O jornalista Waldeny Andrade tem suas obras reeditadas pela Via Litterarum || Foto Luiz Conceição/Divulgação
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A editora grapiúna Via Litterarum celebra o legado literário do jornalista, radialista e escritor Waldeny Andrade, com a reedição de quatro obras: Vidas Cruzadas, Serra do Padeiro – a saga dos Tupinambás, A Ilha de Aramys e Noite no Vale do Cotia. A editora conquistou o 1º lugar no Edital PNAB Bahia Nº 10/2025 da Secretaria de Cultura da Bahia, ao obter a nota de 94 pontos.

Pelo projeto, o segundo momento é trabalhar cada obra em dois colégios de Itabuna que aderiram ao projeto, Serão quatro turmas do Colégio Jorge Amado e quatro turmas do Colégio CIEBTEC. Cada turma trabalhará um dos quatro livros da autoria de Waldeny Andrade.

O terceiro momento do projeto consiste na reelaboração por parte dos alunos, a partir do livro lido e analisado, um produto em qualquer gênero literário, ilustração ou música. Para isso, o projeto conta com duas oficinas de escrita e criação literária com cada turma de alunos. Um exemplar do livro trabalhado será entregue a cada um dos estudantes, aos profissionais das oficinas e aos professores.

Obras de Waldeny Andrade serão reeditadas pela Via Litterarum

Profissional de comunicação, Waldeny Andrade fez história no rádio e no jornalismo do sul da Bahia. Faleceu em maio de 2020, deixando muitos órfãos, a quem abriu os microfones da Rádio Jornal de Itabuna e a redação do Diário de Itabuna e uma legião de admiradores.

O PNAB

O projeto foi contemplado nos editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal, repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.

Conta com a participação e a parceria, por meio dos professores, estudantes, direções e do ambiente físico dos Colégios CIEBTEC e Jorge Amado, ambos de Itabuna, e do Centro de Cultura Adonias Filho como espaço de culminâncias de ações nele previstas.

"Mutuca do Cavalo" foi um dos mortos em Una || Foto Redes Sociais
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A pequena comunidade de Colônia de Una, no sul da Bahia, teve uma noite de sábado de terror, com tiros, correria e três homens baleados. Dois deles não resistiram aos ferimentos e morreram. Uma das vítimas é o locutor de rodeios e liderança comunitária Edcarlos Sampaio Menezes, mais conhecido como “Mutuca do Cavalo”.

De acordo com testemunhas, os homens atingidos a tiros estavam nas proximidades do Galpão de Eventos de Colônia de Una no momento em que os criminosos, encapuzados, numa motocicleta, aproximaram-se e efetuaram os disparos. Após o crime, os bandidos fugiram e tomaram rumo ignorado.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) foi acionado para prestar atendimento às vítimas. Valmir Magalhães dos Santos foi socorrido com vida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada deste domingo (16). O terceiro atingido no ataque foi identificado como Iran de Jesus Santana, que está internado no Hospital Regional Costa do Cacau, em Ilhéus.

Uma guarnição do 3º Pelotão da Polícia Militar, em Una,  esteve no local para atender à ocorrência e realizar os procedimentos de segurança. O caso será investigado pela Polícia Civil da Bahia, que vai apurar as circunstâncias do crime, identificar os autores e esclarecer a motivação do assassinato.

PAVIMENTAÇÃO DE RODOVIA

Edcarlos Sampaio Menezes era uma liderança ativa na comunidade de Colônia de Una e tinha forte atuação política. Conhecido como “Mutuca do Cavalo”, ele era uma das principais vozes na mobilização pela pavimentação da BA-676, rodovia que liga a sede de Una ao distrito de Colônia de Una.

A pavimentação da estrada é uma antiga reivindicação dos moradores da região, que defendem melhorias na infraestrutura e nas condições de deslocamento entre o distrito e a sede do município.

SONHO EM SER PREFEITO

Além da atuação comunitária, Edcarlos vinha se movimentando politicamente com vistas às eleições municipais de 2028. Nos últimos meses, “Mutuca do Cavalo” passou a se apresentar como possível candidato à Prefeitura de Una, ampliando sua participação no debate político do município.

Sua atuação em defesa da pavimentação da BA-676, uma das principais reivindicações dos moradores de Colônia de Una, também contribuiu para ampliar sua visibilidade e fortalecer sua presença junto à comunidade. Com o Unanews.

Os craques Amilton (E) e Pinga (D) na defesa de Itabuna || Foto Arquivo Walmir Rosário
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Convite aceito, ao chegarem em General Severiano, o técnico Paraguaio quis saber quem era o colega de Bel e o convidou para participar. Não deu outra: dos cinco gols, três deles foram marcados por Pinga e os outros dois por Bel.

