Operação Severus investiga contratos da Prefeitura de Gongogi || Foto PF/Arquivo
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A Operação Severus, deflagrada nesta quinta-feira (13) pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, investiga um possível esquema de fraudes em contratos da Prefeitura de Gongogi, no sul da Bahia. A investida é a segunda fase da Operação Pacto Infame, iniciada em outubro de 2024.

A apuração aponta suspeitas de direcionamento de licitações, uso de documentos falsos, montagem de processos administrativos e pagamentos por serviços não executados ou entregues apenas parcialmente. O dinheiro supostamente desviado teria sido movimentado por intermédio de pessoas e empresas para ocultar sua origem.

Os agentes cumpriram 33 mandados de busca e apreensão em Gongogi, Itabuna, Ilhéus, Dário Meira, Ipiaú, Ibicaraí, Valença e Eunápolis. A investigação está concentrada nas contratações de Gongogi. Os demais municípios aparecem como locais onde vivem ou mantêm endereços pessoas ligadas aos alvos. O vice-prefeito de Gongogi, Fernando Barros Matos (Avante), é um dos alvos da operação.

BLOQUEIO DE BENS

A Justiça autorizou a apreensão de documentos, equipamentos eletrônicos, dinheiro, joias e veículos. Também determinou o bloqueio de contas, imóveis e outros bens até o limite de R$ 2 milhões. Esse valor representa o teto da medida patrimonial, não uma estimativa definitiva do montante desviado. Não foram anunciadas prisões.

Na primeira fase, em outubro de 2024, a PF cumpriu 13 mandados e investigou contratos de engenharia civil. Na época, a suspeita era de favorecimento a uma empresa de Gongogi que havia firmado quase 20 contratos e recebido mais de R$ 7 milhões da Prefeitura em quatro anos. Os investigadores apontaram que o grupo poderia atuar desde 2017.

Por enquanto, a PF não informou quais contratos estão sob investigação nesta nova fase, o prejuízo estimado nem os nomes das empresas.

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