A professora e ex-reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) se posicionou a respeito das acusações de agressão do vereador Tandick Resende contra grupo de manifestantes, no último sábado (10), no centro de Ilhéus. Conhecido por se envolver em confusões em Ilhéus, Tandick é acusado de agredir uma professora idosa durante a manifestação.
O vereador é também acusado de proferir palavrões contra pessoas que participavam do ato liderado por petistas e pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Minha solidariedade à professora e às demais pessos atingidas [pelo vereador]“, manifestou-se Adélia por meio de nota, na qual também observa que o exercício da vereança e o cargo de Defensor Público exigem dos seus ocupantes respeito à população e compromisso com a defesa dos direitos.
Abaixo, confira a íntegra da nota.
NOTA DE REPÚDIO
Repudio a violência e a intimidação contra manifestantes durante o ato em defesa da reeleição do presidente Lula, neste sábado (10), no centro de Ilhéus, e a conduta do vereador e defensor público Tandick Resende.
Uma professora de 62 anos relatou ter sido abordada com violência, palavras de baixo calão e intimidação. Segundo seu relato, o vereador tentou retirar à força o material que ela distribuía. A denúncia de que também arrancou um cartaz de suas mãos e provocou tumulto na manifestação exige apuração e responsabilização.
As mulheres têm direito de ocupar as ruas, expressar suas posições e participar da política com liberdade e segurança. A violência política de gênero não pode ser naturalizada. Divergências políticas jamais justificam agressões ou tentativas de silenciar uma mulher.
O mandato de vereador e o exercício da Defensoria Pública exigem respeito à população e compromisso com a defesa de direitos. São responsabilidades incompatíveis com atitudes de intimidação contra quem participa de uma manifestação pacífica.
Minha solidariedade à professora e às demais pessoas atingidas. Não vamos recuar. Seguiremos nas ruas pela reeleição de Lula, pela democracia e pelo direito das mulheres de participar da vida política sem medo.
Adélia Pinheiro



