 

Walmir Rosário

Os torcedores de Itabuna e Ilhéus que não conheceram a rivalidade entre as duas torcidas perderam uma grande fase da história entre as duas cidades, principalmente no futebol de alta qualidade jogado naquela época. O mais grave é que poucos têm conhecimento que foi um ilheense quem marcou o fatídico gol da Seleção de Itabuna, contra o selecionado de Alagoinhas (na casa adversária) responsável pelo Hexacampeonato Baiano de Amadores do ano de 1965, finalizado em 30-01-1966.

E o nosso herói atendia pelo nome de Wilson Dias da Costa, embora batizado no meio futebolístico como Pinga, como ficou conhecido pelos torcedores e os amigos Itabunense por toda a sua vida. Nascido no distrito ilheense Banco Central, em 1953 veio morar em Itabuna, e como todo o menino daquela época era presença garantida nos babas dos inúmeros campinhos de Itabuna.

Não demorou muito para ser reconhecido pela diretoria do Náutico Juvenil como um garoto bom de bola, futuro garantido no futebol amador. E não deu outra. Pinga ganhou destaque no Janízaros, único time amador pelo qual jogou. Com a criação e entrada do Itabuna no futebol profissional, lá estava Pinga, o centroavante, fazendo seus importantes gols.

E Pinga não se limitava a se postar na área à espera de bola para partir para o gol. Se o jogo estivesse “devagar”, ele sabia recuar e buscar a bola no meio de campo para “espremer” o adversário na defesa até fazer os gols. Aos poucos, sua atuação em campo chamou a atenção de dirigentes de outras equipes, inclusive fora de Itabuna, mas Pinga se recusava a sair de Itabuna.

Em terras Grapiúna tinha emprego garantido no Banco Baiano da Produção, e em seguida, aprovado no concurso do Banco do Brasil, não descuidou da bola, embora tivesse o futebol com um esporte que lhe garantia uma segunda fonte de renda. Com Marinho e Nelsão era um trio artilheiro “matador” que conhecia cada pedaço do velho e famoso Campo da Desportiva.

Sua história na Seleção de Itabuna iniciou em 1963, ao ser convocado para a disputa e vitória do Tetracampeonato, repetindo a dose no ano seguinte na conquista do Pentacampeonato. Certa feita me confidenciou que não existia nada igual ao jogar na Seleção Amadora de Itabuna ao lado de Santinho, Fernando e Carlos Riela, Tombinho, Ronaldo, Abiezer e tantos outros craques de verdade.

Certa feita, em férias no Rio de Janeiro, se encontra com o amigo e colega de futebol, Bel, para acompanhá-lo a um treino no Botafogo carioca, onde faria teste. Convite aceito, ao chegarem em General Severiano, o técnico Paraguaio quis saber quem era o colega de Bel e o convidou para participar. Não deu outra: dos cinco gols, três deles foram marcados por Pinga e os outros dois por Bel.

Convidado por Paraguaio para participar de outro treino, Pinga simplesmente agradeceu ao técnico, declinando do honroso convite, explicando que se encontrava a passeio no Rio de Janeiro. Com a simplicidade de sempre, retornou a Itabuna para cuidar dos seus afazeres futebolísticos e bancários, com a mesma naturalidade que marcava seu perfil.

Os que conheceram Pinga em sua vida profissional e no futebol o admiravam pela sua conduta exemplar e a responsabilidade com futebol. Alguns diziam que o futebol fazia parte do seu sangue, e tinham razão. Outros irmãos de Pinga também jogaram futebol amador em Itabuna, a exemplo de Nau, goleiro do Flamengo, Fluminense e Seleção; Régis, lateral esquerdo do Janízaros e Seleção; Gílson, quarto zagueiro do Janízaros; e Dilson, meio-campo do Janízaros.

E como o DNA da Seleção de Itabuna era marcado por moléculas vencedoras, Pinga não desbotava quando entrava em campo qual fosse o adversário. Jogava para vencer. Certa feira, após sofrer uma derrota para a Seleção de Ilhéus, não perdoou, mesmo sendo ilheense, e sofreu como se a Seleção Itabunense tivesse perdido para um adversário qualquer, sem a qualidade dos ilheenses.

Essa história de peso da camisa era mera firula, segundo Pinga, tanto assim que dizia respeitar cada adversário, mas que entrava em campo para fazer gols e vencer, pois tinha consciência da qualidade dos companheiros. Ele dava risada quando perguntado pelas táticas empregadas pelos técnicos daquela época. Sabíamos como eles jogavam mas se não desse certo, nós mesmos em campo éramos quem tínhamos que resolver.

