Mapa detalha localidades que serão contempladas pelo projeto || Imagem PIMENTA
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Do PIMENTA

A Prefeitura de Itabuna homologou a licitação para contratar os estudos e projetos de drenagem de oito bacias urbanas do município. A Prisma Consultoria e Engenharia Ltda. venceu a Concorrência nº 0006/2026 com a proposta de R$ 1.242.805,15. Os recursos vêm do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do Governo Lula.

O município celebrou o acordo com a União, por meio do Ministério das Cidades, representado pela Caixa Econômica. O programa federal financia projetos de engenharia, estudos e planos de saneamento básico.

O orçamento de referência da licitação era de R$ 1.583.235,67. A proposta vencedora ficou R$ 340.430,52 abaixo desse valor, o equivalente a uma redução de 21,5%. Segundo o Estudo Técnico Preliminar, o governo federal custeará integralmente o contrato, sem necessidade de contrapartida financeira da Prefeitura.

OBJETO DO CONTRATO

Os estudos abrangerão 7.616 metros de sistemas de macro e microdrenagem. Alto Maron e Fátima concentram 1.342 metros. A bacia de São Pedro tem 765 metros, enquanto a do Nova Califórnia soma 632 metros. Novo Lomanto aparece com 1.090 metros e Nova Ferradas, com 600 metros.

O levantamento também inclui 902 metros na região do Sinval Palmeira e Urbis IV, além de 1.690 metros no Nova Itabuna, a maior extensão contemplada. A bacia da Rua de Palha completa a relação com 595 metros.

A Prisma deverá fazer levantamentos topográficos e cadastrais, estudos batimétricos, sondagens geotécnicas e análises hidrológicas e hidráulicas. O contrato inclui ainda modelagem computacional, estudos ambientais, apoio ao licenciamento e elaboração dos projetos básicos e executivos de macro e microdrenagem.

Os R$ 1,24 milhão não serão usados na execução das obras. O contrato servirá para identificar os problemas de cada bacia, dimensionar canais, galerias e demais estruturas, calcular os custos e preparar os documentos necessários para as futuras licitações. Os projetos poderão incluir também urbanização de canais, pavimentação, pontes, passarelas, iluminação, paisagismo e outras intervenções, conforme as soluções definidas pelos estudos.

O prazo previsto é de 12 meses, contado a partir da ordem de serviço. A empresa deverá iniciar as atividades em até 48h e apresentar o plano de trabalho nos primeiros cinco dias. A publicação feita pela Prefeitura confirma a homologação e a adjudicação da concorrência, mas ainda não representa o início dos estudos. A próxima etapa é a assinatura do contrato e a emissão da ordem de serviço.

Prefeitura publica lista de habilitados para receber premiação cultural || Foto PMI
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A Prefeitura de Itacaré divulgou o resultado da etapa de habilitação do edital de premiação da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Pnab). A relação reúne 51 candidaturas (acesse a lista aqui).

São 14 habilitados no prêmio Itacaré, Capital das Artes e 37 no Itacaré, Capital da Cultura Popular. A iniciativa reconhece a trajetória de pessoas e coletivos que contribuem para a produção artística e as manifestações culturais do município. A premiação soma R$ 71 mil. São 20 prêmios de R$ 2 mil, dez por categoria, e 31 prêmios de participação de R$ 1 mil.

A Secretaria Municipal de Cultura vai convocar os habilitados para assinar o recibo da premiação, etapa necessária para concluir o procedimento.

Segundo a comissão, não houve recursos contra o resultado preliminar da habilitação. Dúvidas podem ser encaminhadas ao e-mail pnabitacare@gmail.com.

Floresta Amazônica é afetada por desmatamento e isso pode impactar para o mundo || Foto Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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Uma máquina silenciosa trabalha constantemente para que milhões de pessoas na América do Sul tenham acesso a água, rios e plantações. Esse mecanismo se chama Amazônia e funciona da seguinte maneira: a umidade vinda do oceano produz chuva sobre a floresta; essa água é absorvida do solo pelas árvores, e lançada de volta na atmosfera em forma de vapor; o vento, então, espalha, esse vapor por todo o continente, fazendo chover em diversas regiões.

De acordo com a pesquisadora Julia Valentim Tavares essa é a principal infraestrutura hídrica da América do Sul e a maior “máquina de chuva” do planeta. Uma árvore adulta na Amazônia pode liberar para a atmosfera de 200 a 300 litros de água todos os dias.

“Imaginem 400 bilhões delas trabalhando juntas todos os dias. Se pudéssemos tornar essa umidade possível, veríamos rios gigantes voando no céu. É o que nós cientistas chamamos de rios voadores.”

Marielos Peñaclaros, copresidente do Painel Científico pela Amazônia, entidade que reúne mais de 350 cientistas dedicados a estudar o bioma, destaca que a floresta é a coluna vertebral dos ciclos de água, nutrientes e carbono a níveis local, regional e global.

“Em outras palavras, a Amazônia sustenta a vida, não só na região amazônica, mas no planeta como um todo.”

As duas pesquisadoras participaram da última edição do TEDxAmazonia, no final de agosto, no Equador.

ALERTA

Além de frisar a importância desse sistema hídrico, as cientistas fizeram um alerta: a devastação da Amazônia já está afetando a “máquina de chuva”, e sua “quebra” seria catastrófica para todo o planeta.

De acordo com Marielos, atividades como a mineração e o narcotráfico, em conjunto com o desmatamento e as queimadas têm atingido diretamente a conectividade amazônica, fator central para a conservação do bioma.

“A Amazônia é um mosaico vivo de ecossistemas terrestres e aquáticos interconectados entre si, que abriga uma grande diversidade de culturas. Essas comunidades têm um relacionamento profundo e interdependente com os ecossistemas através dos seus modos de vida, práticas de manejo e conhecimento.”

Segundo ela, os efeitos no clima já são mensuráveis, com evidências de que o desmatamento na Amazônia brasileira resulta em menos chuva em regiões do Brasil e da Bolívia. Em regiões desmatadas, a temperatura tem aumentado, e as épocas de seca estão ficando mais intensas e mais cumpridas.

Julia Valentim Tavares também está medindo esses efeitos a partir do interior das árvores da borda sul da Amazônia, o chamado arco do desmatamento, onde o volume de chuvas já diminuiu e a temperatura aumentou na última década. Ela investiga por quanto tempo essas árvores podem resistir às secas, antes que suas “cordas” internas sejam danificadas.

“Se o solo tem água, essa corda permanece intacta. Numa estação seca, o solo deixa de ter água e essa corda é tensionada. A atmosfera puxa para cima, o solo puxa para baixo, até a hora que essa corda se rompe. Se isso acontecer muitas vezes, em várias partes da árvore, essa árvore começa a literalmente morrer de sede.”

AQUECIMENTO GLOBAL

Nos últimos anos, a região também tem sofrido com os efeitos do aquecimento global. Em 2024, a Amazônia enfrentou a pior seca da sua história, por consequência do El Nino, fenômeno natural de aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera a circulação atmosférica, e tem se tornado mais intenso.

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