O deputado estadual reeleito Rosemberg Pinto (PT) reagiu ao anúncio de apoio de ACM Neto (UB) ao presidenciável da extrema-direita Flávio Bolsonaro (PL). Durante entrevista ao vivo ao Jornal Interativa News, da Interativa FM, hoje (7), o parlamentar chamou o ex-prefeito soteropolitano de “oportunista” e “mentiroso contumaz”. O petista avaliava as eleições gerais na Bahia e no Brasil.
Ao classificar o anúncio de Neto como “zero novidade”, Rosemberg citou a estratégia do ex-prefeito de tentar colar a própria candidatura a governador ao nome de Lula em 2022.
– Então, ele tentou passar que tinha mais afinidade com Lula do que com Flávio Bolsonaro. Mas, ele, como é um mentiroso contumaz e oportunista, foi declarar apoio a Flávio Bolsonaro, que sempre foi o candidato dele – disse em resposta ao jornalista e apresentador do Interativa News, Fábio Ferreira.
ENTRE OS MAIS VOTADOS
Rosemberg ficou na 7ª posição entre os candidatos a deputado estadual mais votados na Bahia em 2026. Foi a preferência de 100.378 eleitores na corrida por uma das 63 vagas da Assembleia Legislativa (Alba). Conforme o Tribunal Superior Eleitoral, 3.095 votos foram obtidos em Itabuna.
Ele agradeceu a votação e também comemorou a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues, consagrado pelas urnas com vantagem de mais de 1 milhão de votos para ACM Neto.
Rosemberg ainda conclamou apoiadores de Lula a trabalhar para reduzir o nível de abstenção em todo o Nordeste neste segundo turno. A meta, afirmou, é concentrar esforços para que Lula alcance 5 milhões de votos na Bahia.
CUTUCADA EM AUGUSTO
Embora sem citar nome, o deputado alfinetou o prefeito Augusto Castro (PSD). Na opinião de Rosemberg, o prefeito de Itabuna priorizou a eleição da esposa, Andrea Castro, a deputada estadual, e prejudicou a campanha de Jerônimo Rodrigues, apesar do alto investimento do estado em obras no município, onde perdeu para ACM Neto, assim como em 2022.
– A derrota em Itabuna foi fruto de a principal liderança da cidade não ter o cuidado em fortalecer mais a chapa [majoritária] e, sim, [se preocupar com] a eleição proporcional – afirmou.



















