Na Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, toda a expectativa estava focada na Seleção Brasileira. Afinal, a equipe conquistara o bicampeonato em 1958 e 1962 e ainda mantinha vários craques daquelas duas façanhas. Mas nem tudo saiu como pretendiam torcedores, comissão técnica e jogadores.
A estreia da Seleção Brasileira foi em grande estilo, com 2 a 0 contra na Bulgária, com gols de Garrincha e Pelé, para a alegria de quem compareceu ao Estádio Goodison Park, em Liverpool. Nessa partida, no entanto, os búlgaros abusaram de faltas nada amistosas e isso custou o desfalque de Pelé no confronto seguinte do Brasil, contra a Hungria. Essa ausência pesou muito para o Brasil.
Logo com 2 minutos de jogo, a seleção europeia abriu o placar. A Seleção Brasileira, comandada por Vicente Feola, conseguiu reagir e empatou, com Tostão. Mas o futebol-força da Hungria prevaleceu na maior parte do tempo, o que resultou no placar de 3 a 1, desfavorável para os brasileiros.
Diante de 57 mil pessoas, novamente no Goodison Park, o jogo com a Hungria marcou a despedida de Garrincha da Seleção Brasileira – foram 55 partidas ao todo. Isso porque a comissão técnica decidiu fazer nove substituições para o duelo seguinte, contra Portugal.
O JOGO DA INCERTEZA
O Brasil precisava vencer dos portugueses, mas não sabia ao certo por quanto. Pois, para obter a classificação dependeria do resultado de Hungria x Bulgária, que seria disputado no dia seguinte. Por sua vez, Portugal já estava com a vaga assegurada na próxima fase.
A Seleção, na verdade, sofreu um apagão no confronto decisivo e com 20 minutos já estava perdendo por 2 a 0. Pelé estava em campo, mas era visível que ainda sentia os efeitos das botinadas que levara no jogo com a Bulgária.
Rildo diminuiu o placar, mas, depois, Portugal chegaria ao terceiro gol, pondo um ponto final na passagem do Brasil pela Inglaterra, numa despedida precoce da Amarelinha, mais uma vez no Goodison Park.















