Helton Fleck da Silveira explicará o uso da ferramenta e detalhará práticas como manejo do mato, coleta de folhas para análise de viroses e higienização de instrumentos.
Outros pesquisadores abordarão o manejo integrado de insetos-praga, o processamento de aipim e mandioca brava e sistemas produtivos como plantio direto e fileiras duplas. A programação prevê visita ao Laboratório de Micropropagação Vegetal do Instituto Biofábrica.


















