Pré-candidato à Alba, Magno quer piso salarial baiano acima do nacional || Foto PIMENTA
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O advogado Magno Lavigne afirma que a Bahia tem condições de seguir o exemplo de outros grandes estados do País e estabelecer, em seu território, um salário mínimo acima do piso nacional, que hoje está em R$ 1.621.

“Em São Paulo, o salário é R$ 1.809. Por que a Bahia não pode ter R$ 1.800? Nós chamamos vários economistas, pessoas da universidade, vários técnicos, pegamos o PIB da Bahia, reviramos e chegamos à conclusão de que é possível pagar o salário mínimo baiano de R$ 1.800”, disse o pré-candidato a deputado estadual pela Rede, na sexta-feira (24), em entrevista ao Café IPolítica Podcast.

Com trajetória na luta sindical, Magno disse que, se for mesmo candidato à Assembleia Legislativa e, eventualmente, ocupar uma das cadeiras da Casa, levar a discussão do salário mínimo ao Executivo estadual será o primeiro ato no cargo. Caso a proposta seja debatida e aprovada, o valor do salário baiano seria fixado em um percentual acima do piso nacional, com renovação equivalente a cada ano, acrescentou.

FIM DA ESCALA 6X1

Um dos fundadores da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Magno Lavigne comandou a Secretaria de Qualificação, Emprego e Renda, do Ministério do Trabalho e Emprego, ao longo dos três primeiros anos do atual governo do presidente Lula (PT). Para ele, o chefe do Executivo acertou em aderir à pauta da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, no regime de cinco dias de trabalho por dois de descanso.

“A discussão sobre o fim da escala 6×1 é um acúmulo histórico do movimento sindical brasileiro, de que eu faço parte, sou um dirigente sindical. Também é muito importante a luta feita pela turma do Vida Além do Trabalho, VAT, que conseguiu comunicar [a reivindicação] além da bolha da esquerda”, relembrou.

O debate, avalia, está maduro para aprovação dos parlamentares brasileiros. “O presidente Lula comprou a tese e está correto, e acho que nós temos acúmulo no Congresso Nacional para aprovar essa legislação”. Assista à entrevista na íntegra.

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