A Bahia reduziu em 9,6% o número de mortes violentas intencionais em 2025, mas permaneceu na liderança nacional em número absoluto de vítimas. O estado registrou 5.473 homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial, contra 6.047 no ano anterior. Os dados constam do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23), pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
A redução foi superior à média nacional, que ficou em 8,2%. No país, as mortes violentas caíram de 44.220 para 40.775, o menor patamar desde o início da série histórica do anuário, em 2012.
Apesar do avanço, a Bahia manteve a maior quantidade de vítimas entre os estados brasileiros e a segunda maior taxa de mortes violentas, com 36,8 casos por 100 mil habitantes. O índice só é inferior ao do Amapá (42,5) e permanece acima da média nacional, de 19,1 por 100 mil habitantes.
LETALIDADE POLICIAL
Enquanto o total de mortes violentas diminuiu, as mortes decorrentes de intervenções policiais cresceram de 1.556 para 1.570 casos, aumento de 0,8%. Com isso, a Bahia permaneceu como o estado com o maior número absoluto desse tipo de ocorrência no país. As intervenções policiais responderam por 28,7% de todas as mortes violentas registradas em território baiano, proporção superior à média nacional, de 16,2%.
MUNICÍPIOS
O ranking dos municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes e maiores taxas de mortes violentas intencionais é liderado por Maranguape (CE). Depois, aparecem Eunápolis (BA), Mossoró (RN), Porto Seguro (BA), Simões Filho (BA), Jequié (BA), Maracanaú (CE), Camaçari (BA), Feira de Santana (BA) e Juazeiro (BA).




















