A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta terça-feira (22), a Operação Quatro Torres contra uma organização suspeita de envolvimento com tráfico de drogas e homicídios. Mais de 200 policiais participam da ação somente no território baiano. A investigação identificou quatro lideranças criminosas, chamadas de torres, que exerciam influência sobre diferentes áreas de Ilhéus.
Segundo a polícia, os quatro mantinham contato para decidir sobre venda de drogas, compra de armas e execução de homicídios. As equipes cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão em Ilhéus e outros 13 municípios de cinco estados. Itabuna, Porto Seguro, Vitória da Conquista, Feira de Santana, Serrinha, Luís Eduardo Magalhães, Salvador e Simões Filho estão entre as cidades baianas alcançadas pela operação.
Dos mandados de prisão temporária cumpridos, dez foram executados durante as ações de busca e apreensão e seis contra investigados que já estavam custodiados. Outras duas prisões temporárias foram feitas nos municípios de Aracaju, em Sergipe, e Vila Velha, no Espírito Santo. As quatro prisões em flagrante ocorreram durante o cumprimento das medidas judiciais diversas: três em Ilhéus, na Bahia, e uma em Pedro de Toledo, em São Paulo.
Fora da Bahia, as ordens judiciais são cumpridas em São Paulo e Guarujá, no estado de São Paulo; Maceió, em Alagoas; Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe; e Rio de Janeiro.
Dois policiais militares são investigados por suspeita de receber vantagens indevidas para facilitar a atuação do grupo. Um advogado também é alvo da apuração. Ele teria ajudado na comunicação entre integrantes da organização e intermediado pagamentos.
A Justiça determinou o bloqueio e a indisponibilidade de até R$ 300 milhões em bens e ativos financeiros de 31 pessoas e 11 empresas. A medida busca atingir o patrimônio que teria ligação com as atividades criminosas.


















