O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), líder do Governo Jerônimo na Assembleia Legislativa da Bahia, reagiu ao discurso do candidato a governador pelo União Brasil, ACM Neto, a respeito da violência no estado. De acordo com o parlamentar, o adversário tenta transformar a campanha em um “palanque do medo” e distorce deliberadamente os indicadores oficiais ao afirmar que a violência avançou no estado, quando os dados mostram redução consistente dos crimes violentos:
– Ele prefere espalhar uma narrativa de caos para obter dividendos eleitorais, mesmo sabendo que os indicadores apontam queda da violência. É uma tentativa de aterrorizar os baianos para vender a falsa ideia de que apenas sua eleição resolveria um problema complexo – criticou.
O parlamentar também classificou como frágeis as propostas anunciadas pelo ex-prefeito. Na avaliação de Rosemberg, a chamada Governadoria da Segurança e o Plano de Reocupação de Territórios são conceitos genéricos, sem detalhamento de execução, metas ou fontes de financiamento. Ainda segundo o deputado, as proposições também reproduzem ações já desenvolvidas pelo estado por meio da inteligência policial, integração das forças de segurança e atuação permanente dos territórios.
DADOS
Rosemberg lembrou que a Bahia reduziu em 20,3% as mortes violentas entre janeiro e maio de 2026, com queda de 30,7% em Salvador, resultado que o parlamentar atribui ao reforço do efetivo, ao uso de tecnologia, à ampliação da inteligência e aos investimentos contínuos do governo estadual na área de segurança pública.
Nesta quinta-feira (23), o Anuário da Segurança Pública 2026 apontou redução de 9,6% das mortes violentas na Bahia em 2025 na comparação com o ano anterior.
OVERCLEAN
O líder governista afirmou ainda que chama atenção a postura de ACM Neto de atacar o governo enquanto evita prestar esclarecimentos sobre investigações envolvendo supostas organizações criminosas que atuaram na Prefeitura de Salvador desde sua gestão. Para o deputado, quem pretende cobrar transparência deve começar respondendo aos próprios questionamentos.
Rosemberg citou a Operação Overclean, da Polícia Federal e do Ministério Público, que apura esquema de fraudes em contratos públicos de prefeituras. “Antes de posar como salvador da segurança pública, ele precisa explicar sua proximidade com personagens ligados a investigações tão graves e deixar de usar o medo como estratégia eleitoral”, concluiu.



