De toda a sua carreira de futebol Pinga fala com satisfação de sua convocação para a Seleção de Itabuna. Para ele, o Tetra e o Penta foram bons, embora sua consagração tenha sido definida no Hexa. Era um jogo na casa do adversário e que tínhamos a responsabilidade de vencer, pois empatamos no Campo da Desportiva, portanto, em casa, por 3X3. Bastava marcar um gol e pronto.

Só que nossos adversários complicaram o jogo e Pinga conseguiu marcar aos 35 minutos do segundo tempo. Foi uma festa sem igual, que iniciou em Alagoinhas e só terminou em Itabuna uma semana depois. Enfim, estava garantida a superioridade itabunense, conquistando o Campeonato Baiano Intermunicipal de Amadores, por seis vezes consecutivas.

Mas, neste mundo nem tudo é alegia e cada coisa tem seu tempo, tanto é assim que no sábado, 8 de agosto de 2026, Wilson Dias da Costa, o Pinga, aos 83 anos, nos deixa, para a tristeza dos seus familiares e muitos amigos. Seu corpo foi velado e sepultado em Itabuna, a cidade que adotou e que amava, com a presença de seus parentes e amigos. Com certeza está reunido com os amigos futebolistas no Oriente Eterno, os quais formam uma seleção fenomenal.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado e autor de livros como O Berimbau – Valhacouto de boêmios, disponível na Amazon.

Rui Costa e Adélia em reunião de trabalho em Salvador || Foto Divulgação
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Candidata a deputada federal pelo PT, Adélia Pinheiro participou de reunião ampliada com o ex-ministro Rui Costa, candidato ao Senado. O encontro reuniu candidatas e candidatos alinhados ao presidente Lula e ao governador Jerônimo Rodrigues e marcou a mobilização para o início oficial da campanha, previsto para domingo (16). A reunião ocorreu neste final de semana, em Salvador,

Adélia defende propostas voltadas ao sul da Bahia, com foco em investimentos em infraestrutura e logística, fortalecimento da saúde e da educação, valorização da cadeia do cacau e do chocolate e geração de emprego e renda.

“Estamos iniciando uma campanha coletiva, do time do presidente Lula e do governador Jerônimo, ao lado de Rui e Wagner e de candidatas e candidatos comprometidos com esse projeto. Faço parte desse time com a missão de dar voz e força ao sul da Bahia na Câmara dos Deputados”, afirmou a ex-reitora da Uesc.

CONFIANÇA E ALINHAMENTO

A professora e médica também esteve com o governador Jerônimo Rodrigues. O encontro reforçou a relação de confiança e o alinhamento político construídos ao longo da atuação conjunta no governo estadual.

A parceria entre os dois teve início na gestão de Rui Costa, quando Adélia comandava a Secretaria de Ciência e Tecnologia e da Saúde e Jerônimo era secretário da Educação. Ao assumir o governo, Jerônimo convidou Adélia para assumir a Secretaria da Educação do Estado, em reconhecimento à sua experiência e ao seu desempenho no Governo do Estado.

“Jerônimo é o líder do nosso projeto na Bahia. Trabalhamos juntos e construímos uma relação de confiança. Conheço sua dedicação ao povo baiano e ele tem meu apoio integral para continuar conduzindo o estado e ampliando as conquistas do nosso governo”, concluiu Adélia.

Ato de Magno Lavigne inicia campanha a deputado estadual hoje, em Salvador || Foto Divulgação
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O advogado e ex-secretário do Ministério do Trabalho do governo Lula, Magno Lavigne, dá o pontapé oficial em sua campanha a deputado estadual pela Rede Sustentabilidade com a inauguração do Comitê Central de campanha, neste domingo (16), em Salvador.

O espaço será responsável por centralizar as atividades da campanha e está localizado na Avenida Oceânica, nº 3.562, na capital baiana.

A inauguração será às 16h, no Pôr do Sol com Magno, que contará com um ato político e a presença de lideranças, apoiadores e representantes de diferentes regiões da Bahia, em um ambiente de confraternização.

Magno Lavigne chega ao início oficial da campanha após uma pré-campanha marcada pela presença em várias regiões do estado. Nos últimos meses, o candidato percorreu diferentes municípios, ampliando o diálogo com lideranças políticas, movimentos sociais e representantes da sociedade civil.

Segundo a coordenação da campanha, a mobilização já alcança os 27 Territórios de Identidade da Bahia, com ações voltadas à construção de uma candidatura de abrangência estadual.